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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Prêmio Nacional da Biodiversidade - 2015


Imagem ilustrativa

Tópico 1092

Objetivos

O PRÊMIO NACIONAL DA BIODIVERSIDADE tem por finalidade reconhecer o mérito de iniciativas, atividades e projetos de organizações não governamentais, empresas, sociedade civil, academia, órgãos públicos, imprensa e cidadãos, que se destacam por buscarem a melhoria ou manutenção do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira, contribuindo para a implantação das Metas de Aichi para a Biodiversidade.


Público-alvo

Poderão concorrer ao Prêmio Nacional da Biodiversidade iniciativas, atividades e projetos que contribuem para a melhoria ou conservação de espécies da biodiversidade brasileira, considerando como melhoria ou conservação da biodiversidade brasileira a mudança ou manutenção na categoria de risco de extinção da espécie conforme critérios estabelecidos pela UICN (União Internacional pela Conservação da Natureza) ou evidências claras que promovam a mudança de pelo menos um dos critérios da UICN, abaixo listados:

I - Redução do declínio ou aumento do tamanho da população;

II - Redução da fragmentação ou aumento da conectividade entre as subpopulações;

III - Ampliação da área de distribuição da espécie, mesmo que seja apenas por identificação de novas áreas; ou

IV - Redução das ameaças às populações das espécies.


Categorias

A primeira edição do PRÊMIO NACIONAL DA BIODIVERSIDADE contemplará 07 (sete) categorias para inscrição de iniciativas relacionadas à melhoria, conservação ou divulgação da biodiversidade brasileira:

I – Organizações Não Governamentais: associações não governamentais, sem fins lucrativos, como OSCIP, OS, Fundação, entre outros;

II – Empresas: empresas públicas e privadas, bem como sociedades de economia mista;

III- Sociedade civil: organizações sociais, tais como associações, agremiações, comunidades, cooperativas, entre outros;

IV – Academia: pesquisadores e instituições de pesquisa voltados à produção científica e tecnológica;

V – Órgãos públicos: órgãos e entidades da Administração Pública Federal, Estadual, Distrital e Municipal, no âmbito dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, assim como o Ministério Público e os Tribunais de Contas;

VI – Imprensa: jornalistas de veículos de comunicação (jornais, revistas, rádios, TV e sítios jornalísticos), independentemente da forma como se apresentem (artigos, reportagens, série de reportagens, fotos, vídeos, criações gráficas), relacionados à divulgação de ações em prol da melhoria e conservação de espécies.

VII – Individual: cidadãos cujo trabalho tenha contribuído para melhoria do estado de conservação da biodiversidade brasileira.


Premiação

Ao participante vencedor dentre os três finalistas de cada uma das categorias definidas no regulamento é destinado o Troféu PNB. Aos demais finalistas é concedido um certificado atestando sua condição de finalista no concurso.


Inscrições

Entre 22 de dezembro de 2014 e 13 de fevereiro de 2015, os interessados em participar da premiação deverão se inscrever exclusivamente através do preenchimento do formulário online e anexação de documentos. Cada iniciativa, só poderá ser inscrita em uma única categoria das sete estabelecidas, a ser indicada pelo candidato no ato de inscrição, sendo permitido aos órgãos, entidades e instituições participantes inscrever mais de uma iniciativa.

Não serão aceitas trocas, alterações, inserções ou exclusões de parte ou da totalidade do material complementar após o término das inscrições.


Seleção

A avaliação de mérito das candidaturas será realizada por uma comissão composta por pessoas de ilibada reputação e notório saber em temas relacionados a área de conservação da biodiversidade e por um representante da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, que a presidirá, sem direito a voto. Serão selecionadas três candidaturas finalistas em cada uma das categorias e a indicação de um vencedor dentre os três finalistas de cada categoria.

Serão avaliados em cada candidatura os seguintes critérios: efetividade quanto ao estado de conservação da espécie, impactos ambiental e social e inovação.

As iniciativas finalistas também concorrerão ao prêmio especial “Júri Popular”, cuja vencedora será eleita por meio de processo de votação eletrônica no sítio eletrônico do MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE.


Cronograma

• Inscrições: 22 de dezembro de 2014 a 13 de fevereiro de 2015.

• Avaliação: até 18 de abril de 2015.

• Divulgação dos finalistas: 30 de abril de 2015.

• Cerimônia de premiação: 22 de maio de 2015.






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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

HISTÓRIA: Livro “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal” é lançado em Lisboa


Imagem ilustrativa da capa do livro

Tópico 1091

A jornalista e investigadora cultural brasileira, Thais Matarazzo, segue viagem para Portugal para apresentar o seu mais novo livro: “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal”, que abre a Coleção “Luso-Brasileira”, da In House Editora.

Thais Matarazzo já teve alguns de seus livros lançados em Portugal. Em outubro de 2013, apresentou “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” no “Congresso da Mulher Migrante”, organizado pela Dra. Manuela Aguiar e Dra. Rita Gomes, em Lisboa; e, em agosto de 2014, lançou o livro “A Rapaziada do Brás: seus artistas, memórias e canções” (coleção Pró-TV, In House editora) no restaurante “Mamma Mia”, no Porto, com evento organizado pela “Associação Sociocultural Código Simbólico”.

O novo livro terá sessão de autógrafos dentro do “II Ciclo de Conferências Luso-Brasileiro sobre Teatro de Revista”, com organização do professor Jorge Trigo, na Biblioteca São Lazáro, em Lisboa. O evento tem início em 7 de Fevereiro, às 16 horas, além da apresentação de “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal”, a escritora apresentará a Conferência “A música ligeira brasileira e portuguesa no teatro musicado”.

Participam ainda o Grupo de Cavaquinhos da Academia Sénior da ARPIAC – Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Agualva-Cacém, e na Conferência “As Vedetes do Teatro de Revista Brasileiro”, participa Eloína Ferraz, professora brasileira e uma das maiores atrizes do Teatro de Revista do Brasil.

No sábado, 21 de Fevereiro a partir das 16 horas, o evento traz a Conferência “Série Lisboa – Sobre a produção de espetáculos de Revista pela Empresa Vasco Morgado (1952-1975)”, com Gonçalo Antunes de Oliveira, especialista em Etnomusicologia Histórica. Na Conferência “O teatro musical americano em Portugal: desde o seu aparecimento com Godspell em 1976, pelo produtor Vasco Morgado, até aos nossos dias”, fala Paulo Carrilho, professor de História do Teatro Musical.

A apresentação dos conferencistas e as moderações ficam a cargo de Jorge Trigo, professor em História e Mestre em História Regional e Local. Tem organizado e participado em iniciativas relacionadas com o Fado. É autor, entre outros livros, da biografia “Ercília Costa – Sereia Peregrina do Fado”, editora Fonte da Palavra.

Biblioteca São Lázaro é a biblioteca pública mais antiga de Lisboa, tendo sido criada em 1883, sendo das mais importantes da capital portuguesa. Instalada num edifício de arquitetura neoclássica erudita dos finais do séc. XIX, tem, como ex-libris, o seu Salão Nobre, no qual se destacam a disposição hexagonal da sala, o mezanino e o mobiliário da época. Dispõe de documentação generalista e diversificada.


Apoios Culturais de Portugal e Brasil

Com realização da Biblioteca São Lázaro (Freguesia de Arroios) e In House Editora, o “II Ciclo de Conferências Luso-Brasileiro sobre Teatro de Revista” recebe o apoio cultural da Ordem dos Músicos do Brasil / CRESP, representada pelo seu Presidente, Prof. Roberto Bueno, e pelo Vice-presidente, Ribas Martins; da Associação Sociocultural Código Simbólico, tendo como Presidente Rosilda Portas, e do projeto “Cultura no Choro”, idealizado e produzido por de Cris Caner.


O livro “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal”

A obra tem o objetivo recuperar, registrar e preservar as memórias desta troca artística entre os dois países irmãos, focalizando o período de 1910 a 1960. Thais Matarazzo já tem editados outros dois títulos sobre o tema, “Irene Coelho, uma brasileira de coração português” (2011) e “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” (2013), também apresentados em Portugal.

Os desenvolvimentos dos meios de comunicação e os adventos do disco, cinema, rádio, televisão, internet, entre outros fatores, contribuíram para a difusão das artes. No tocante à música popular, o teatro de revista e o rádio foram as ferramentas mais importantes para sua popularização, até meados do século XX, envolvendo um grande números de artistas, compositores, autores e empresários.

Impossível registrar num único volume os nomes de todos os profissionais da arte popular que participaram desta troca cultural, mesmo porque a pesquisa de campo é muito difícil em vários aspectos, o que exigiu da autora Thais Matarazzo muito fôlego em investigações realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa e Porto.

O livro está dividido em duas partes: artistas brasileiros e artistas portugueses. Para celebrar a amizade e a cultura de Brasil e Portugal, a obra traz dois prefácios, do escritor e professor brasileiro José Américo Lisboa Júnior e do autor e historiador português Jorge Trigo. O texto da contracapa é assinado pelo jornalista Jefferson Silveira e o texto da orelha é do radialista Walter Manna.



Fonte: Ministério dos Negócios Estrangeiros - Governo de Portugal.



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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Projeto Cultivar - O Judiciário paulista em benefício da natureza


Imagem meramente ilsutrativa

Tópico 1090

Desde os últimos meses do ano passado, um tema recorrente tem ocupado as pautas dos órgãos de imprensa do País: a escassez de água.

Notícias publicadas em jornais de grande circulação no último final de semana dão conta de que metade das regiões metropolitanas foi severamente atingida pela maior estiagem da qual se tem notícia. As consequências da seca têm afetado não só o abastecimento de água para a população, mas também a economia dessas regiões.

Estudiosos afirmam que um dos fatores geradores desse desequilíbrio ambiental é o crescente desmatamento de florestas e matas brasileiras, aliado ao consumo excessivo de recursos hídricos por parte da população – segundo a ONU, uma pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender às suas necessidades de consumo e higiene. No Brasil, estima-se que cada pessoa consuma 250 litros de água diariamente.

Para tentar mudar esse cenário desfavorável, o presidente do Tribunal de Justiça paulista, desembargador José Renato Nalini, aproveitou a celebração do aniversário da cidade de São Paulo, no último domingo (25), para lançar o projeto CultivAR, que tem o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida nas áreas urbanas e estimular o reflorestamento. “São Paulo necessita de mais chuva, mas precisamos também arregaçar as mangas para recuperar matas ciliares e plantar mais árvores. Falta muito verde na capital, que é uma imensa massa cinza”, disse o presidente durante o ato inaugural do projeto – o plantio de um arbusto de pau-brasil em frente ao Palácio da Justiça, sede administrativa do TJSP.

O projeto prevê que uma árvore nativa seja plantada pelo presidente em todas as solenidades do Judiciário realizadas nas comarcas do Estado. No entanto, a expectativa da Presidência é que ele seja expandido e colocado em prática por todos os servidores dos fóruns doEstado, independentemente da visita de José Renato Nalini. “Estamos passando por uma crise hídrica extremamente grave e queremos incentivar todas as pessoas a replantarem e reporem as matas ciliares, colocando São Paulo em uma média racional de verde por habitante e, com isso, tentar devolver à natureza o que subtraímos dela. É esse o simbolismo”, explica.

Para o juiz assessor da Presidência Ricardo Felicio Scaff, a iniciativa impactará positivamente as futuras gerações. “Nossa expectativa com esse projeto é mudar a consciência da população. É uma iniciativa que trará benefícios a todos, inclusive às gerações futuras, pois zelar pela natureza deve se tornar um hábito, que não pode ser esquecido quando essa crise acabar. Precisamos contribuir para a melhoria das condições de vida de toda a população”.

Diante da grave situação verificada em grande parte do Brasil, a Presidência da Corte Bandeirante conclama todos os magistrados, servidores e colaboradores a contribuírem para o sucesso do projeto CultivAR em todo o Estado, auxiliando na reconstrução de nossas matas e florestas.

O plantio das árvores será divulgado nas redes sociais do TJSP. Para tanto, basta que as imagens sejam enviadas para o seguinte e-mail: fotografia@tjsp.jus.br, com os dados da unidade e/ou fórum em que foi plantada, data do plantio e espécie da muda e/ou arbusto, além de telefone para contato.

A Presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo conta com a colaboração de todos !!!



Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Matéria originalmente publicada no DJE de 28 de janeiro de 2015.



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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Substância encontrada em planta da Serra da Mantiqueira tem efeito anti-inflamatório, antimicrobiano e antiparasitário


Foto de divulgação da Fapesp - Baccharis retusa DC.

Tópico 1089

Pesquisadores do Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) isolaram e caracterizaram um composto bioativo de uma planta encontrada na região da Serra da Mantiqueira que tem propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana e antiparasitária.

O composto, denominado sakuranetina, foi identificado durante um projeto realizado com apoio da FAPESP, na modalidade Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.

Observamos que a atividade anti-inflamatória da sakuranetina é muito similar à da dexametasona, o principal corticoide usado hoje no tratamento de processos alérgicos e inflamatórios graves”, disse João Henrique Ghilardi Lago, professor da Unifesp e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

A sakuranetina foi isolada da planta Baccharis retusa DC., da família Asteraceae, a mesma do girassol (Helianthus annuus) e de diversas outras plantas medicinais.

Segundo o pesquisador, o gênero Baccharis – um dos mais importantes da família Asteraceae, composto por cerca de 500 espécies de plantas, entre elas a carqueja (Baccharis trimera) – é muito comum nas Américas do Sul e Central, em regiões de altitude como a Serra da Mantiqueira, a cadeia montanhosa que se estende pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Ao prospectar espécies vegetais com compostos bioativos de interesse farmacológico em montanhas em Campos do Jordão (SP), os pesquisadores constataram que há uma grande variedade de espécies de Baccharis na região, a mais elevada da Serra da Mantiqueira, com 1.628 metros de altitude.

Ficamos surpresos com a variedade de espécies de Baccharis na Serra da Mantiqueira. Coletamos cerca de dez espécies diferentes em Campos do Jordão, entre elas a Baccharis retusa DC”, afirmou Lago. 

A fim de selecionar as que apresentavam potencial atividade biológica, os pesquisadores prepararam extratos bioativos das plantas coletadas e os submeteram a uma sequência de testes em laboratório.

Os resultados indicaram que o extrato da Baccharis retusa DC. demonstrou maior atividade antiparasitária, antimicrobiana e anti-inflamatória em comparação com as outras espécies coletadas.

Com base nessa constatação, os pesquisadores analisaram o extrato da Baccharis retusa DC. por cromatografia líquida de alta eficiência e por ressonância magnética nuclear, a fim de determinar a composição química da planta.

A análise química revelou que cerca de 50% do extrato bruto da planta diluído em etanol é composto por uma única substância: a sakuranetina. “Isso é muito raro em plantas porque, em geral, elas apresentam uma grande diversidade de compostos”, afirmou Lago.

Os pesquisadores depois fracionaram o extrato bruto da planta e constataram que a substância ativa da planta era a sakuranetina.

O fato de cerca de 50% do extrato bruto da Baccharis retusa DC. ser composto pela sakuranetina facilitou muito isolarmos esse composto que é um flavonoide [do grupo dos polifenois encontrado em diversos tipos de vegetais e de alimentos, que trazem benefícios à saúde]. É muito raro na área da química de produtos naturais obter uma quantidade tão grande de uma substância, da ordem de gramas, como a sakuranetina de Baccharis retusa DC.”, afirmou Lago.


Atividade antiparasitária

A fim de avaliar a atividade antiparasitária da sakuranetina, os pesquisadores da Unifesp, em parceria com André Tempone, do Instituto Adolfo Lutz, Rodrigo Cunha, da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Paulette Romoff, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, isolaram e testaram o composto. Eles incluíram dois derivados semissintéticos dele (que passaram por simples modificações estruturais) em formas promastigotas (flageladas) e amastigotas (intracelular) de Leishmania spp – parasita causador da leishmaniose – e amastigota e tripomastigota (sem flagelo) de Trypanosoma cruzi – protozoário causador da doença de Chagas.

Os resultados indicaram que a sakuranetina apresentou atividade antiparasitária contra Leishmania (L.) amazonensis, Leishmania (V.) braziliensis, Leishmania (L.) major e Leishmania (L.) chagasi em concentrações na faixa de 43 a 52 microgramas por mililitro (ug/ml) e em 20,17 ug/ml contra tripomastigotas de Trypanosoma cruzi.

Já os dois derivados semissintéticos da sakuranetina não demonstraram ação antiparasitária.

Alguns dos principais resultados do estudo, realizado no âmbito do projeto “Princípios com potencial anti-Leishmania em espécies vegetais da Mata Atlântica: avaliação, isolamento e caracterização molecular”, desenvolvido em conjunto por Lago e pela pesquisadora Patricia Sartorelli, com apoio da FAPESP, foram publicados na revista Experimental Parasitology.

A sakuranetina demonstrou ser a única substância ativa entre os demais flavonoides encontrados em Baccharis retusa DC. contra os parasitas causadores da leishmaniose e da doença de Chagas”, disse Lago.


Ação anti-inflamatória

Em outro estudo, Lago e a pesquisadora Carla Prado, da Unifesp, em colaboração com colegas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), avaliaram a atividade anti-inflamatória da sakuranetina em um modelo experimental de asma induzida em camundongos.

Um grupo de animais foi tratado durante cinco dias com sakuranetina e um grupo controle recebeu dexametasona.

Os resultados do estudo, publicado no British Journal of Pharmacology, indicaram que o tratamento com sakuranetina atenuou vários aspectos da inflamação alérgica das vias aéreas dos animais, ao reduzir citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias e controlar o estresse oxidativo.

De acordo com os autores do estudo, os efeitos da sakuranetina foram semelhantes aos observados em animais tratados com dexametasona na maioria dos parâmetros avaliados.

A sakuranetina é um potencial candidato para o desenvolvimento de um protótipo molecular para a obtenção de uma nova droga voltada para o tratamento de asma”, avaliou Lago.


Ação antimicrobiana

Em colaboração com Marcelo Vallim e Renata Pascon, da Unifesp, e com Antonio Doriguetto e Marisi Soares, da Universidade Federal de Alfenas, os pesquisadores também caracterizaram a estrutura cristalina da sakuranetina e avaliaram a ação antimicrobiana do composto bioativo contra leveduras dos gêneros Candida, Cryptococcus e S. cerevisiae BY 4742.

Publicado na revista Molecules, o estudo mostrou que a substância apresentou forte atividade antifúngica contra as leveduras patogênicas e pode ser considerada como um protótipo pela indústria farmacêutica para o desenvolvimento de agentes antifúngicos mais eficazes.

Agora estamos em um ponto crucial, que é avaliar a toxicidade da sakuranetina, porque não adianta termos uma substância que apresenta ação anti-inflamatória tão potente como a droga padrão usada no tratamento de asma se não soubermos em que concentração ela pode ser administrada em animais e humanos”, afirmou Lago.

Além da sakuranetina, os pesquisadores da Unifesp estudaram outros compostos bioativos durante o projeto “Uso sustentável da biodiversidade de áreas remanescentes da Mata Atlântica do Estado de São Paulo: avaliação, isolamento e caracterização molecular de metabólitos secundários bioativos em espécies vegetais”, realizado com apoio da Fundação, no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA).



Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.



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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ibama publica Instrução Normativa nº 23 que define diretrizes e procedimentos para destinação de animais silvestres


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 1088

Foi publicada no Diário Oficial da União, pelo Ibama, a Instrução Normativa nº 23, de 31 de dezembro de 2014, que define as diretrizes e os procedimentos para a destinação de animais silvestres apreendidos, resgatados por autoridade competente ou entregues voluntariamente pela população, bem como para o funcionamento dos Centros de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (Cetas).

A norma esclarece que os Cetas integram a estrutura das Superintendências do Ibama nos estados, às quais estão vinculadas técnica e administrativamente. A Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (Dbflo), do Ibama, deverá ser a responsável pelo planejamento, coordenação e acompanhamento da execução, além da avaliação da implantação, das ações nacionais relativas aos Cetas.

O texto descreve detalhadamente como devem funcionar o recebimento de animais (esclarecendo que só serão admitidos os silvestres, não sendo aceitas as espécies consideradas domésticas), a triagem e a destinação.


Instrução Normativa nº 23, na íntegra;








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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

História da exploração do ouro no Brasil e do Museu do Ouro em Sabará-MG


Modelo de barra de ouro produzida em Sabará-MG


Tópico 1087

No fim do século XVII a produção açucareira no Brasil enfrenta uma séria crise devido à prosperidade dos engenhos açucareiros nas colônias holandesas, francesas e inglesas da América Central. Como Portugal dependia, e muito, dos impostos que eram cobrados da colônia a Coroa passou a estimular seus funcionários e demais habitantes, principalmente os do Planalto de Piratininga, atual São Paulo, a desbravar as terras ainda desconhecidas em busca de ouro e pedras preciosas.

A primeira grande descoberta deu-se nos sertões de Taubaté, em 1697, quando o então governador do Rio de Janeiro Castro Caldas anunciou a descoberta de dezoito a vinte ribeiro de ouro da melhor qualidade pelos paulistas. Neste mesmo ano, em janeiro, a Coroa havia enviado a Carta Régia onde prometia ajuda de custos de R$ 600.000/ano ao Governador Arthur de Sá para ajudar nas buscas pelos metais preciosos.

Iniciou-se então a primeira corrida do ouro da história moderna. A quantidade de gente aportando no Brasil e, deixando Portugal, era tamanha que em 1720, D. João V criou uma lei para controlar a saída dos portugueses. A lei, claro, não adiantou muito e em 1709 passaram a ser adotadas licenças especiais e mesmo passaportes como tentativa de frear o fluxo emigratório português. De 300 mil habitantes em 1690, a colônia passara a cerca de 2.000.000.

Durante o século XVIII, auge do período de exploração do ouro no Brasil, diversos povoamentos foram fundados. Esta foi a medida encontrada pela Coroa para tentar acalmar um pouco o verdadeiro caos que se instalara na colônia com cidades inteiras sendo abandonadas por seus habitantes que saíam em busca de ouro nos garimpos.

Após a queda de produção do sistema de exploração aurífera de aluvião, passou a ser necessárias técnicas mais refinadas que exigiam a permanência por maior período do garimpeiro junto aos locais de exploração o que também contribuiu para o estabelecimento das vilas.

É nesse período que são fundadas as Vilas de São João Del Rei, do Ribeirão do Carmo, atual Mariana, Vila Real de Sabará, de Pitanguí e Vila Rica de Ouro Preto, atual Ouro Preto, além de outras.

Porém, a Coroa, que já impusera o imposto do Quinto quando do começo das explorações, onde exigia que um quinto de tudo que fosse extraído seria dela por direito, ainda resolvera completar a carga tributária com mais impostos gerando uma série de insatisfações (incluindo a Inconfidência Mineira, que teve na exploração da metrópole um de seus principais motivos).

A exploração do ouro no Brasil teve grande importância porque deslocou o eixo político-econômico da colônia para região sul-sudeste, com o estabelecimento da capital no Rio de Janeiro. Outro fator importante foi a ocupação das regiões Brasil adentro e não apenas no litoral como se fazia até então.

A exploração aurífera possibilitou ainda, um enorme crescimento demográfico e o estabelecimento de um comércio/mercado interno, uma vez que os produtos da colônia não eram mais apenas para exportação como ocorria com o açúcar e o tabaco do nordeste e fez com que surgisse a necessidade de uma produção de alimentos interna que pudesse suprir as necessidades dos novos habitantes.

Ainda um último aspecto importante da explosão demográfica provocada pelo período de exploração do ouro no Brasil colônia, foi a questão do desenvolvimento de uma classe média composta por artesãos, artistas, poetas e intelectuais que contribuíram para o grande desenvolvimento cultural do Brasil naquela época.


VÍDEO DE REFERÊNCIA


Fonte: TV Escola



O Museu do Ouro ocupa a Antiga Casa da Real Intendência e Fundição do Ouro de Sabará, edificada em meados do século XVIII. Construída em adobe e pau a pique, situada na ladeira da Intendência, serviu de moradia aos Intendentes e como posto de cobrança de impostos sobre a extração do ouro na região. No acervo do Museu, representações da vida cotidiana mineira, como costumes, crenças e artes populares que podem ser vistas através das esculturas, quadros, oratórios e estandartes usados nas procissões e festas dos antigos escravos.


Informações técnicas do vídeo;

Série: Conhecendo museus - Museu do ouro

Duração: 00:24:25

Nível de ensino: Geral

Ano de produção: 2012

Público-alvo: Público em geral

Área temática: História, Artes, Diversidade Cultural

País de origem: Brasil

Versão do áudio: Áudio original em Português

Produtora: TV Escola / EBC / Ibram / FJPN / TV BrasiL


Museu do Ouro - Antiga Casa da Real Intendência e Fundição do Ouro de Sabará-MG





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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Degradação do solo põe em xeque o futuro da agricultura no Estado do Paraná


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 1086

A produtividade das próximas safras de grãos no Paraná pode estar comprometida. O estado enfrenta “sérios problemas” com a conservação do solo, segundo especialistas do agronegócio. O quadro desperta preocupação entre produtores, cooperativas e indústrias desde 2012, quando representantes dos produtores acionaram a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em busca de apoio para uma reversão.

O problema ganha maior atenção em 2015, definido como Ano Internacional dos Solos pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). As ações de recuperação e difusão de informações no Brasil envolvem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embrapa. Durante os próximos meses, uma série de eventos irá abordar aspectos técnicos da conservação.

De acordo com projeção da Seab, 30% dos cerca de 6 milhões de hectares cultivados no Paraná necessitam de intervenção imediata. A avaliação de quanto essa área em processo de degradação pode interferir na produtividade do estado, no entanto, é imprecisa. Segundo o assessor técnico da secretaria José Tarciso Fialho, o impacto no rendimento é inevitável.

Já está impactando na produtividade do estado. O solo é o maior patrimônio do produtor que não pode fechar os olhos para o problema”, aponta Fialho.

Para o engenheiro agrônomo e conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) Orley Jair Lopes, os agricultores estão pensando no hoje e esquecendo das próximas safras.

A situação é bem crítica. Com a quantidade de nutrientes retirada hoje, não será possível ter a mesma renda daqui 10 anos”, afirma.

Um conjunto de práticas equivocadas estaria potencializando a erosão pelo estado. Apesar de o Paraná ser o berço brasileiro do Plantio Direto, que revolucionou o agronegócio nacional, o sistema, em muitos casos, não é realizado corretamente, fazendo com que o solo fique exposto às intempéries do clima.

O cultivo de três safras por temporada também estaria colaborando para a “exaustão” do solo. Há produtores eliminando curvas de nível e os populares murundus por entenderem que atrapalham os trabalhos das máquinas agrícolas. “Sem isso, não há nada que contenha a água da chuva, que leva ladeira abaixo nutrientes com a erosão”, aponta Fialho.

A situação mais preocupante está no Noroeste por conta do solo arenoso, bastante sensível a erosões hídricas e eólica. Regiões planas como a área central do estado também apresentam problemas.

Não existe apenas uma técnica para fazer agricultura. É preciso buscar mecanismos adequados a cada tipo de propriedade”, diz Flávio Turra, gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).


Reversão

Em parceria com o setor privado, a Seab combate o problema por meio do programa Plante seu Futuro, lançado em 2013, ferramenta de conscientização dos produtores. A proposta é realizar ações permanentes de capacitação de boas práticas agrícolas. Hoje são 100 unidades de demonstração espalhadas pelo estado, com perspectivas de chegar a 250 até o final do ano.

O bom manejo do solo ajuda a mitiga os problemas em épocas de seca, pois retém água e nutrientes”, diz Oromar João Bertol, agrônomo da Emater e coordenador do Grupo Gestor de Manejo Integrado de Solos e Água do Plante seu Futuro.

Em âmbito nacional, uma melhoria na conservação depende de programas como o Agricultura de Baixo Carbono (ABC). O Paraná se mobiliza para acessar maior volume de crédito neste ano, mas ainda sobram recursos, conforme o governo.


Combate à erosão exige mobilização dos produtores

Nos últimos 10 anos, o solo do Paraná, que já foi referência nacional, passou por transformações, conforme os especialistas. A responsabilidade sobre os fatores que promoveram essa degradação é atribuída aos agricultores e ao sistema produtivo.

Máquinas agrícolas maiores e mais pesadas são utilizadas nas lavouras. Com isso, para facilitar o trabalho de plantio e colheita, muitos produtores nivelaram rampas, que tinham sido construídas para controle de erosão hídrica em terrenos inclinados.

A expansão da soja também é apontada pelos especialistas como ponto chave nesse processo. As boas cotações da oleaginosa, próximas de R$ 60 por saca, colocam o grão como primeira opção da agricultura no estado. Em muitos casos, os produtores não realizam a rotação com o milho, o que estaria limitando a nutrição do solo. Onde não se pode plantar milho de inverno, o solo chega a ficar apenas em descanso, com coberturas finas. Ou seja, a oleaginosa acaba sendo semeada repetidas vezes na mesma área e o tratamento da terra limita-se à necessidade da cultura.

Para não perder a janela de plantio da temporada seguinte, muitos produtores realizam a colheita e a semeadura e solo muito úmido. Isso estaria favorecendo a compactação e cria aberturas que podem estimular a erosão.

Outro ponto assinalado pelos especialistas é que as mudanças climáticas no planeta têm aumentando a incidência de chuvas torrenciais. Em muitos casos, dependendo do tratamento (ou falta de) dado a terra, essa pluviosidade “carrega” embora nutrientes importantes para agricultura

O quadro, associado à emissão de gases, começa e termina no meio urbano. Segundo a Sanepar, há casos em que o próprio tratamento de água destinado ao consumo humano tem de ser interrompido por força da erosão em áreas agrícolas que cercam bacias de abastecimento.




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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

8 bilhões de litros de água limpa em todo mundo foram doadas pela P&G através do Programa Água Pura Para Crianças


Imagem ilustrativa - P&G Sachet

Tópico 1085

A falta de água potável já afeta cerca de um bilhão de pessoas no mundo. No Brasil, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS/2012), mais de 17% da população não recebe água limpa por redes de abastecimento, o que reflete diretamente no desenvolvimento da sociedade e principalmente das crianças.

Doenças como a diarreia, que muitas vezes é consequência do consumo de água impura, são responsáveis por mais mortes de crianças no mundo do que o HIV e a malária juntas. São mais de 1.600 mortes de crianças com até 5 anos por dia no planeta.

Esse contexto chocante foi o que motivou uma das maiores fabricantes de produtos de higiene pessoal e limpeza, a americana Procter & Gamble, a desenvolver um produto social inovador chamado P&G Sachet, que acaba de chegar ao Brasil.

O sachê possui 4 gramas e é capaz de transformar 10 litros de água contaminada em 10 litros de água potável, livre de resíduos sólidos e impurezas, atendendo às normas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O produto exclusivo não será comercializado, faz parte da principal ação de responsabilidade social da empresa, o Programa Água Pura Para Crianças. A diretora global do projeto, Allison Tummon Kamphuis, diz que já foi entregue mais de 7,8 bilhões de litros de água purificada, contabilizando mais de um litro de água limpa para cada habitante do planeta. “É uma meta alcançada que nos orgulha muito e nos motiva a seguir em frente. A P&G tem como compromisso a conscientização sobre a crise mundial de água e, até 2020, nossa meta é salvar uma vida a cada hora, com a distribuição de 200 milhões de sachês, o equivalente a dois bilhões de litros de água pura por ano”, anuncia.

O presidente da P&G Brasil, Alberto Carvalho, informa que o sachê será distribuído, por meio do Programa, a todas as pessoas do mundo que sofrem com o problema. “Para as gerações futuras e para nós, é inaceitável ver crianças e adultos sofrendo com a falta de água potável”, declara Carvalho.

Até o momento, a empresa investiu mais de 50 milhões de dólares na iniciativa, e o sachê já foi distribuído em mais de 75 países. Segundo dados divulgados pela empresa, foram evitados mais de 325 milhões de dias de doenças e 43 mil mortes em consequência do não consumo de água contaminada.

No Brasil, o programa será desenvolvido inicialmente no Vale do Jequitinhonha, nordeste do estado de Minas Gerais, região em que é comum o contato de animais com a água de lagos e rios usada para o abastecimento dos moradores.

No primeiro ano, serão distribuídos quase 2 milhões de sachês, por meio da parceria da P&G Brasil com a ONG ChildFund Brasil, que também será responsável por orientar as famílias e os multiplicadores sociais da região. Até 2015, a meta é fornecer 22 milhões de litros de água potável no Brasil.


Sobre a P&G

A P&G é a indústria de marcas líderes como Pampers, Ariel, Oral-B, entre outras. A companhia segue 12 Metas De Sustentabilidade Ambiental, tendo em vista 100% do uso de energia renovável, 100% de materiais renováveis ou reciclados para todos os produtos e embalagens, e zero resíduos em suas fábricas. 

Desde que essas metas foram estabelecidas, em 2010, a P&G obteve grande progresso. Hoje já são 70 fábricas Resíduo Zero, além de terem redução no consumo de energia, no uso da água, diminuição da emissão de CO2, e redução drástica de transporte via caminhões.



Fonte: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.



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