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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

INSTITUTO DE ARQUITETURA E URBANISMO DA USP CRIA NOVO CONCRETO COM RESÍDUOS DE MATERIAIS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DA INDÚSTRIA !!!



                                                       Imagem meramente ilustrativa.


O Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP de São Carlos criou uma forma de reaproveitar materiais para a fabricação de concreto, que é formado por cimento, areia, pedra e água.

No novo material, 70% da areia utilizada pode ser substituída por areia de fundição, utilizada em moldes nos processos de fundição de peças metálicas. Já a pedra é 100% substituída por escória de aciaria, resíduo que sobra da produção do aço.

Uma das principais vantagens do produto é que ele demanda uma quantidade menor de recursos naturais para ser feito e tem diversas aplicações, como fabricação de elementos para a construção civil (peças para pavimentação, guias, blocos para alvenaria de vedação e mobiliário urbano) e na construção de calçadas e contrapisos.

A outra vantagem é que o novo concreto utiliza materiais que são restos de outros processos e seriam jogados em aterros industriais específicos, por serem nocivos ao meio ambiente. “O produto se utiliza de resíduos sólidos industriais, fazendo uma reciclagem e dando uma nova utilização para eles, o que propicia a economia de recursos naturais”, diz o engenheiro de materiais Javier Mazariegos Pablos, responsável pelo projeto.

O material já tem um número provisório de patente, registrado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Nos próximos meses, se for verificado que não existe outro produto com as mesmas características no mundo, o concreto receberá a patente definitiva.

A ideia agora é transformar o novo concreto em produto comercial – o preço também é atrativo para a indústria, pois deverá ser menor do que os materiais convencionais que já estão no mercado.


Fonte : Blog da Engenharia da USP e Revista Super Interessante.

Matéria indicada pela graduanda Agnês Lucia da Silva Santos - Gestão Ambiental da UNISANTOS.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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MOSTRA BRAZILIAN NATURE - MISTERY AND DESTINY É ABERTA AO PÚBLICO NO MUSEU BOTÂNICO DE BERLIM EM EICHSTATT-IGOLSTADT !!!



                                                          Imagem meramente ilustrativa.


A mostra Brazilian Nature – Mystery and Destiny, uma parceria entre a FAPESP e o Museu Botânico de Berlim, foi aberta ao público alemão no dia 4 de dezembro na Biblioteca da Universidade Católica de Eichstätt-Ingolstadt, em Eichstätt, no estado da Baviera.

Durante a abertura, o professor Richard Schenk, presidente da universidade, explicitou o fato de a exposição representar uma oportunidade para o público alemão – particularmente o público universitário – conhecer, além de dados históricos sobre a fauna e a flora brasileiras, um pouco do que se pesquisa atualmente sobre biodiversidade no Brasil.

Para Schenk, trata-se de uma referência, pois a exposição dá uma medida do que o Brasil pode mostrar de seu ponto de vista sobre a biodiversidade do planeta.

“A exposição enfatiza a necessidade de haver equilíbrio na convivência entre os seres humanos e a natureza, incluindo todas as outras espécies animais. Fazemos parte dessa complexidade, mas precisamos saber aplicar nosso conhecimento a respeito para manter esse equilíbrio, que é muito tênue”, disse.

A exposição foi exibida pela primeira vez na Alemanha em 2008 e mostrou o trabalho de documentação feito por Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) reunido na obra Flora brasiliensis e que deu origem ao projeto “Flora Brasiliensis On-line e Revisitada”. Esse projeto inclui a atualização da nomenclatura utilizada no trabalho original de Martius e a inclusão de espécies descritas depois de sua publicação, com novas informações e ilustrações recentes.

A mostra conta com o apoio do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Católica de Eichstätt-Ingolstadt. Thomas Fisher, responsável pelo instituto, reforça a importância da exposição Brazilian Nature para a universidade, em razão dos vínculos já estabelecidos com instituições brasileiras.

Para Fisher, o interesse pelo Brasil é crescente nos meios acadêmicos, mas também em outros setores na Alemanha, pois o Brasil está em uma nova fase de influência no mundo.

“No caso de nosso centro de estudos, o Brasil representa praticamente a metade de nossas ações na América Latina, e essa troca nos ajuda a construir espaços transnacionais, a exemplo do que fez Martius para os grandes projetos de pesquisa na biodiversidade. Particularmente, a exposição deve ajudar a aproximar a Bavária de São Paulo”, disse, em alusão à obra Hortus Eystettensis, de Bisilius Besler.

Publicada em Eichstätt em 1613, Hortus Eystettensis retrata o jardim botânico criado por encomenda do príncipe-bispo Johann Conrad Von Gemmingen, com a descrição de 1.084 espécies vegetais e 367 gravuras.

A obra de Besler é considerada uma das influências de Martius para a realização de seu trabalho. O catálogo de 400 anos está atualmente no Museu Willibaldsburg, em Eichstätt.


TRÊS EM UM

São três as partes que compõem a exposição. Na primeira, está refletido o projeto “Flora Brasiliensis On-line e Revisitada”, considerada uma continuidade da Flora Brasiliensis de Martius, que teve seu primeiro volume publicado em 1841 e o último apenas em 1906, depois da morte do autor.

Um século após sua publicação, as obras, digitalizadas, passaram a ser acessíveis também na internet, com detalhes em alta resolução. No endereço http://florabrasiliensis.cria.org.br consta a versão integral da obra, com 10.207 páginas e descrições das quase 23 mil espécies e quase 4 mil ilustrações.

O “Flora Brasiliensis On-line e Revisitada” inclui a atualização da nomenclatura utilizada no trabalho original e a inclusão de espécies descritas depois de sua publicação, com novas informações e ilustrações recentes.

A segunda parte da exposição remete ao projeto “Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo”, iniciado em 1993 e que listou cerca de 80% da flora paulista, com 8 mil espécies de plantas com flores.

O projeto reuniu mais de 200 pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dos institutos Botânico, Florestal e Agronômico e do Departamento de Parques e Áreas Verdes da cidade de São Paulo. Também contribuíram pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de outros estados brasileiros e de outros países.

O programa BIOTA-FAPESP compõe a terceira parte da exposição e aborda a biodiversidade de forma geral. Os dados do programa incluem a identificação e descrição de 500 novas espécies de plantas e animais e o registro de informações sobre mais de 12 mil espécies e bancos de dados com o conteúdo de 35 coleções biológicas, que têm sido aplicados como instrumento de preservação ambiental no Estado de São Paulo.

Durante a abertura da exposição, o professor Luciano Verdade, um dos membros da coordenação do BIOTA-FAPESP, apresentou ao público alguns dos principais resultados do programa.

Composta por 37 painéis, com reproduções de imagens e ilustrações e textos explicativos, a exposição já foi vista na Alemanha em Berlim, Bremen, Leipizig e Heidelberg e ficará em exibição em Eichstätt, até 9 de fevereiro de 2013. Na América do Norte, a exposição já circulou por Toronto (Canadá), Washington, Cambridge e Morgantown (Estados Unidos) e está programada para ser exibida também na Espanha, nas cidades de Salamanca e Madri.

Os painéis digitalizados podem ser vistos com legendas em português, inglês e alemão no endereço: www.fapesp.br/publicacoes/braziliannature




Fonte : Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

MINISTRA DEFENDE EM DOHA A ADOÇÃO DO SEGUNDO PERÍODO DO PROTOCOLO DE KIOTO COMO GARANTIA PARA UM REGIME SÓLIDO DE MUDANÇA DO CLIMA !!!



                                 Foto: Ministra Izabella Teixeira - Ministério do Meio Ambiente.


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, reforçou, nesta quarta-feira, a importância de um comprometimento mundial com a redução das emissões de gases de efeito estufa. Em pronunciamento no plenário da 18ª Conferência das Partes (COP 18) da Organização das Nações Unidas, em Doha, no Qatar, a ministra defendeu a adoção do segundo período do Protocolo de Kyoto como forma de “garantir um regime sólido de mudança do clima”.

Izabella Teixeira destacou, ainda, que a instituição de um novo pacto de redução de emissões, entre outras ações, demonstra que o mundo entra em uma nova fase, marcada pelo “princípio de equidade e responsabilidades comuns, mas diferenciadas”. O avanço das negociações permitirá maiores níveis de comprometimento e deveres da comunidade internacional.

A política brasileira de combate ao desmatamento e o desenvolvimento sustentável do país também foram destacados pela ministra. Nesta quinta-feira (6), às 13h30 (horário de Brasília), a delegação brasileira apresentará estratégias, projetos e resultados nacionais na Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) no side event (evento paralelo) do Brasil, dentro da programação oficial da COP 18.



DISCURSO DA MINISTRA IZABELLA TEIXEIRA - Inglês 


Fonte : Ministério do Meio Ambiente.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

INDICATORS CAN SUPPORT TRANSITION TO INCLUSIVE, RESOURCE-EFFICIENT GREEN ECONOMY, SAYS UNEP REPORT !!!



                                                                Image illustrative.


A new UNEP report launched today provides countries with a practical guide on how indicators can measure progress towards an inclusive, resource-efficient, green economy, and support new national policies to assess human well-being and quality of life.

Measuring Progress towards an Inclusive Green Economy was released as experts from major institutions and governments meet in Geneva at the first major gathering since Rio+20. Almost 200 delegates are set to explore how they can measure their green economy policies as they shift from supporting carbon-intensive economies to more resource-efficient, sustainable societies.

The conference is responding to Rio+20's call for green economy measures to achieve sustainable development and poverty eradication, and is the first step in the process to widen the use of existing metrics and measures and create new ones at a national level.

Government officials from Barbados, China, Denmark, Ecuador, Germany, Ghana, Indonesia, Morocco, Thailand and Uruguay, all of whom are engaged in developing a comprehensive set of indicators to inform their national green economic policies, will attend the meeting, along with representatives from academia, the Organisation for Economic Cooperation and Development, World Bank, UN agencies and non-government organizations.

"Green economy indicators provide a mirror on the journey to an environmentally stable, economically sound and equitable society", said Achim Steiner, UN Under-Secretary General and UNEP Executive Director. "This publication is intended to help policymakers understand how useful such measurements are for informing policy decisions and advancing their green economy agendas at a national level".

Indicators can be used at all stages of policy interventions: from identifying the key environmental issues; assessing the potential cost and performance of various policy options to understand which investment will yield the highest return in environmental, social and economic terms; and tracking the impact of the policies on human well-being and equity.

"When we put in place a framework to account for and value environmental goods and services, we are making the contribution of nature to our collective well-being more visible, and acknowledging the fact that investing in natural capital is necessary for our continued economic prosperity", said Steven Stone, Chief of UNEP's Economics and Trade Branch.

According to the report, indicators are important for policy implementation because they help determine policy outcomes and measure their impact. This means focusing on policy interventions that result in improved human well-being and social equity, as well as reduced environmental risks and ecological scarcities.

Currently, most countries concentrate too heavily on Gross Domestic Product (GDP) as a measure of economic performance, and policy makers do not factor in depreciation of fixed assets such as forests, clean air or water resources.

"The idea is to supplement GDP, which monitors macroeconomic activity with other measures that better reflect the multidimensional nature of human well-being and quality of life", said Sheng Fulai, co-author of the new report.

The report details a raft of indicators that policymakers can use to formulate, focus and track the impact of their green economy policies at the three stages of development, including:


Indicators for environmental issues and targets

Climate change - Carbon emissions and renewable energy share;

Ecosystem management - Forestland and water stress;

Resource efficiency - Energy, material and water productivity;

Chemicals and waste management - Waste collection, recycling and reuse.


Indicators for policy interventions

Green investment - R&D investment;

Green fiscal reform - Fossil fuel, water and fishery subsidies, and fossil fuel taxation;

Pricing externalities and valuing ecosystem service - Carbon price, value of ecosystem services;

Green procurement - Expenditure in sustainable procurement;


Indicators for policy impacts on well-being and equity

Employment - Construction, operation and management, income generated;

Total wealth - Value of natural resource stocks, literacy rate;

Access to resources - Access to modern energy, water and sanitation;

Health - Level of harmful chemicals in drinking water, number of people hospitalized due to air pollution.


The report notes there are already several indices and indicators available for countries interested in promoting sustainable development, such as the new UN System of Environmental and Economic Accounting (SEEA), which sets new statistical standards for collecting and integrating economic and environmental data. 

The report is intended to contribute to discussions at the three-day conference Measuring the Future We Want, which is the first opportunity post-Rio+20 for experts to identify existing indicators available to countries and discuss how they can be further developed and used to facilitate the transition to a green economy.

The Rio+20 Conference, held in June, called on the UN and its partners to advance the work on developing methodologies to evaluate green economic policies. This conference aims to learn from countries and businesses that have developed green economy/green growth related indicators, and provide advice on how to harmonize these approaches, as well as identify the knowledge gaps and research priorities to advance this work.

The final day of the conference will focus on the Green Growth Knowledge Platform (GGKP), a partnership between UNEP, the Global Green Growth Institute, OECD and the World Bank, which has identified green growth indicators as one of its priority areas for research. Consisting of a network of researchers and development experts, the GGKP aims to help countries design and implement their green growth policies.

Measuring the Future We Want also supports the agreement made by states at Rio+20 to develop a set of sustainable development goals. It will work towards building the capacity of developing countries to adopt new indicators and metrics that allow them to bridge the policy gap and focus on their own priority areas for the realization of sustainable development pathways.



Source : United Nations Environment Programme. 

Topic prepared by Marcelo Gil.


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QUALIFICAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE GESTÃO AMBIENTAL É FUNDAMENTAL PARA PROTEÇÃO DA ZONA COSTEIRA BRASILEIRA !!!





A necessidade de reforço das estratégias para formação de pessoal e melhor qualificação dos órgãos de gestão ambiental, nos três níveis de governo, responsáveis pela área costeira brasileira foi destacada, pela gerente de Zoneamento Costeiro da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Leila Swerts, durante o encerramento da 43ª Reunião do Programa de Geologia e Geofísica Marinha (PGGM), em Cananéia, São Paulo.

O programa reúne um grupo de instituições de ensino e pesquisa com o objetivo de alinhar conceitos, métodos, formulação de projetos a nível nacional e internacional e formação de recursos humanos em oceanografia geológica, geologia e geofísica marinha e da zona costeira. Participam dele 25 órgãos, 17 instituições efetivas e oito colaboradoras, entre elas o Ministério do Meio Ambiente, universidades federais e instituições de pesquisa.

“Durante o encontro apresentamos o Sistema de Modelagem Costeira Brasileiro, reforçando as estratégias para formação de pessoal e melhor qualificação dos órgãos de gestão ambiental responsáveis pela área costeira”, afirmou Leila Swerts. Os participantes da reunião confirmaram o interesse na aproximação com a gestão costeira federal e apresentaram seus trabalhos e estudos voltados para o aumento do conhecimento sobre a base física e geológica da zona costeira no Brasil.

O PGGM nasceu no final de 1969, com o intuito de discutir diretrizes para a pesquisa oceanográfica no Brasil visando esboçar, em grandes linhas, um programa nacional que permitiria ao país se integrar em qualquer programa internacional, de modo a resguardar fundamentalmente os interesses nacionais.

O grupo tem como base o avanço da Geologia e Geofísica Marinha no mundo, nas previsões de carência de recursos naturais em um futuro próximo, e na vastidão da costa e plataforma continental brasileira, discutiu sobre a filosofia do programa, meios de execução (navios), deficiências existentes, formação de pessoal e instrumentação básica necessária.


Fonte : Ministério do Meio Ambiente.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

EQUIPE DE FISCALIZAÇÃO DA FLORESTAL NACIONAL DA RESTINGA DE CABEDELO MULTA CONDOMÍNIO DE LUXO POR DANOS E IMPACTOS AMBIENTAIS !!!



                                                        Imagem meramente ilustrativa.


A equipe de fiscalização da Floresta Nacional (Flona) da Restinga de Cabedelo, na região da Grande João Pessoa, Paraíba, aplicou duas multas no valor de R$ 107 mil a um condomínio de luxo por causar danos e destruir vegetação de mangue no entorno da unidade de conservação (UC), administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Além de suprimir vegetação de mangue, o condomínio Alamoana Praia do Jacaré é acusado em outras duas ações civis públicas de invadir área pertencente à unidade de conservação. As duas novas autuações feitas pelo ICMBio acabam de ser remetidos ao Ministério Público Federal e vão se juntar aos antigos procesos.

O chefe da Flona, Fabiano Gumier Costa, disse que essas duas novas novas multas servirão de alerta para que o empreendimento não avance ainda mais sobre a UC e que a Justiça garanta a proteção dos ecossistemas de mangue em torno da Flona, fundamentais para o seu equilíbrio ecológico.

A Floresta Nacional de Cabedelo e os ecossistemas do estuário do rio Paraíba, que banha a unidade, são fortemente ameaçados pela expansão urbana e pela especulação imobiliária. “Cada metro quadrado invadido da Flona, ou das áreas de mangue vizinhas, provoca a expansão desse condomínio. Por isso, precisamos agir com firmeza”, afirmou Gumier.


HISTÓRICO

Em 23 de julho de 2009, a construtora IPI Urbanismo Construções e Incorporações, responsável pela implantação do Condomínio Alamoana, recebeu duas multas aplicadas pelo Ibama da Paraíba nos valores de R$ 80 mil e R$ 120 mil, referentes a crimes ambientais praticados naquela época.

O condomínio está instalado bem ao lado da Flona, numa área de cerca de 388 mil metros quadrados, sendo 5,6 mil metros quadrados dentro dos limites da unidade de conservação, o que configura invasão. Essa área está embargada e em litígio, pois o condomínio nega ter ampliado sua área sobre a Flona e destruído parte do manguezal.

Agora, no final de setembro, servidores da Flona de Cabedelo constataram que o condomínio voltou, mais uma vez, a retirar ilegalmente a vegetação de mangue em uma faixa de 390 metros de comprimento por 3 metros de largura (1.170 m²) no entorno da UC e sumprimir espécies florestais nativas em uma faixa de 136 metros de comprimento por 3 metros de largura (408 m²) no interior da unidade.

Como conseqüência, foram lavrados dois novos autos de infração, com base nos artigos 49 e 91 do Decreto 6.514/2008, relativos às áreas de 1.170m² e 408 m², respectivamente. Em ambos os casos, as novas multas foram aplicadas contra o condomínio Alamoana Praia do Jacaré, totalizando R$ 107 mil.


Fonte : Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

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MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE RECEBE INDICAÇÃO PARA A CRIAÇÃO DE 5 NOVAS RESERVAS MARINHAS !!!



                                                       Imagem meramente ilustrativa.


A criação de cinco novas Reservas Extrativistas (Resex) foi apresentada nesta sexta-feira (30/11) pela Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Costeiras Marinhas (Confrem) aos representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O tema foi discutido durante o 2º Encontro Nacional das Reservas Extrativistas Costeiro-Marinhas Federais, em Arraial do Cabo (RJ). A proposta reivindica a criação das Resex Farol de Santa Marta, Imbituba, Garopaba (SC), Tauá-Mirim (MA), Litoral Sul de Sergipe (SE) e Barra de Serinhanhen (PE).

“Recebemos a pauta de reivindicações da Comissão que, além da criação dessas cinco reservas prevê, ainda, ações de fortalecimento e consolidação da produção extrativista em áreas de preservação”, detalha a chefe de Gabinete da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) do MMA, Larisa Gaivizzo. Participaram ainda do encontro o diretor da Gerência de Agroextrativismo da SEDR, João D’Angelis, o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin e o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial em Unidades de Conservação do ICMBio, João Arnaldo.


EIXOS TEMÁTICOS

As propostas da comissão giram em trono de cinco eixos temáticos: criação e consolidação territorial; economia extrativista e cadeias produtivas; instrumentos e gestão territorial; formação e organização e proteção, além de controle e monitoramento. “É fundamental para o encaminhamento dessas prioridades das populações de Resex Costeiras e Marinhas incorporar as solicitações à pauta do Plano de Fortalecimento do Extrativismo, lançado no início deste mês”, ressalta a chefe de Gabinete da SEDR. No início de novembro, foi instituído pelo governo federal o grupo de trabalho interministerial do Plano de Fortalecimento do Extrativismo, do qual a Confrem faz parte.

Larisa Gaivizo aponta, ainda, outra solicitação apresentada pelos representantes da comissão, que diz respeito aos costumes e práticas históricas desenvolvidas por extrativistas nas Resex. “Outro importante ponto reivindicado pelo Confrem aborda a valorização dos saberes tradicionais e consolidação e implantação participativa de unidades de conservação”. As pautas foram recebidas na mesa de debates governamentais e foram discutidos com as lideranças extrativistas, também representadas no encontro pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) para futuros encaminhamentos.


O MAIOR CONJUNTO DE RESERVAS MARINHAS DO MUNDO

A Austrália anunciou a criação do maior conjunto de reservas marinhas do planeta. No total, os novos parques nacionais cobrem uma área de mais de 2,3 milhões de quilômetros quadrados no oceano, incluindo o Mar de Corais.

Foram colocadas restrições sobre a pesca e a exploração de petróleo e gás na área delimitada, que abrange mais de um terço dos territórios marítimos da Austrália.

A notícia de que o conjunto de reservas seria criado havia sido anunciada em junho, antecipando a participação da Austrália na conferência ambiental Rio+20, mas somente em novembro o projeto foi aprovado e incorporado à legislação australiana.

Segundo o ministro do Meio Ambiente da Austrália, Tony Burke, a criação das reservas é um momento histórico para a conservação dos oceanos no país e no mundo: "A Austrália abriga ambientes marinhos incríveis, incluindo o Cânion de Perth, no Sudoeste do país, e os deslumbrantes recifes do Mar de Corais. Esse anúncio consolida a posição da Austrália como líder mundial em proteção ambiental".


OPOSIÇÃO

Grupos que defendem os interesses da indústria da pesca na Austrália se opuseram ferozmente ao projeto, argumentando que ele representará perdas milionárias para os negócios. Para compensar as empresas afetadas, Burke anunciou que serão liberados subsídios de 100 milhões de dólares australianos (R$ 213 milhões).

Segundo o ministro, as reservas terão um impacto total de menos de 1% do valor da produção das empresas de pesca. Os grupos pesqueiros, porém, dizem que o impacto será maior e que diversos pescadores podem ser arruinados.

Segundo a organização AustralianMarine Alliance, consultada pela agência de notícias AFP, 36 mil postos de trabalho podem ser fechados e a Austrália provavelmente terá de importar peixes e frutos do mar para atender a sua demanda interna.

O líder da oposição, Tony Abbott, apoiou o projeto, mas disse estar preocupado por não terem sido feitas consultas suficientes à sociedade e à comunidade científica antes da sua aprovação.


RIQUEZAS SUBMERSAS

O Mar de Corais tem uma fauna diversificada que inclui tubarões e atuns, além de recifes tropicais e cânions de águas profundas.

Localizado próximo à costa de Queensland, no nordeste australiano, também abriga os destroços de três navios americanos, que naufragaram em 1942.

O conjunto de reservas ecológicas marinhas também incluirá a Grande Barreira de Corais, classificada como patrimônio da humanidade pela Unesco.

Até a criação desse gigantesco parque de conservação marítima na Austrália, a maior reserva marinha do planeta era a das Ilhas Chagos, no Oceano Índico, criada pela Grã-Bretanha em 2010 e que tem 545 mil quilômetros quadrados.

Ambientalistas elogiaram a criação das reservas, mas disseram que outras medidas são necessárias para proteger os oceanos da Austrália. Alguns grupos, por exemplo, pedem uma proibição total da pesca comercial no Mar de Corais, outros, criticam o fato de a exploração de petróleo e gás ainda ser permitida perto de áreas protegidas.


Fonte : Ministério do Meio Ambiente do Brasil, e Ministério do Meio Ambienta da Austrália. 

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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domingo, 2 de dezembro de 2012

PROTEÇÃO AMBIENTAL: REDE NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO URBANAS - RENURB !!!



                                                    Imagem ilustrativa - biodiversidade.


A proposta da Rede Nacional de Unidades de Conservação Urbanas (RENURB), foi aprovada durante o seminário internacional Rio 2012 BiodiverCities - Unidades de Conservação urbanas: desafio, atores, espaços, realizado no fim de outubro, no Rio. O evento teve o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e contou, como anfitriões, com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e o Parque Nacional da Tijuca.

O objetivo da rede é integrar gestores das unidades de conservação (UCs) federais, estaduais e municipais da área urbana, educadores que trabalham e se interessam pela questão ambiental, especialistas em planejamento urbano, arquitetos e urbanistas, especialistas em planos de manejo, representantes de órgãos governamentais, organizações não governamentais, pesquisadores e comunicadores, entre outros, para facilitar a comunicação com a comunidade em geral e intensificar o intercâmbio de experiências e propostas, estabelecendo a articulação com outras redes que tratam desse tema.


PAPEL PEDAGÓGICO

Segundo a proposta, todas as UCs são importantes para a conservação da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Com o aumento do número de moradores nas áreas urbanas no Brasil, as principais decisões são definidas na localidade. Nesse contexto, a Renurb é importante para as unidades de conservação urbanas, em especial os parques nacionais, estaduais e municipais que desempenham um papel pedagógico fundamental no sentido de ter a comunidade aliada na defesa do meio ambiente.

Como exemplos dessa forte interação cidades-unidades de conservação, há o Parque Nacional da Tijuca (RJ), o Parque Nacional de Brasília (DF), a Estação Ecológica de Carijós (SC), unidades sob gestão do ICMBio, que permitem a visitação pública. As pequenas UCs em áreas urbanizadas que recebem visitantes são estratégicas para alcançar o apoio da sociedade para a conservação. Ou seja, é necessário estimular cada vez mais a visitação para as pessoas conhecerem e desfrutarem dessas unidades.

Rio 2012 BiodiverCities - O Projeto da Urban National Parks in Emerging Countries & Cities (UNPEC) é financiado pela Agence Nationale de la Recherche (ANR), sediada na França, que também bancou o evento. Trata-se de um programa de pesquisa pluridisciplinar, coordenado pelo professor Frédéric Landy da Universidade Paris Ouest Nanterre e Louise Lezy_Bruno, do Instituto Libertas.


A RENURB , NA VISÃO DE *MIGUEL VON BEHR ;

Porque a Rede Brasileira?

Todas as unidades de conservação são importantíssimas estratégias para conservação da biodiversidade e melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Mas o mundo está cada vez mais urbano. Aumenta o número de pessoas que vivem nas cidades. No Brasil, um pouco mais de 85% da população já é urbana. As maiores decisões, inclusive o processo decisório político se define nas cidades. Nesse contexto, as unidades de conservação urbanas, em especial os parques nacionais, estaduais e municipais desempenham um papel pedagógico fundamental no sentido de ter a comunidade aliada na defesa do meio ambiente. Por isso, a necessidade e importância da RENURB. 

Como diversos exemplos dessa forte interação cidades-unidades de conservação, temos o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Nacional de Brasília, Estação Ecológica de Carijós (SC), dezenas de parques estaduais como Pedra Branca (RJ), Cantareira e Jaraguá(SP), Parque Estadual das Dunas(RN) e Parque Estadual dos Dois Irmãos(PE), além dos Parques municipais como o Parque do Coocó, em Fortaleza, Parque da Mãe Bonifácia em Cuiabá(MT) e Pituaçu, em Salvador, dentre centenas de outras UC que permitem a visitação pública, como as florestas nacionais urbanas, especial no sul-sudeste.

As pequenas unidades de conservação em áreas urbanizadas que permitem a visitação pública são estratégicas para alcançarmos o apoio da sociedade para a conservação. Ou seja, é necessário estimular cada vez mais a visitação das pessoas para conhecerem e desfrutarem corretamente as unidades de conservação urbanas. Isso sem mencionar o fato que as unidades de conservação urbanas, na grande maioria das vezes, suprem as cidades com água potável.

Cerca de um terço dos parques nacionais brasileiros, em diversos níveis, influenciam e são influenciadas por cidades. Um quarto de Reservas Biológicas, um quinto das Florestas Nacionais e Estações Ecológicas, além de dezenas de Reservas Extrativistas e Áreas de Relevante Interesse Ecológico também possuem uma relação muito estreita com a questão urbana. Isso sem mencionar as APAs, onde na grande maioria delas, a influência urbana é mais forte ainda.

Apesar de reconhecermos que a proximidade das cidades com as unidades de conservação urbanas é mais uma oportunidade que um problema, centenas de UCs foram, estão sendo e serão impactadas pelo crescimento urbano, a curto, médio e longo prazo. Por outro lado, milhares de pessoas utilizarão cada vez mais as unidades de conservação urbanas como área de lazer e integração com a natureza. No Brasil, várias unidades de conservação foram “obrigadas” a mudar de categoria para permitirem a visitação, como o Parque Nacional de Anavilhanas, no Amazonas, antes uma Estação Ecológica, muito restritiva em termos de visitação.

Centenas de cidades brasileiras, grandes, médias e pequenas, mantém uma relação muito estreita com as Unidades de Conservação. É necessária uma política pública específica integrando a questão urbana e questão ambiental, com ênfase no tema das unidades de conservação. É preciso que haja uma conexão entre o Plano de Manejo e o Plano Diretor, principal instrumento de planejamento participativo das unidades de conservação e das cidades, respectivamente. Aliás, a divulgação das experiências bem sucedidas entre o Plano de Manejo e Planos Diretores serão bem vindas.

Portanto, urge uma estratégia diferenciada para conservação da biodiverCidade das unidades de conservação urbanas! Em especial no que tange à política de ocupação do território que leve em consideração o entorno, a zona de amortecimento das UCs e maior incentivo à atividades de educação ambiental. Nesse sentido, as trilhas interpretativas são oportunidades especiais para um contato direto, instrutivo e sensibilizador do ser humano com o planeta em que vive. O potencial é imenso. Excelentes experiências têm sido desenvolvidas nesse sentido. É preciso valorizá-las! Com certeza as zonas de amortecimento das UC urbanas precisam ter um tratamento diferenciado, pois na maioria das vezes são áreas já totalmente ocupadas do ponto de vista urbano, muitas vezes com altas taxas de ocupação, ao contrário de outras UCs onde a densidade demográfica no seu entorno é praticamente zero.


Qual o objetivo da RENURB?

Integrar gestores das unidades de conservação federais, estaduais e municipais, gestores urbanos, educadores que trabalham e se interessam por educação ambiental, especialistas em planejamento urbano, arquitetos e urbanistas, especialistas em planos de manejo, representantes de órgãos governamentais, ONGs, pesquisadores, comunicadores, etc. Portanto, pretende-se facilitar a comunicação com a comunidade em geral.

A ideia é intensificar o intercâmbio de experiências e propostas, facilitando a articulação e integração com outras redes que tratam desse tema. Qual o principal desafio?

Possibilitar que as UC urbanas sejam cada vez mais espaços de conscientização da sociedade sobre a importância de vivermos em um ambiente sadio. Cidades respeitando unidades de conservação e unidades de conservação respeitando as cidades. Finalmente devemos lembrar que as unidades de conservação são instrumento importante para transformar as relações do Homem com a natureza, no sentido de reconhecer nossas interações necessárias não somente à qualidade de vida nas cidades, mas à sobrevivência da Humanidade como um todo.


*Miguel von Behr, 55, é analista ambiental do ICMBio-Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, do Ministério do Meio Ambiente. Fotógrafo e escritor, autor do selo editorial Série Ecossistemas Brasileiros. Arquiteto e urbanista, Mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade de Brasília. Trabalha com unidades de conservação desde 1982. Em 1997 foi Coordenador Técnico do Projeto “Planejamento Urbano e Unidades de Conservação”, pelo IBAMA. Atualmente é Chefe da Floresta Nacional de Lorena, Vale do Paraíba, SP, na região mais urbanizada do país.


Fonte : ICMBio, e Miguel von Behr - Chefe da Floresta Nacional de Lorena.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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GESTÃO AMBIENTAL EMPRESARIAL !!!



                                                      Imagem meramente ilustrativa.


A gestão empresarial já é uma área muito discutida em todo o mundo organizacional, seus modelos de gestão, índices de avaliação, métodos. A conjuntura empresarial tem a sua disposição um arsenal de ferramentas administrativo-financeiras capazes de auxiliar qualquer empresário em sua lida diária na gestão de sua empresa.

Já a gestão ambiental é uma área notória do sistema de gestão que surgiu há pouco tempo, mas tem atingido proporções respeitáveis no mundo. Esta área tem sua base nas crescentes preocupações mundiais quanto ao resultado das ações humanas no meio ambiente, criando métodos e desenvolvendo ferramentas eficazes para gerenciar uma empresa de forma ambiental e socialmente correta.

Recentemente, estudos de renomados pesquisadores apontam para um novo modelo de gestão: a gestão ambiental empresarial. Esta linha de pensamento contemporâneo teve início há aproximadamente três décadas, mas foi nos últimos dez anos que a questão ambiental dentro das organizações tomou forma e se tornou assunto importante e de grandes proporções, não só no meio organizacional, como também social e governamental.

Durante milhares de anos, o ser humano vem usufruindo dos serviços ecossistêmicos, e a cada ano mais, com uma tendência crescente. Por consequência, deposita os resíduos no meio ambiente em proporções que este é incapaz de absorver. O resultado disto é o acúmulo de resíduos nos ecossistemas, além da degradação deste. O mundo moderno começou a enxergar os resultados destas ações humanas ao longo dos anos e percebeu que, caso não haja ação imediata contrária, o planeta está fadado a extinção da vida.

A sociedade acordou para as questões ambientais e se assustou quando percebeu as mudanças naturais acontecendo e teve reforço da argumentação fundamentado nos desastres naturais dantescos, decorrentes da inconsequência das ações antrópicas nos ecossistemas.

Como as organizações são formadas por partículas da sociedade, então surge neste instante as preocupações das empresas em solucionar os problemas acima destacados. Neste contexto, a cúpula administrativa das organizações começa a pensar nos quesitos além da gestão empresarial, para chegar a gestão ambiental empresarial. E então surgem as primeiras dúvidas para integrar essas duas áreas.

Integrar a gestão ambiental e a gestão empresarial custa tempo e dinheiro, pois necessário se faz desenvolver um sistema de gestão ambiental e aplicá-lo a gestão empresarial, preocupando-se sempre em que o custo destes dois sistemas em conjunto não possa ser deficitário para a organização.

Para isso surge a questão: qual deve ser o principal foco de uma gestão ambiental empresarial efetiva?

Com o novo modelo de gestão, surgem novos focos e novas preocupações, porém toda organização preocupa-se ainda, de forma capitalista, com seus resultados financeiros, e isto é óbvio e necessário, pois qualquer organização que não for capaz de gerar resultados financeiros, não se sustentará.

O caminho apresentado é o primeiro passo para desvencilhar-se das dúvidas inerentes a esta nova área do conhecimento. O principal foco da gestão ambiental empresarial para obter sucesso no mundo moderno, para ser efetiva, é a PROATIVIDADE pois uma coisa é óbvia: Não há como NÃO ENFRENTAR as questões ambientais na atualidade, esta é uma tendência mundial crescente.


Fonte : Administradores.com

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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sábado, 1 de dezembro de 2012

NASA ANUNCIA A DESCOBERTA DE NOVAS EVIDÊNCIAS DA EXISTÊNCIA DE ÁGUA ABUNDANTE EM MERCÚRIO !!!



                                                        Imagem de referência - NASA.


Pela primeira vez, os cientistas afirmaram que Mercúrio tem ao menos 100 bilhões de toneladas de água congelada, bem como material orgânico em crateras permanentemente escuras no polo norte do planeta.

A notícia veio após investigações da nave Messenger, da Nasa, que orbita desde 2001 o menor e mais interno planeta do Sistema Solar. Os pesquisadores já suspeitavam da existência de gelo em Mercúrio desde 1992, quando medições de radares da Terra encontraram áreas brilhantes em regiões polares do planeta. Essas crateras provocam longas sombras que impedem qualquer luz solar de alcançar seu interior.

Apesar de outras hipóteses apresentadas para explicar estas área brilhantes, a Messenger apresentou provas convincentes de água congelada no planeta mais próximo ao Sol, onde as temperaturas da superfície podem alcançar 426 graus Celsius. Um estudo sobre estas recentes investigações em Mercúrio foram divulgadas na revista Science.

A Messenger conseguiu detectar a água congelada por conta do seu espectrômetro de nêutrons, que analisou as concentrações de hidrogênio como uma forma de determinar a presença de água, que é uma molécula formada por hidrogênio e oxigênio.

Nos locais mais frios, a água estava na superfície, mas em regiões sutilmente mais quentes, onde o gelo pode ter derretido, estava coberta com um material escuro com uma concentração menor de hidrogênio. Este material serve como isolante e, segundo especulações dos cientistas envolvidos, isso seria uma mistura de compostos orgânicos que teriam chegado ao planeta pelo impacto de cometas e asteroides voláteis.


ARTIGOS RELACIONADOS ; 

NASA - 29.11.2012

New observations by the MESSENGER spacecraft provide compelling support for the long-held hypothesis that Mercury harbors abundant water ice and other frozen volatile materials in its permanently shadowed polar craters.

Three independent lines of evidence support this conclusion: the first measurements of excess hydrogen at Mercury's north pole with MESSENGER's Neutron Spectrometer, the first measurements of the reflectance of Mercury's polar deposits at near-infrared wavelengths with the Mercury Laser Altimeter (MLA), and the first detailed models of the surface and near-surface temperatures of Mercury's north polar regions that utilize the actual topography of Mercury's surface measured by the MLA. These findings are presented in three papers published online today in Science Express.

Given its proximity to the Sun, Mercury would seem to be an unlikely place to find ice. But the tilt of Mercury's rotational axis is almost zero — less than one degree — so there are pockets at the planet's poles that never see sunlight. Scientists suggested decades ago that there might be water ice and other frozen volatiles trapped at Mercury's poles.

The idea received a boost in 1991, when the Arecibo radio telescope in Puerto Rico detected unusually radar-bright patches at Mercury's poles, spots that reflected radio waves in the way one would expect if there were water ice. Many of these patches corresponded to the location of large impact craters mapped by the Mariner 10 spacecraft in the 1970s. But because Mariner saw less than 50 percent of the planet, planetary scientists lacked a complete diagram of the poles to compare with the images.

MESSENGER's arrival at Mercury last year changed that. Images from the spacecraft's Mercury Dual Imaging System taken in 2011 and earlier this year confirmed that radar-bright features at Mercury's north and south poles are within shadowed regions on Mercury's surface, findings that are consistent with the water-ice hypothesis.

Now the newest data from MESSENGER strongly indicate that water ice is the major constituent of Mercury's north polar deposits, that ice is exposed at the surface in the coldest of those deposits, but that the ice is buried beneath an unusually dark material across most of the deposits, areas where temperatures are a bit too warm for ice to be stable at the surface itself.

MESSENGER uses neutron spectroscopy to measure average hydrogen concentrations within Mercury's radar-bright regions. Water-ice concentrations are derived from the hydrogen measurements. "The neutron data indicate that Mercury's radar-bright polar deposits contain, on average, a hydrogen-rich layer more than tens of centimeters thick beneath a surficial layer 10 to 20 centimeters thick that is less rich in hydrogen," writes David Lawrence, a MESSENGER Participating Scientist based at The Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory and the lead author of one of the papers. "The buried layer has a hydrogen content consistent with nearly pure water ice".

Data from MESSENGER's Mercury Laser Altimeter (MLA) — which has fired more than 10 million laser pulses at Mercury to make detailed maps of the planet's topography — corroborate the radar results and Neutron Spectrometer measurements of Mercury's polar region, writes Gregory Neumann of the NASA Goddard Space Flight Center. In a second paper, Neumann and his colleagues report that the first MLA measurements of the shadowed north polar regions reveal irregular dark and bright deposits at near-infrared wavelength near Mercury's north pole.

"These reflectance anomalies are concentrated on poleward-facing slopes and are spatially collocated with areas of high radar backscatter postulated to be the result of near-surface water ice," Neumann writes. "Correlation of observed reflectance with modeled temperatures indicates that the optically bright regions are consistent with surface water ice".

The MLA also recorded dark patches with diminished reflectance, consistent with the theory that the ice in those areas is covered by a thermally insulating layer. Neumann suggests that impacts of comets or volatile-rich asteroids could have provided both the dark and bright deposits, a finding corroborated in a third paper led by David Paige of the University of California, Los Angeles.

Paige and his colleagues provided the first detailed models of the surface and near-surface temperatures of Mercury's north polar regions that utilize the actual topography of Mercury's surface measured by the MLA. The measurements "show that the spatial distribution of regions of high radar backscatter is well matched by the predicted distribution of thermally stable water ice," he writes.

According to Paige, the dark material is likely a mix of complex organic compounds delivered to Mercury by the impacts of comets and volatile-rich asteroids, the same objects that likely delivered water to the innermost planet.The organic material may have been darkened further by exposure to the harsh radiation at Mercury's surface, even in permanently shadowed areas.

This dark insulating material is a new wrinkle to the story, says Sean Solomon of the Columbia University's Lamont-Doherty Earth Observatory, principal investigator of the MESSENGER mission. "For more than 20 years the jury has been deliberating on whether the planet closest to the Sun hosts abundant water ice in its permanently shadowed polar regions. MESSENGER has now supplied a unanimous affirmative verdict".

"But the new observations have also raised new questions," adds Solomon. "Do the dark materials in the polar deposits consist mostly of organic compounds? What kind of chemical reactions has that material experienced? Are there any regions on or within Mercury that might have both liquid water and organic compounds? Only with the continued exploration of Mercury can we hope to make progress on these new questions".


SCIENCE

Abstract

Measurements by the Neutron Spectrometer on the MESSENGER spacecraft show decreases in the flux of epithermal and fast neutrons from Mercury's north polar region that are consistent with the presence of water ice in permanently shadowed regions. The neutron data indicate that Mercury's radar-bright polar deposits contain, on average, a hydrogen-rich layer more than tens of centimeters thick beneath a surficial layer 10 to 20 cm thick that is less rich in hydrogen. The buried layer must be nearly pure water ice. The upper layer contains less than 25 wt.% water-equivalent hydrogen. The total mass of water at Mercury's poles is inferred to be 2 × 1016 to 1018 g and is consistent with delivery by comets or volatile-rich asteroids.


Fonte : NASA, e SCIENCE.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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