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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Pesquisa: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz lança sistema com indicadores de produtividade agrícola


Imagem ilustrativa. Divulgação: Fapesp

Tópico 01319

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema automatizado para auxiliar a análise de cenários agrícolas futuros. O TempoCampo usa informações climáticas coletadas diariamente para alimentar modelos computacionais que simulam o crescimento e o desenvolvimento das culturas de soja, milho e cana-de-açúcar.

As projeções podem ajudar os produtores rurais a estimar, a partir das condições climáticas, se a safra atual será maior ou menor do que no ano anterior, de acordo com informações da Assessoria de Comunicação da instituição.

O sistema, que nesta primeira fase disponibiliza dados da cultura de cana-de-açúcar, foi realizado no âmbito do projeto regular Eficiência da produção da cana-de-açúcar brasileira: cenário atual e projeções futuras baseadas em mudanças de clima, manejo do solo e de água, vinculado ao Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

“A ferramenta é importante pois permite antever com boa acurácia o efeito do clima sobre o desempenho das culturas ao longo da safra, buscando contribuir para reduzir a incerteza do mercado, subsidiar a indústria e nortear as ações de manejo dos produtores”, explicou Fábio Marin, coordenador do projeto.

Para facilitar a leitura dos dados, os produtores contarão com mapas representativos das simulações por região e com um Coeficiente de Produtividade Climática (CPC) – um indicador numérico de variação de produtividade obtido a partir da comparação da produtividade da safra anterior com os resultados da projeção de produtividade da safra atual.

Para chegar ao CPC da cana, o sistema utiliza dados de radiação solar, chuva e temperatura do ar (eventualmente também velocidade do vento e umidade relativa do ar) medidos ao longo do ciclo da cultura. Além das variáveis climáticas, foram desenvolvidas calibrações específicas para cada zona produtora com base em experimentos de campo e dados comerciais, representando os diferentes ambientes de produção, ciclos (cana-planta e soqueira) e épocas de colheita para as variedades mais utilizadas no Brasil.

O CPC-Cana, simulado a partir de dados coletados até o final de julho de 2016, já está disponível no website do TempoCampo e traz uma previsão de produtividade da cultura para a safra 2016/2017. A atualização do indicador é feita mensalmente. O resultado da próxima simulação será publicado em 15 de setembro de 2016.


Sistema TempoCampo


Veja também;






Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

Tópico elaborado e publicado pelo Gestor Ambiental Marcelo Gil.


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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

MMA promoverá a integração e a sensibilização dos gestores municipais no combate ao aquecimento global


Imagem meramente ilustrativo

Tópico 01318

O Brasil apostará no potencial das cidades para conter o aquecimento global. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) trabalharão a sensibilização dos futuros prefeitos em temas ambientais e ações realizadas nos centros urbanos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A questão foi debatida nesta sexta-feira (19/08), no Rio de Janeiro, no encerramento dos Diálogos Brasil Sustentável, promovidos pelo MMA nas Olimpíadas Rio 2016.

O objetivo é coordenar as políticas do Governo Federal com as esferas subnacionais na agenda climática. O diretor de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano Santhiago, explicou que as cidades têm grande relevância para o cumprimento das metas brasileiras assumidas no contexto do Acordo de Paris – esforço global para desenvolver uma economia de baixo carbono. “Será prioridade levar essa discussão para instâncias locais”, afirmou.


Planejamento

A promoção das energias renováveis e as ações de planejamento e sustentabilidade nos centros urbanos foram apontadas como soluções para a questão. O pesquisador Eloy Casagrande, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), destacou a necessidade de mudanças nos modelos atuais de ocupação das grandes cidades. “É preciso considerar os tipos de construção e a qualidade de vida da população”, explicou.

Os recordes no corte de emissões de gases de efeito estufa alcançados pelo Brasil também foram apontados. “Somos o país que mais reduziu emissões por conta do combate ao desmatamento”, afirmou o engenheiro florestal, consultor e empreendedor social, Tasso Azevedo. “Esse é um exemplo concreto de que é possível fazer algo pela questão em um espaço relativamente curto de tempo”, acrescentou.

O último debate dos Diálogos Brasil Sustentável contou, ainda, com a participação da presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Suely Araújo, e do pesquisador Boris Petrovic, do Instituto Tesla, que apresentou um protótipo de fornecimento de energia sem fio.

Veja também;








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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sugestão de conciliador para deputada Célia Leão vira Projeto de Lei na Assembleia Legislativa de São Paulo


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01317

O conciliador e mediador judicial Marcelo Gil, em 25 de julho de 2016, encaminhou uma sugestão à ilustre deputada estadual Célia Leão, para criação de uma data comemorativa, no Calendário Oficial do Estado de São Paulo, para celebração do Dia dos Conciliadores e Mediadores Judiciais e Extrajudiciais.

Justificou, considerando que a Câmara Municipal de São Paulo, instituiu em 2014 no Calendário Oficial da cidade, uma data comemorativa, o Dia da Mediação, celebrado todo dia 23 de setembro e que o reconhecimento de uma data, a nível Estadual,  daria mais ênfase ao trabalho voluntário, de milhares de profissionais que como ele, atuam em benefício da pacificação social.

A ilustre deputada, sensível ao crescimento da cultura do diálogo, reconhecendo o trabalho árduo e de grande responsabilidade efetuado pelos conciliadores e mediadores judiciais e extrajudiciais, acolheu a sugestão e apresentou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o Projeto de Lei nº 616/2016, para criação desta data, no Calendário Oficial do Estado.

A inclusão do evento manifestará o reconhecimento, por parte do Poder Público, da importância da conciliação e mediação para o Estado de São Paulo, como meio alternativo de solução de conflitos.


O projeto pode ser acompanhado no site ALESP.

Projeto de Lei nº 616 / 2016


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Conciliador Marcelo Gil e a deputada Célia Leão



Matéria relacionada;

Em sessão solene a Câmara Municipal de São Paulo institui o Dia da Mediação no Calendário Oficial de Eventos da cidade


Veja também;








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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Seminário “Perspectivas e Desafios do Programa Bolsa Verde” debateu os desafios do Bolsa Verde


Imagem meramente ilustrativa. Divulgação: MMA

Tópico 01316

O programa Bolsa Verde, lançado em 2011, é um incentivo às comunidades que usam os territórios onde vivem de forma sustentável. É também um instrumento estratégico para a conservação do meio ambiente e valorização das comunidades que conservam os recursos florestais. Em 2015, foram 74.522 beneficiários. Desde a sua criação, cumprindo as exigências legais do decreto que o criou, o programa vem sendo monitorado em relação à cobertura vegetal e aos impactos sociais.

Para ir além desses aspectos, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu na segunda-feira (15/08) e terça-feira (16/08), em Brasília, o seminário “Perspectivas e Desafios do Programa Bolsa Verde – Monitoramento”. O evento teve como objetivo socializar informações sobre o monitoramento no contexto do Bolsa Verde. Além disso, visou colher contribuições e planejar ações coordenadas de acompanhamento entre as instituições convidadas para o seminário para qualificar o programa.

Participaram do evento representantes dos ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); Conselho Nacional de Seringueiros (CNS), da ONG Conservação Internacional; Controladoria Geral da União (CGU); e das universidades de Lavras (UFLA), Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e de Viçosa (UFV); entre outras instituições.


Aprimoramento

Segundo a secretária interina de Extrativismo e Desenvolvimento Rural do MMA, Juliana Simões, as iniciativas desenvolvidas, além da transparência e do aspecto legal, ajudam a aprimorar a gestão e a alcançar resultados mais significativos. “Existem outros impactos que não vêm sendo contemplados por essas iniciativas, mas que são alcançados pelo programa, como a conservação da biodiversidade. Precisamos mobilizar a comunidade para ter um outro olhar, além daquele para a manutenção da cobertura vegetal”, afirmou Juliana. Foi com esse objetivo que o seminário debateu a proposta de criação de um protocolo específico para o monitoramento das ararinhas-azuis.

De acordo com o gerente de ações socioambientais do MMA, Leonardo Pacheco, o intuito foi o de trazer outras experiências no âmbito do governo para qualificar o programa com a incorporação de novos monitoramentos. “Buscamos compreender a realidade do nosso público cada vez mais para aprimorar a política, para que o Bolsa Verde possa responder às demandas sociais e ambientais”, esclareceu.


Levantamentos atuais

O Monitoramento Amostral do Bolsa Verde, realizado desde 2013 pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), teve como objetivo verificar se e como o programa tem contribuído para a melhoria da conservação ambiental nos territórios onde as famílias beneficiadas estão inseridas através da melhoria das condições de renda.

As atividades desse monitoramento foram desenvolvidas em estreita colaboração com a Conservação Internacional (CI Brasil) e sua implementação em campo contou com o apoio dos órgãos gestores das unidades territoriais abrangidas pelo PBV: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Já o Monitoramento da Cobertura Vegetal do Programa Bolsa Verde é realizado pela Universidade Federal de Lavras. Dados revelaram que apenas 0,77% da área total inserida no Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde, do governo federal, sofreu supressão de vegetação nativa entre 2012 e 2015. O estudo monitorou 35 milhões de hectares, o que corresponde a 4% do território nacional, nas cinco regiões do Brasil e em 22 estados.


Saiba mais sobre o Bolsa Verde

O Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde concede, a cada trimestre, um benefício de R$ 300 a famílias em situação de extrema pobreza que vivem em áreas consideradas prioritárias para conservação ambiental.

O objetivo do Bolsa Verde é apoiar a superação da pobreza em unidades de conservação de uso sustentável, projetos de assentamento e outras áreas rurais, para a conservação do meio ambiente e valorização das comunidades que conservam os recursos florestais.


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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Senado Federal aprova o Acordo de Paris país está autorizado a ratificar sua participação no tratado internacional


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01315

O Brasil será uma das primeiras potências a confirmar a participação no Acordo de Paris, um esforço mundial para conter a mudança do clima. O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (11/08) o projeto de decreto-legislativo que valida a adesão brasileira ao pacto, já apreciado, em julho, pela Câmara dos Deputados. Com isso, o País está autorizado a depositar o instrumento de ratificação perante as Nações Unidas.

Defendida pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a rapidez na tramitação do texto reforça o comprometimento brasileiro com a questão climática. “A ratificação pelo Congresso significa a confirmação dos ambiciosos compromissos do Brasil assumidos em Paris. Agora, depois dessa aprovação, o País assume, como um todo, a agenda de baixo carbono tão necessária para combater o aquecimento global”, declarou.


Liderança

A rapidez na validação do pacto reafirma, também, a liderança brasileira na agenda climática. Isso porque, para entrar em vigor, o Acordo de Paris precisa da ratificação nacional de pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões globais de gases de efeito estufa. Nesse contexto, o Brasil responde por 2,48% das emissões a nível mundial e, após a ratificação contribuirá, em números expressivos, para o início do período de vigência do pacto.

A meta brasileira de redução de emissões de gases de efeito estufa prevê mudanças em todos os setores da economia e, por isso, é considerada internacionalmente como uma das mais ambiciosas. O objetivo é cortar as emissões de carbono em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005.


Saiba mais

O Acordo de Paris foi estabelecido no fim do ano passado na 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Em abril deste ano, foi aberto o período de assinaturas oficiais do pacto, no qual o Brasil e mais de 170 países já confirmaram sua participação.


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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Ministério do Meio Ambiente coordenará ações socioambientais para a revitalização da bacia do rio São Francisco


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01314

Decreto assinado nesta terça-feira (9/8) pelo presidente da República em exercício, Michel Temer, instituiu o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (PRSF) com o objetivo de promover a recuperação do maior rio totalmente brasileiro e de seus afluentes. Por meio de ações permanentes e integradas de preservação, conservação e recuperação ambiental, o programa pretende aumentar a quantidade de água no curso do rio e melhorar a qualidade do produto destinado a inúmeros usos, como abastecimento humano, consumo animal, irrigação de plantações, entre outros.

Durante o lançamento do Plano Novo Chico, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, o Governo Federal também assumiu o compromisso de dar andamento às obras de saneamento e sistemas de abastecimento, que vão beneficiar 217 municípios e representam investimentos de R$ 1,162 bilhão entre 2016 e 2019.

Segundo o presidente Michel Temer, não há transposição eficiente se não houver a revitalização do Velho Chico. “A revitalização representa preservar a vida humana, a vida animal e a vida vegetal. O rio São Francisco se confunde com a própria identidade nacional. O desafio com o Programa de Revitalização é mudar o destino do próprio rio. Revelar um novo Chico para um novo Brasil”, afirmou.


Papel do MMA

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizará importantes ações dentro do Programa. Entre as propostas que serão discutidas no âmbito do Comitê Gestor do Programa, criado nesta terça-feira (9/8), caberá ao MMA, entre outras ações, a conclusão do Zoneamento Ecológico-Econômico, a consolidação de unidades de conservação e criação de novas áreas de proteção. Também o fortalecimento de ações de fiscalização ambiental, o apoio à gestão de resíduos sólidos e a ampliação do Bolsa Verde.

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho,o Nordeste passa pela pior seca dos últimos 12 anos. “Os rios precisam de árvores às suas margens. A crise hídrica seria proporcionalmente menor se tivéssemos uma cobertura vegetal adequada ao longo dos rios”, afirmou.

Segundo o ministro, não se deve falar em transposição antes de se falar em revitalização. “Hoje a transposição já é uma realidade. O São Francisco é a veia pulsante do coração do Brasil e, infelizmente, essa artéria começa a dar problemas. Temos a obrigação de olhar para o rio e, através das nossas ações, fazer com que ele se recupere”.


Integração

Sarney Filho destacou, ainda, que o governo trabalha em parceria nesta ação. “Todos os ministérios estão trabalhando de forma integrada. É dentro desse espírito que assinamos este decreto, mostrando que o governo não vai fechar os olhos para as mudanças climáticas nem para o meio ambiente. Esta é a primeira de muitas ações que ainda virão”.

Entre outras ações, a revitalização prevê programas que promovam o uso sustentável dos recursos naturais e a melhoria das condições ambientais e da disponibilidade de água em quantidade e qualidade para os todos os usos.

Para o secretário de Recursos Hídricos e de Ambiente Urbano do MMA, Ricardo Soavinski, o prazo de 90 dias fixado para a consolidação do projeto é estratégico. “Nosso objetivo é ouvir as organizações que atuam nos municípios ao longo da bacia do São Francisco, para que o detalhamento final das ações possam refletir as necessidades e anseios das populações que vivem na área de influência do rio”, afirmou o secretário.


O Comitê

O Comitê é composto por ministros de Estado e governadores da região do São Francisco. Caberá ao Ministério do Meio Ambiente coordenar as iniciativas socioambientais. Para isso, as ações de todas as suas secretarias e vinculadas serão integradas.

O decreto presidencial substitui e revoga o Decreto de 5 de junho de 2001, que dispõe sobre o Projeto de Conservação e Revitalização do Rio São Francisco. O novo decreto cria o Comitê Gestor e a respectiva Câmara Técnica do projeto, presididos pela Casa Civil da Presidência da República e com secretaria executiva do Ministério da Integração Nacional.

Além do MMA, participam do comitê gestor os ministérios do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; de Minas e Energia; das Cidades; da Fazenda; da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Desenvolvimento Agrário, além da Secretaria Especial de Agricultura Familiar. Governadores dos estados que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) também fazem parte do Comitê.


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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Ibama arquiva processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica (UHE) São Luiz do Tapajós, no Pará


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01313

O Ibama arquivou o processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica (UHE) São Luiz do Tapajós, no Pará. Em despacho assinado na quinta-feira (04/08), a presidente Suely Araújo determina o arquivamento sob a justificativa de que “o projeto apresentado e seu respectivo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) não possuem o conteúdo necessário para análise da viabilidade socioambiental, tendo sido extrapolado o prazo, previsto na Resolução Conama 237/1997, para apresentação das complementações exigidas pelo Ibama”.

A decisão foi baseada em recomendação da diretora de Licenciamento Ambiental, Rose Hofmann, e em decisão unânime da Comissão de Avaliação e Aprovação de Licenças Ambientais do Ibama, ambas do último dia 25 de julho.

O Ibama já havia suspendido o processo de licenciamento em 19 de abril deste ano, após a Fundação Nacional do Índio (Funai) ter apresentado documentos que apontam a inviabilidade do projeto sob a ótica do componente indígena, em razão de impactos irreversíveis e da necessidade de remover grupos indígenas de seus territórios tradicionais. Em seguida, foi aberto prazo para a Eletrobras apresentar sua contra-argumentação, mas as alegações não foram acatadas pela Procuradoria Federal Especializada (PFE) junto ao Ibama. No despacho desta quinta-feira, a presidente do Ibama também menciona os impedimentos legais e constitucionais relacionados ao componente indígena.

“O projeto da UHE São Luiz do Tapajós não apresenta maturidade suficiente para ser submetido ao crivo do licenciamento ambiental, tanto no que se refere à inserção da variável ambiental em sua concepção quanto no que se refere aos conflitos sobre o direito de uso da área pretendida, o que tem gerado considerável apreensão”, aponta a diretora de Licenciamento Ambiental no despacho que embasou o arquivamento.

Hofmann menciona diagnóstico ambiental que evidenciou a riqueza extraordinária da bacia, caracterizada por sua altíssima diversidade biológica, e destaca impactos e medidas de mitigação nos meios físico, biótico e socioeconômico que deveriam ter sido apresentados nas complementações exigidas do empreendedor. Segundo ela, as simulações realizadas no processo de modelagem hidráulico não contemplaram o trecho à frente do futuro barramento, nem o de vazão reduzida (TVR).

Também faltaram estudos sobre assoreamento de rios tributários, redução das áreas preservadas em Unidades de Conservação e impactos sobre espécies da flora ameaçadas de extinção ou raras e nas populações de quelônios, crocodilianos e mamíferos aquáticos e semiaquáticos, entre outros. “A ausência de algumas dessas informações no EIA salta aos olhos, por serem impactos notórios da tipologia de geração hidroelétrica, que precisam ser avaliados antes da decisão sobre a viabilidade do empreendimento”, aponta a diretora de Licenciamento Ambiental.


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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Reciclagem Inclusiva: Olimpíadas Rio 2016 terão coleta seletiva


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Tópico 01312

Esta será a primeira edição dos jogos olímpicos e paralímpicos a contar com catadores de materiais recicláveis atuando nos serviços de coleta seletiva. O lançamento da iniciativa “Reciclagem Inclusiva: Catadores nos Jogos Rio 2016” aconteceu nesta sexta-feira (29/07), na sede da cooperativa Ecoponto, no Rio de Janeiro.

A parceria é resultado de um diálogo entre a Rio 2016, o governo federal, através do Ministério do Trabalho, e o governo estadual, através da Secretaria Estadual do Ambiente, além da iniciativa privada. O Ministério do Meio Ambiente é um dos parceiros da ação e participou ativamente da sua elaboração.


Funcionamento

Segundo explica Raquel Breda, diretora do Departamento de Consumo Sustentável do MMA, a gestão adequada dos resíduos sólidos é um dos eixos do Programa de Sustentabilidade dos Jogos Olímpicos 2016, que adotou um sistema envolvendo o ciclo da geração até a destinação final em todas as fases das competições.

O trabalho será executado por 240 catadores, e mais 60 de reserva, das redes Movimento, Recicla Rio e Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis (Febracom) e suas cooperativas filiadas. Além de os catadores envolvidos na iniciativa serem remunerados durante a ação, todo o material reciclável será destinado às associações e cooperativas selecionadas. A atuação dos catadores acontecerá em três áreas da competição: Deodoro, Barra da Tijuca e Maracanã.

A estimativa dos organizadores é que durante os jogos sejam geradas cerca de 3,5 mil toneladas de materiais recicláveis e a orientação é que 100% seja coletado e encaminhado para reciclagem.


Papel dos Catadores

Os catadores atuarão em duas frentes: uma educativa, com ações de sensibilização do público, e outra mais operacional. Caberá aos trabalhadores a separação, o transporte e a organização dos resíduos em um centro de triagem, o Ecoponto Brasil, e sua destinação às cooperativas selecionadas. Vale ressaltar que todos os trabalhadores participaram de capacitações realizadas nos dias 14 e 15 de julho, no Rio de Janeiro, e que serão fornecidos uniformes especiais e equipamentos de proteção individual.

Claudete Costa (foto), 36 anos, três filhos, é presidente da cooperativa Ecoponto Brasil e representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do estado do Rio de Janeiro.

Catadora de material reciclado desde os 11 anos, Claudete afirmou estar feliz com a oportunidade. “Essa iniciativa nos jogos representa uma força e uma valorização do nosso trabalho. A reciclagem já faz parte do nosso dia a dia. Mas, no contato com o público durante as competições poderemos mostrar a importância da participação de cada um, num processo que ajuda o meio ambiente, os catadores e ainda gera economia de recursos”, explica.

Claudete conta, com orgulho, que construiu toda a sua vida e criou seus filhos como catadora. “Devo muito a esse trabalho. A reciclagem inclusiva abre muito mais portas do que as pessoas imaginam. Estou animada com esse contato com os atletas e com um público tão diverso”, afirma.


Início

A iniciativa “Reciclagem Inclusiva: Catadores nos Jogos Rio 2016” começou em 2015, quando a Câmara Temática de Sustentabilidade, criada pelo governo federal para coordenar e consolidar as ações Copa do Mundo FIFA 2014, iniciou um esforço conjunto dos entes federais para a viabilização da coleta seletiva e inserção de catadores na gestão de resíduos no âmbito dos Jogos, do Revezamento da Tocha e das Cidades do Futebol.

Além da parceria que viabilizou a iniciativa no Rio de Janeiro, estão previstas parcerias com atores locais para a implementação da coleta seletiva nas demais cidades que sediarão as competições de futebol masculino e feminino: São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Manaus. O objetivo é fortalecer essa política pública e concretizar um importante legado de sustentabilidade para o País.


RIO 2016


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