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terça-feira, 16 de abril de 2019

Dica: Conselho Regional de Química de São Paulo promove Seminário de Resíduos de Agrotóxicos em Fitoterápicos


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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Abrolhos o primeiro Parque Nacional Marinho do Brasil celebra o seu 36º aniversário


Imagem ilustrativa: Abrolhos. Divulgação: Ministério do Meio Ambiente

Tópico 01494

O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, um dos mais preciosos tesouros naturais do país, completou 36 anos de criação no dia 6 de abril, mas as comemorações vão durar todo o mês. 

No dia do aniversário, a direção do parque promoveu o Programa Comunidade em Abrolhos, com uma visita de moradores nativos ao arquipélago que fica a cerca de 70 km da costa. No dia 11, houve reunião do conselho gestor e uma tarde de homenagens a pessoas que contribuem, de alguma forma, para a boa gestão da unidade de conservação.

De 17 a 25 de abril, os gestores do parque realizarão o projeto Abrolhos 360º, com o oceanário itinerante passando pelas várias comunidades de Caravelas e a exibição de vídeos em realidade virtual sobre o parque.

No dia 20, está programado o espetáculo Contos e Encantos do Mar, no distrito de Ponta de Areia, também em Caravelas, juntamente com atrações musicais. Mas, segundo a direção do parque, as atividades não ficam por aí: haverá ainda neste mês outras visitas da comunidade ao arquipélago, concurso de fotografias nas redes sociais e oficinas.


Reconhecimento

A equipe do parque, chefiada pelo analista ambiental Fernando Repinaldo, postou mensagem nas redes sociais, agradecendo o apoio que sempre recebeu de moradores, servidores e parceiros. “Proteger a maior biodiversidade marinha do Brasil promovendo ao público a visitação e realização de atividades didáticas e científicas num ambiente único no mundo é uma tarefa que exige grande dedicação e colaboração de muitos, por isso no mês de abril, comemoramos não só a criação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, o primeiro deste tipo no Brasil, mas também todos os serviços prestados e gerados para a sociedade. Mais que comemorar, gostaríamos de agradecer imensamente a todos que dedicaram e ainda dedicam sua missão de vida e profissional em prol da conservação de Abrolhos, assim como àqueles que nutrem esperança e amor por dias ainda melhores ao parque nacional”, concluiu.


O Parque

Primeiro Parque Nacional Marinho criado no Brasil, Abrolhos representa um marco para a conservação no país. Desde então, os cerca de 87.943 hectares da unidade ajudam a proteger a região com a maior biodiversidade do Atlântico Sul.

Sob a administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o parque possui dois polígonos: um que protege o arco de recifes costeiros entre Alcobaça e Prado, abrangendo o Recife de Timbebas; e outro a cerca de 50 km da costa, que engloba o arquipélago dos Abrolhos, composto pelas ilhas Redonda, Siriba, Sueste, Guarita e Santa Bárbara e o Parcel dos Abrolhos, contendo um complexo de milhares de chapeirões, estruturas recifais únicas encontradas somente na região.

O arquipélago dos Abrolhos causou curiosidade a Charles Darwin, que o visitou em 1832. Além de resguardar porção significativa do maior banco de corais e da maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, o parque protege o principal berçário das baleias-jubarte, que migram para o banco dos Abrolhos para ter seus filhotes.

É também a única região do planeta onde é possível encontrar o coral Mussismilia braziliensis, conhecido por coral-cérebro por seu aspecto peculiar. Espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção, como as tartarugas-de-couro, cabeçuda, verde e de pente, também se refugiam nos limites da unidade, além de aves marinhas como a grazina do bico vermelho, os atobás branco e marrom, as fragatas, beneditos entre outros, incluindo pequenas aves migratórias do Hemisfério Norte.

Um levantamento da biodiversidade da região registrou aproximadamente 1.300 espécies, 45 delas consideradas ameaçadas, segundo listas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e do MMA. Por isso mesmo, o local é considerado um dos melhores do Brasil para atividades de mergulho.

Dados de monitoramento pesqueiro mostram que a pesca nas regiões vizinhas ao parque movimenta mais de R$ 100 milhões por ano, o que representa 10% da receita da atividade no Brasil. A unidade assegura a procriação das espécies contribuindo para a manutenção da pesca nas regiões vizinhas, que é o meio de subsistência para cerca de 20 mil pessoas na região.

O turismo é outra expressão da importância econômica da unidade. O fluxo de visitantes gerado pelo parque garante centenas de empregos em hotéis, pousadas, restaurantes e demais atividades ligadas ao setor.

Segundo dados do Prodetur, o turismo representa 20% do PIB dos municípios da Costa das Baleias, zona turística correspondente ao litoral do extremo sul da Bahia. Pesquisas da Bahiatursa apontam que mais de 90% dos turistas que visitam a região tem como motivação principal os atrativos naturais.

As águas claras de temperatura amena, naufrágios e a rica fauna marinha fazem do parque dos Abrolhos o atrativo natural mais importante da Costa das Baleias.




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sexta-feira, 5 de abril de 2019

FAPESP: Cerrado conectou os Andes com a Mata Atlântica


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01493

As florestas tropicais dos Andes e a Mata Atlântica estão separadas por quase mil quilômetros de áreas mais secas e de vegetação aberta, nos biomas Chaco, Cerrado e Caatinga. Apesar de atualmente não terem conexão, essas florestas tropicais compartilham espécies e linhagens intimamente relacionadas, o que sugere ter havido uma ligação entre essas matas no passado. Há, por exemplo, 23 espécies de aves tropicais presentes nos dois biomas.

Diversos estudos publicados reforçam tal hipótese. O que ainda não se sabia era se a ligação se dava por meio das florestas de galeria que, no passado, acompanhavam os cursos dos rios na região do Chaco (que abrange o sul da Bolívia, o norte da Argentina e o Paraguai), ou pelo Cerrado (parte da Bolívia, Centro-Oeste do Brasil e norte do Paraguai).

De acordo com uma nova pesquisa, que analisou dados genômicos e biogeográficos de aves das espécies Syndactyla rufosupercilita e Syndactyla dimidiata, a conexão entre as florestas andina e atlântica no passado ocorreu pelo Cerrado. A ligação teria se formado diversas vezes durante o Pleistoceno, período geológico ocorrida entre 2,5 milhões e 11,7 mil anos atrás.

A investigação foi conduzida pelo ornitólogo Gustavo Cabanne, do Museo Argentino de Ciencias Naturales, em colaboração com Cristina Yumi Miyaki, professora no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP). Os resultados foram publicados na revista Molecular Phylogenetics and Evolution.

A equipe teve apoio da FAPESP, por meio do Programa FAPESP de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA), do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet), na Argentina, e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Participaram pesquisadores de diversas instituições no Brasil (Universidade Federal de Minas Gerais, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Universidade de Brasília e Museu Paraense Emílio Goeldi), Bolívia (Universidad Mayor de San Andrés e Museo Nacional de Historia Natural), Estados Unidos (American Museum of Natural History e Cornell University) e Canadá (Royal Ontario Museum).

A biogeografia é a ciência que estuda as relações entre os seres vivos, a geografia, o relevo e o clima. A paleobiogeografia parte dessas mesmas relações para entender, por exemplo, como era a distribuição das espécies no passado e as relações existentes entre elas. Entender a paleobiogeografia de diversas espécies que habitam áreas específicas no presente pode ajudar a inferir como era a distribuição desses biomas no passado.

"O grande desafio dos estudos de biogeografia é integrar e interpretar as informações obtidas de diversas fontes, como componentes biológicos, dados genômicos das espécies analisadas, informações geológicas, dados paleoclimáticos, dados palinológicos [de pólen e esporos] ou dados de sensoriamento remoto obtidos a partir de imagens de satélite", disse Miyaki.

"Foi preciso coletar e analisar vários desses dados a fim de investigar a hipótese da existência de uma antiga conexão entre as florestas tropicais andina e atlântica e testar se isso ocorreu via Cerrado ou via Chaco. Pode ter sido por meio de florestas de galeria que, no Pleistoceno, seriam remanescentes de vegetação úmida que atravessam biomas mais áridos”, disse.

De acordo com Cabanne, a conexão entre as florestas úmidas andina e atlântica é apoiada por estudos palinológicos, entre outros, segundo os quais ambas se expandiram transitoriamente em algumas regiões (por exemplo, no Cerrado) em direção aos Andes durante os últimos máximos glaciais – os períodos mais frios das diversas idades do gelo (foram identificadas ao menos 11 delas) que ocorreram nos últimos 2,5 milhões de anos.

"Sob esse cenário biogeográfico histórico, as florestas andina e atlântica poderiam ter funcionado como refúgios. Sua história dinâmica [ciclos de conexão e isolamento] poderia ter sido um importante impulsionador da especiação nos neotrópicos [região que compreende a América Central, incluindo parte do México e dos Estados Unidos, todas as ilhas do Caribe e a América do Sul]”, disse.

No presente período interglacial, explica Cabanne, esses biomas florestais representam refúgios onde se espera que organismos se diferenciem. Durante as idades do gelo do Pleistoceno, as florestas teriam sido conectadas, permitindo, assim, o fluxo gênico entre as regiões.


Genética e análise computacional

No trabalho publicado na revista Molecular Phylogenetics and Evolution, os pesquisadores elegeram como objeto de estudo uma ave popularmente conhecida como trepador-quiete (Syndactyla rufosuperciliata). Trata-se de um passarinho (ordem Passeriformes) da família dos furnariídeos, a mesma do joão-de-barro (Furnarius rufus) e de outras 230 espécies encontradas na Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Existem cinco subespécies reconhecidas desse táxon.

"O trepador-quiete é um modelo apropriado para explorar a conexão das florestas andina e atlântica porque a espécie habita tanto os principais domínios dessas matas como as áreas que poderiam ter sido diretamente envolvidas na sua ligação: as florestas de galeria do Chaco oriental e algumas regiões no sul do Cerrado", disse Cabanne.

Os pesquisadores exploraram a conectividade histórica entre os dois biomas por meio de modelagem de nicho. A seguir, eles usaram sequências de DNA de 71 indivíduos e análises genômicas de outros 33 pássaros para avaliar a estrutura genética da população e o fluxo gênico dentro da espécie. Por fim, foi realizada a seleção do modelo populacional com auxílio de computação bayesiana aproximada, método de inferência com base em estatísticas sumárias.

Segundo os pesquisadores, a análise genômica evidenciou que os trepadores-quiete habitantes das florestas tropicais andinas pertencem hoje a linhagens diferentes daquelas dos trepadores-quiete da Mata Atlântica. Mas nem sempre foi assim.

No passado, há centenas de milhares de anos, a distribuição original da espécie parece ter sido muito maior do que a atual, e também suas linhagens eram menos diferenciadas do ponto de vista genômico.

Porém, com a sucessão de períodos glaciais e o avanço e recuo da vegetação de Cerrado, os passarinhos andinos e atlânticos foram ficando isolados uns dos outros por dezenas de milhares de anos, o que levou à diversificação em duas linhagens.

Os dados sugerem inclusive que, durante os períodos interglaciais do Pleistoceno, quando a temperatura se elevou e houve avanço das florestas úmidas, ocorreram novos contatos entre trepadores-quiete do leste e do oeste, o que permitiu cruzamentos e novas trocas genéticas entre as duas linhagens.

Aliada aos dados paleoclimáticos, a análise da diversidade genômica dos trepadores-quiete andinos e atlânticos sugere que tais trocas gênicas ocorreram via Cerrado, ao norte, e não via Chaco, mais para o sul.

Nossos resultados indicam que as florestas andina e atlântica atuaram como refúgios e que as populações das espécies de ambas as regiões entraram em contato por meio da região do Cerrado, sugerindo que a dinâmica histórica desses dois biomas é importante para a evolução das aves florestais”, disse Cabanne.

"Os resultados estão de acordo com estudos de outros organismos e podem indicar um padrão mais geral de conectividade entre os biomas nos neotrópicos”, disse Miyaki.

Além disso, segundo Cabanne, "o novo estudo e outros anteriores do mesmo grupo sugerem a existência de altos níveis de diversidade críptica [de espécies morfologicamente semelhantes e geneticamente distintas] entre os Andes e a Mata Atlântica e também sugerem considerar a população andina de trepadores-quiete como uma espécie plena”.



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