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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

STJ reconheceu que pena aplicada a ex-prefeito de Palmas por crime ambiental foi excessiva


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01325

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a ilegalidade da pena aplicada a um ex-prefeito de Palmas acusado de crime ambiental. O colegiado determinou a exclusão de uma das penas restritivas de direitos aplicadas ao réu e, caso alguma delas já tenha sido cumprida, a extinção da punibilidade com relação à outra.

O caso teve início com ação penal apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), em 2008, contra o então prefeito da cidade, Raul de Jesus Lustosa Filho, acusado de construir em área de preservação permanente (APP), às margens do lago da usina Luís Eduardo Magalhães, em Miracema (TO). O MPF alegou que a construção – uma cabana de madeira com cozinha, muro e praia artificial – foi feita sem a licença obrigatória, visto que a área é protegida pelo artigo 63 da Lei 9.605/98.

A obra foi embargada pelo Ibama, que concluiu ter havido perda de biodiversidade em virtude da retirada da vegetação nativa e do plantio de espécies exóticas, fato que contribuiu para a erosão da área e o assoreamento do lago.


Substituição de pena

O TRF1 condenou o réu a um ano de reclusão e ao pagamento de multa. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas alternativas: a prestação de serviços à comunidade e o pagamento de prestação pecuniária no valor de R$ 25 mil.

No STJ, a defesa do ex-prefeito alegou, entre outras questões, excesso da pena aplicada, pois, de acordo com o artigo 44, § 2º, do Código Penal, tratando-se de condenação a pena de prisão igual ou inferior a um ano, a substituição deve ser feita por uma pena restritiva de direitos ou por pena de multa. Assim, para a defesa, “somente se a condenação for superior a um ano, a substituição poderá ser feita por uma pena restritiva de direitos e multa, ou por duas penas restritivas”.

Ao votar pela concessão de habeas corpus em favor do ex-prefeito, o ministro Sebastião Reis Júnior, relator, afirmou que nesse caso “a ilegalidade é manifesta”. Segundo ele, o STJ tem posição clara no sentido de que “a substituição da pena privativa de liberdade igual ou inferior a um ano deve acompanhar a literalidade da disposição normativa contida na primeira parte do parágrafo 2º do artigo 44 do Código Penal, ou seja, a substituição deve se dar por multa ou por uma pena restritiva de direitos”.










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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Pesquisa: Estudo explica por que vagalumes e besouros emitem luz com cores diferentes


Imagem ilustrativa. Divulgação: FAPESP

Tópico 01324

Os vagalumes e algumas espécies de besouros possuem enzimas, chamadas luciferases, que conferem a eles a capacidade de emitir luz fria e visível (bioluminescência).

As mesmas enzimas que permitem aos vagalumes emitir luz com tonalidade verde-amarelo no crepúsculo, por exemplo, também fazem com que produzam luz com cor vermelha quando expostos a ambientes com pH ácido, sob altas temperaturas ou na presença de metais pesados. E também são responsáveis pelo fato de besouros emitirem luz com uma ampla gama de tons, independentemente do pH do ambiente.

Pesquisadores do grupo de bioluminescência e biofotônica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus de Sorocaba, em colaboração com um colega da University of Electro-Communications, do Japão, desvendaram, por meio de uma série de pesquisas apoiadas pela FAPESP, os mecanismos moleculares que fazem com que as enzimas luciferases emitam luz de cores diferentes nos insetos bioluminescentes.

As descobertas foram descritas em um artigo publicado na revista Biochemistry, da American Chemical Society (ACS).

“Apesar de décadas de estudos, os mecanismos moleculares por trás da mudança de cor da bioluminescência de vagalumes e besouros e da sensibilidade das enzimas luciferases de vagalumes ao pH, temperatura e metais pesados ainda permaneciam desconhecidos”, disse Vadim Viviani, professor da UFSCar e primeiro autor do artigo, à Agência FAPESP.“Nosso estudo permitiu entender melhor, agora, como as luciferases produzem diferentes cores de luz”, avaliou.

De acordo com o pesquisador, as enzimas luciferases produzem bioluminescência em vagalumes e besouros por meio da catálise da reação de oxidação da proteína luciferina – uma molécula fluorescente que, ao ser oxidada, age como emissor de luz.

Dependendo do microambiente da região onde ocorre a reação de oxidação da luciferina (o sítio ativo), a cor da luz produzida pode variar do verde ao vermelho, detalhou Viviani.

Por meio de pesquisas realizadas nos últimos anos, os pesquisadores na UFSCar e em outras universidades e instituições de pesquisa no mundo identificaram que dois dos 550 aminoácidos que compõem a enzima luciferase – Glutamato311 (E311) e Arginina337 (R337) – têm cargas elétricas opostas: o E311 tem carga positiva e o R337, carga negativa.

Há alguns anos, Viviani fez uma mutação no aminoácido E311 e, dessa forma, conseguiu mudar a cor da luz emitida pela enzima luciferase de um vagalume brasileiro.

Já um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos também fez recentemente uma mutação no aminoácido R337 e conseguiu obter o mesmo efeito de mudança da cor da luz produzida e identificou que, coincidentemente, os resíduos do E311 e do R337 estão muito próximos na estrutura tridimensional da luciferase de vagalumes.

“Essas descobertas evidenciaram que esses dois aminoácidos eram importantes para a mudança da cor da luz emitida pelas luciferases, mas não se sabia qual papel desempenham na determinação da cor da bioluminescência”, afirmou Viviani.

A fim de tentar esclarecer essa questão, os pesquisadores e colaboradores fizeram agora mutações dos aminoácidos E311 e R337, que resultaram na mudança das cargas elétricas de um conjunto de luciferases que produzem diferentes cores de bioluminescência, clonadas por Viviani e seu grupo ao longo das últimas décadas.

Por sua vez, o professor Takashi Irano, da University of Electro-Communications, no Japão, sintetizou análogos de luciferina que interagem com partes específicas do sítio ativo das enzimas luciferases testadas.

As mutações dos dois aminoácidos de uma luciferase obtida a partir do vagalume Macrolampis s2 – encontrado na Mata Atlântica – que foram objeto da dissertação de mestrado da estudante Aline Simões, no programa de biotecnologia e monitoramento ambiental da UFSCar – indicaram que, como possuem cargas elétricas opostas, os aminoácidos interagem entre si eletrostaticamente e fecham o sítio ativo da enzima.

Com isso, o sítio ativo da luciferase torna-se hidrofóbico (repele água), resultando em um aumento da energia da luz produzida pela enzima, que, dessa forma, ganha tonalidade variável entre o verde e o azul.

Já a interrupção da interação dos dois aminoácidos por mudanças na carga elétrica de um deles ou alteração no pH do ambiente onde está a luciferase, por exemplo, promove a abertura do sítio ativo da enzima, permitindo a entrada de água.

“A luz produzida nessas situações é menos energética e assume uma cor avermelhada”, explicou Viviani.

Uma das autoras do estudo – a estudante Vanessa Rezende Bevilaqua, doutoranda no programa de genética evolutiva e biologia molecular da UFSCar, sob orientação do pesquisador e com Bolsa da FAPESP – identificou que a única luciferase que produz naturalmente cor vermelha, oriunda da larva trenzinho (Phrixotrix hirtus), não tem o aminoácido R337 e, portanto, não tem carga elétrica positiva.

A falta dessa carga positiva, que de outra forma atrairia a carga negativa do aminoácido E311e bloquearia o sítio ativo, faz com que a região não feche direito e que a luz emitida pela luciferase seja vermelha.

Os resultados foram corroborados por outras mutações em aminoácidos feitas pela estudante de doutorado na UFSCar Gabriele Gabriel e pela modelagem da estrutura tridimensional das enzimas pelo estudante Frederico Arnoldi, atualmente pesquisador da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

“Essas descobertas ajudam a explicar como as luciferases produzem diferentes cores de luz”, afirmou Viviani. “Isso abre a possibilidade de poder controlar melhor esses mecanismos para criar luciferases por engenharia genética que apresentem propriedades desejadas para diferentes aplicações biotecnológicas, como com uma determinada tonalidade de cor ou intensidade de luz”, afirmou.


Aplicações biotecnológicas

As enzimas luciferases e seus substratos – a luciferina – são amplamente utilizados como reagentes bioanalíticos e marcadores celulares em biossensores de poluição e prospecção de drogas anticancerígenas e antibióticos, entre vastíssima gama de outras aplicações, apontou o pesquisador.

A criação dessas enzimas para aplicações biotecnológicas, contudo, era feita ao acaso, por meio de mutações em uma parte da proteína de forma a obter uma nova enzima mutante, com uma determinada cor e para um uso específico.

Esse processo frequentemente resultava em uma enzima mais fraca, que produzia pouca luz, explicou Vadim.

“Agora, ao conhecermos melhor o mecanismo por trás da produção de luz, será possível fazer mutações nas enzimas para mudar a cor da luz emitida sem afetar outras características de sua luminescência”, afirmou.

O grupo de pesquisa liderado por ele na UFSCar já clonou, produziu por engenharia genética e investigou mais de 10 luciferases diferentes de besouros bioluminescentes brasileiros, que apresentam diferentes cores de luz e propriedades luminescentes.

“Somos o grupo de pesquisa que mais clonou e investigou a maior variedade de luciferases de insetos no mundo, incluindo as três famílias de vagalumes”, afirmou Viviani.

A clonagem e a modificação feitas pelo grupo de pesquisadores brasileiros de uma enzima luciferase de larvas luminescentes de vagalumes colonizadoras de cupinzeiros no Cerrado (Pyrearinus termitilluminans), que apresenta a bioluminescência mais verde-azulada e mais eficiente entre as luciferases de besouros, já resultou no desenvolvimento de um marcador de células de mamíferos por um grupo de pesquisadores no Japão com os quais colabora.

Várias outras luciferases de besouros clonadas pelo grupo também estão atualmente sendo testadas para o desenvolvimento de biossensores e marcadores celulares.


Veja também;






Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP.

Tópico elaborado e publicado pelo Gestor Ambiental Marcelo Gil.


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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Dica: CRQ de São Paulo promove seminário de Valorização de Dano Ambiental


Clique na imagem para ampliar.


Veja também;






Fonte: Conselho Regional de Química da IV Região.

Tópico elaborado e publicado pelo Gestor Ambiental Marcelo Gil.


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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Ministério do Meio Ambiente participará no Havaí do Congresso Mundial para Conservação


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01322

O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro de Oliveira, participa, a participará nesta quinta-feira (1º/9), do Congresso Mundial para Conservação, que será realizado entre os dias 1º e 10 de setembro no Havaí, Estados Unidos, promovido pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

Na agenda do Ministério do Meio Ambiente, dentro da programação do evento, destaca-se a apresentação da campanha para a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, que foi lançada, no Rio de Janeiro, pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, durante as Olimpíadas Rio 2016.

O MMA estará presente no Pavilhão Floresta, onde serão discutidos projetos bem sucedidos de governos, empresas e comunidades de todo o mundo para a proteção de florestas e a forma de promovê-los. O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), voltado para viabilizar modelos inovadores de gestão nas áreas protegidas do bioma, terá ênfase na participação brasileira.

Em outro momento, o secretário José Pedro de Oliveira falará sobre as ações de restauração de florestas no país, prevista no Acordo de Paris, sobre mudança do clima e o novo Código Florestal no Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente.


Santuário

O diretor do Departamento de Espécies do MMA, Ugo Vercillo, adiantou que, durante o congresso mundial, o ministério quer “sensibilizar e intensificar o alcance da campanha para conseguir os votos necessários à criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul”.

A Comissão Internacional Baleeira se reunirá, em outubro, na Eslovênia. A iniciativa brasileira depende de ¾ dos votos favoráveis dos membros da comissão. Na última reunião da CIB (os encontros são bienais), faltaram somente quatro. Vercillo adiantou que nesta quinta-feira (1º/9) será apresentado um vídeo sobre a campanha no Pavilhão Espécies.

No mesmo dia, a Secretaria de Biodiversidade e Florestas apresentará o projeto de criação de Corredores Ecológicos no Brasil. Essa proposta envolve áreas que unem os fragmentos florestais ou unidades de conservação, separados por interferência humana, como estradas, agricultura e atividade madeireira. O objetivo da iniciativa, que prevê a parceria com países vizinhos, é permitir o livre deslocamento de animais, a dispersão de sementes e o aumento da cobertura vegetal, minimizando os efeitos negativos.


Desafios

Realizado a cada quatro anos, o congresso reunirá cerca de 8 mil líderes mundiais e representantes de governos, comunidade científica, universidades, ONGs, povos indígenas e tradicionais, empresas e conservacionistas de todo o mundo. O objetivo é unir esforços e promover questões fundamentais e mais urgentes sobre os desafios de sustentabilidade, além de alternativas viáveis para a conservação da natureza definindo uma agenda de propostas e ações até 2020.

O Congresso abordará temas como áreas protegidas, capital natural, compensações de biodiversidade, governança dos oceanos, expansão da produção do óleo de palmeira e ecoturismo.

Além da agenda geral do evento, o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), em parceria com a IUCN, está desenvolvendo uma agenda para negócios — em forma de workshops, cafés e debates — e que tratará de temas como o Protocolo de Capital Natural e suas aplicações, soluções de infraestrutura natural para negócios, inserção de relatoria de biodiversidade no contexto dos negócios.


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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

13ª Congresso Brasileiro de Eficiência Energética - COBEE


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01321

Nestas semana, nos dias 30 e 31 de agosto, serão realizados a feira ExpoEficiência e o Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE), que chega à 13ª edição em São Paulo (SP). Os eventos contam com a participação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e reunem agentes do mercado de energia para falar sobre o setor energético e o meio ambiente. Discussões sobre o impacto do Plano Nacional de Eficiência Energética e do Plano Nacional sobre Mudanças do Clima em diversos setores serão pautas dos encontros.

No COBEE, o MMA vai participar do painel de abertura “Políticas Públicas para o Combate ao Desperdício de Energia”. O diretor do Departamento de Mudanças Climáticas, Adriano Santhiago Oliveira, fará palestra sobre as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) do Brasil no contexto do Acordo de Paris.

O Ministério também será responsável pelo Painel “Iniciativas de Eficiência Energética e Redução de Emissões”. O objetivo é apresentar as iniciativas do para influenciar e desenvolver o mercado de eficiência energética em edificações comerciais e públicas, com intuito de contribuir com a economia de energia e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Paralelamente ao congresso, será realizada a feira ExpoEficiência. O MMA participa com exposições sobre Eficiência Energética em Edificações, por meio do Projeto 3E, executado pela Secretaria Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O objetivo é incentivar melhores práticas de uso dos recursos energéticos junto à sociedade.


13º COBEE


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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Ministério do Meio Ambiente promove consulta pública sobre substância químicas industriais


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01320

O Brasil é um dos poucos países com indústria química líder no mundo que não tem legislação para controlar a produção, importação, comercialização e uso substâncias químicas que representem riscos à saúde da população e ao meio ambiente. Até dia 28 de setembro, o Ministério do Meio Ambiente realiza consulta pública para mudar essa situação, adotando um modelo que vem sendo construído desde 2011. Após a análise das sugestões, a proposta segue para a Casa Civil e deverá ser enviada ao Congresso até o final do ano.

A proposta passou por um longo debate que envolveu os governos federal e estaduais, sociedade civil, trabalhadores e parcela representativa do setor produtivo do país. “Agora já há bastante consenso sobre essa matéria”, avalia o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. Ele recebeu, na quarta-feira passada (23/08), em Brasília, representantes da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e de outras entidades do setor produtivo para discutir o anteprojeto de lei em consulta.

Letícia Carvalho, diretora de Qualidade Ambiental do MMA, explica que não se trata de uma regulamentação sobre a produção de substâncias químicas exclusivamente, mas sim sobre os insumos químicos. “Adotar uma regulamentação é uma posição defendida praticamente por todos os setores”, afirma. Se aprovado, o novo marco legal vai atingir toda a cadeia produtiva que utiliza produtos químicos passíveis de afetar a saúde ou de causar danos ambientais, como o mercúrio, por exemplo.

A médio e longo prazos, os parques desses setores deverão passar uma evolução tecnológica, buscando insumos menos perigosos. Até o mercado exportador terá benefícios com a lei, já que alguns países impõe barreiras a entrada de produtos de países que não têm um controle interno eficiente, colocando em risco os consumidores.


Consumidor Final

Recentemente aumentaram os casos de verificação de produtos importados contendo níveis elevados de substâncias tóxicas, como bijuterias contendo cádmio e níquel, bolas de futebol contendo ftalatos e chaveiros com altos índices de cromo. Essas substâncias são exemplos de algumas das mais perigosas, capazes de causar danos neurológicos em crianças com cérebros em formação e disfunção endócrina em seres vivos.

A falta de uma regra geral impediu que as autoridades brasileiras pudessem atuar para bloquear a entrada desses produtos no país. “A legislação atual regula apenas alguns produtos e não lança o olhar sobre todo o conjunto das substâncias e seus usos e aplicações, de modo a avaliar os riscos e impedir que aquelas que são as mais perigosas contaminem o meio ambiente e cheguem ao consumidor final”, explica Letícia Carvalho.

A nova proposta trará regras gerais claras que mudam esse quadro e vem pautadas na proteção das pessoas e do meio ambiente, por meio do controle daquelas que ensejarem maior preocupação. Vários países já adotaram medidas similares, mas no Brasil o projeto do Executivo será o primeiro a tramitar no Congresso sobre o tema.


Diálogo

O MMA e a indústria se unirão para realizar a Conferência Internacional sobre Gestão de Substâncias Químicas e Resíduos no Brasil, em fevereiro de 2017, quando será iniciada a negociação sobre as novas regras internacionais.

O ministro José Sarney também se empenhará para negociar no Congresso Nacional a ágil ratificação da Convenção de Minamata sobre o Mercúrio, um dos mais importantes acordos multilaterais ambientais firmados recentemente, que aguarda aprovação do Legislativo.

Do lado da indústria, já foi iniciada a mobilização para participar da consulta pública e avançar na nova regulação.

Consulta Pública


Veja também;








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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Pesquisa: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz lança sistema com indicadores de produtividade agrícola


Imagem ilustrativa. Divulgação: Fapesp

Tópico 01319

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema automatizado para auxiliar a análise de cenários agrícolas futuros. O TempoCampo usa informações climáticas coletadas diariamente para alimentar modelos computacionais que simulam o crescimento e o desenvolvimento das culturas de soja, milho e cana-de-açúcar.

As projeções podem ajudar os produtores rurais a estimar, a partir das condições climáticas, se a safra atual será maior ou menor do que no ano anterior, de acordo com informações da Assessoria de Comunicação da instituição.

O sistema, que nesta primeira fase disponibiliza dados da cultura de cana-de-açúcar, foi realizado no âmbito do projeto regular Eficiência da produção da cana-de-açúcar brasileira: cenário atual e projeções futuras baseadas em mudanças de clima, manejo do solo e de água, vinculado ao Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

“A ferramenta é importante pois permite antever com boa acurácia o efeito do clima sobre o desempenho das culturas ao longo da safra, buscando contribuir para reduzir a incerteza do mercado, subsidiar a indústria e nortear as ações de manejo dos produtores”, explicou Fábio Marin, coordenador do projeto.

Para facilitar a leitura dos dados, os produtores contarão com mapas representativos das simulações por região e com um Coeficiente de Produtividade Climática (CPC) – um indicador numérico de variação de produtividade obtido a partir da comparação da produtividade da safra anterior com os resultados da projeção de produtividade da safra atual.

Para chegar ao CPC da cana, o sistema utiliza dados de radiação solar, chuva e temperatura do ar (eventualmente também velocidade do vento e umidade relativa do ar) medidos ao longo do ciclo da cultura. Além das variáveis climáticas, foram desenvolvidas calibrações específicas para cada zona produtora com base em experimentos de campo e dados comerciais, representando os diferentes ambientes de produção, ciclos (cana-planta e soqueira) e épocas de colheita para as variedades mais utilizadas no Brasil.

O CPC-Cana, simulado a partir de dados coletados até o final de julho de 2016, já está disponível no website do TempoCampo e traz uma previsão de produtividade da cultura para a safra 2016/2017. A atualização do indicador é feita mensalmente. O resultado da próxima simulação será publicado em 15 de setembro de 2016.


Sistema TempoCampo


Veja também;






Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

Tópico elaborado e publicado pelo Gestor Ambiental Marcelo Gil.


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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

MMA promoverá a integração e a sensibilização dos gestores municipais no combate ao aquecimento global


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Tópico 01318

O Brasil apostará no potencial das cidades para conter o aquecimento global. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) trabalharão a sensibilização dos futuros prefeitos em temas ambientais e ações realizadas nos centros urbanos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A questão foi debatida nesta sexta-feira (19/08), no Rio de Janeiro, no encerramento dos Diálogos Brasil Sustentável, promovidos pelo MMA nas Olimpíadas Rio 2016.

O objetivo é coordenar as políticas do Governo Federal com as esferas subnacionais na agenda climática. O diretor de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano Santhiago, explicou que as cidades têm grande relevância para o cumprimento das metas brasileiras assumidas no contexto do Acordo de Paris – esforço global para desenvolver uma economia de baixo carbono. “Será prioridade levar essa discussão para instâncias locais”, afirmou.


Planejamento

A promoção das energias renováveis e as ações de planejamento e sustentabilidade nos centros urbanos foram apontadas como soluções para a questão. O pesquisador Eloy Casagrande, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), destacou a necessidade de mudanças nos modelos atuais de ocupação das grandes cidades. “É preciso considerar os tipos de construção e a qualidade de vida da população”, explicou.

Os recordes no corte de emissões de gases de efeito estufa alcançados pelo Brasil também foram apontados. “Somos o país que mais reduziu emissões por conta do combate ao desmatamento”, afirmou o engenheiro florestal, consultor e empreendedor social, Tasso Azevedo. “Esse é um exemplo concreto de que é possível fazer algo pela questão em um espaço relativamente curto de tempo”, acrescentou.

O último debate dos Diálogos Brasil Sustentável contou, ainda, com a participação da presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Suely Araújo, e do pesquisador Boris Petrovic, do Instituto Tesla, que apresentou um protótipo de fornecimento de energia sem fio.

Veja também;








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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sugestão de conciliador para deputada Célia Leão vira Projeto de Lei na Assembleia Legislativa de São Paulo


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Tópico 01317

O conciliador e mediador judicial Marcelo Gil, em 25 de julho de 2016, encaminhou uma sugestão à ilustre deputada estadual Célia Leão, para criação de uma data comemorativa, no Calendário Oficial do Estado de São Paulo, para celebração do Dia dos Conciliadores e Mediadores Judiciais e Extrajudiciais.

Justificou, considerando que a Câmara Municipal de São Paulo, instituiu em 2014 no Calendário Oficial da cidade, uma data comemorativa, o Dia da Mediação, celebrado todo dia 23 de setembro e que o reconhecimento de uma data, a nível Estadual,  daria mais ênfase ao trabalho voluntário, de milhares de profissionais que como ele, atuam em benefício da pacificação social.

A ilustre deputada, sensível ao crescimento da cultura do diálogo, reconhecendo o trabalho árduo e de grande responsabilidade efetuado pelos conciliadores e mediadores judiciais e extrajudiciais, acolheu a sugestão e apresentou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o Projeto de Lei nº 616/2016, para criação desta data, no Calendário Oficial do Estado.

A inclusão do evento manifestará o reconhecimento, por parte do Poder Público, da importância da conciliação e mediação para o Estado de São Paulo, como meio alternativo de solução de conflitos.


O projeto pode ser acompanhado no site ALESP.

Projeto de Lei nº 616 / 2016


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Conciliador Marcelo Gil e a deputada Célia Leão



Matéria relacionada;

Em sessão solene a Câmara Municipal de São Paulo institui o Dia da Mediação no Calendário Oficial de Eventos da cidade


Veja também;








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