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quarta-feira, 29 de maio de 2019

CRQ da IV Região promove o VII Fórum de Recursos Hídricos


Imagem ilustrativa.
Divulgação: CRQ da IV Região

Tópico 01501

Com foco na divulgação de novas tecnologias para o tratamento, garantia da qualidade e preservação da água, o Conselho Regional de Química - IV Região irá promover no dia 4 de junho, em sua sede, a sétima edição do Fórum de Recursos Hídricos.

O evento tem o apoio do Sindicato dos Químicos, Químicos Industriais e Engenheiros Químicos do Estado de São Paulo (Sinquisp) e da seção paulista da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-SP), por meio de sua Câmara Técnica de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas.

Com o aumento da importância da gestão dos recursos hídricos, é fundamental que as empresas e as comunidades, independentemente do tamanho, estejam cientes de suas responsabilidades e adotem iniciativas para a utilização da água segundo o conceito de sustentabilidade.

O público-alvo é formado por profissionais que atuam na área de saneamento e tratamento de água, estudantes e demais interessados. Confira abaixo a programação:


Clique na imagem para ampliá-la



Inscrições - As inscrições poderão ser feitas até 29 de maio pelo e-mail cursos@sinquisp.org.br. As taxas são as seguintes:

R$ 50,00 - Para profissionais registrados no CRQ-IV e estudantes cadastrados na entidade;

R$ 50,00 - Para profissionais com outras formações, mas vinculados a empresas registradas no CRQ-IV;

R$ 100,00 - Para os demais interessados.

Nos valores estão incluídos dois coffee breaks. As despesas com almoço, transporte e eventual hospedagem correrão por conta do participante. Ao final do evento será emitido certificado.


VII Fórum de Recursos Hídricos

Data: 04/06/2019 - das 8h30 às 16h30

Local: Sede do CRQ-IV - Rua Oscar Freire, 2039 - Pinheiros – São Paulo/SP



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Dica: VI Fórum de Ensino Superior da Área Química: "Química Forense"


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terça-feira, 28 de maio de 2019

ALERTA: Anfíbios infectados por ranavírus são detectados na Mata Atlântica


Imagem ilustrativa. Divulgação: Agência Fapesp

Tópico 01499

Em duas lagoas na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, pesquisadores encontraram rãs, sapos e pererecas com sinais claros de infecção por ranavírus. O patógeno, que pode ser letal para esses animais, mas não afeta humanos, provoca ulcerações na pele, edemas e hemorragia interna.

Para além da cena de extermínio dos animais, o episódio ocorrido em novembro de 2017 revelava algo inédito: a detecção de anfíbios infectados por ranavírus na Mata Atlântica.

“A descoberta causa preocupação, pois pela primeira vez no Brasil foram identificadas a presença e a ação desse vírus na natureza. Houve relatos de epidemias em 2006 e 2009, porém, elas ocorreram em ranários, portanto em cativeiro. O vírus, já detectado na natureza em outras partes do mundo, está associado a declínios de populações de anfíbios – o grupo de vertebrados mais ameaçado do planeta”, disse Joice Ruggeri, pesquisadora do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp) e primeira autora do artigo publicado no Jornal of Wildlife Diseases.

A descoberta é fruto da pesquisa de pós-doutorado de Ruggeri, apoiada pela FAPESP. O objetivo do projeto foi identificar a dinâmica desse vírus em diferentes espécies de anuros e sua interação com outros patógenos, bem como possíveis desequilíbrios ou ameaças na Mata Atlântica.

Para isso, a pesquisadora coletou espécimes de anuros na natureza, desde o Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. As lagoas em Passo Fundo, com os animais infectados por ranavírus, estavam entre os pontos de coleta.

“Encontramos esses lagos com muitos girinos e peixes mortos. Era um cenário de destruição. Agora estamos analisando todos os dados coletados, o que deve nos dar respostas interessantes sobre a relação entre os diferentes patógenos que ameaçam as populações de anuros na Mata Atlântica”, disse a pesquisadora à Agência FAPESP.

A descoberta também levanta questões sobre a relação entre espécies invasoras e nativas. No artigo, pesquisadores relatam ter encontrado tanto girinos de espécies nativas quanto da invasora rã-touro (Lithobates catesbeianus) infectados pelo vírus. A rã-touro geralmente é tolerante ao ranavírus, podendo atuar como vetor do patógeno, o que reforça a hipótese, ainda não confirmada, de que as espécies invasoras estariam infectando as nativas.


O peso das espécies invasoras

A rã-touro, originária da América do Norte, é a principal espécie de anuro criada para o consumo humano. No Brasil, o segundo maior produtor de rãs do mundo, os ranários estão instalados sobretudo na região da Mata Atlântica que vai do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, a mesma em que os pesquisadores fizeram as coletas.

“Essa é uma atividade econômica que oscila muito. Desde 1990, vários ranários vêm sendo abandonados, o que resultou em diversos animais sendo liberados para a natureza”, disse Luís Felipe de Toledo, professor do IB-Unicamp e coautor do artigo. Uma das hipótese dos pesquisadores é que o vírus poderia ter se disseminado pela Mata Atlântica a partir dos ranários.

"Sabemos que muitas dessas rãs escapam do cativeiro, podendo levar o vírus para a natureza. Mas ainda não sabemos ao certo se elas têm relação com o vírus detectado nos anuros nativos do Brasil”, disse Ruggeri.


Dupla ameaça

As descobertas não param por aí. Duas rãs-touro estudadas apresentavam coinfecção por ranavírus e pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis, causador da quitridiomicose e responsável pela maior perda de biodiversidade atribuível a um único patógeno em toda a história.

Em artigo publicado na revista Science , em março de 2019, pesquisadores de 16 países – entre eles Toledo – revelaram que o fungo provocou, nos últimos 50 anos, declínio nas populações de pelo menos 501 espécies de anfíbios.

“É mais uma ameaça a esses animais. Já se relacionou o fungo com extinções de anfíbios aqui no Brasil. Agora que encontramos casos de infecção pelo ranavírus questionamos: será que ele também não causou algum declínio ou extinção?”, disse Toledo.

Tanto o fungo quanto o vírus são transmitidos pela água ou pelo contato direto entre os indivíduos, o que torna a dispersão desses microrganismos extremamente eficaz. Enquanto o fungo compromete o equilíbrio eletrolítico dos animais, que morrem por parada cardíaca, o vírus pode causar morte celular em múltiplos órgãos.

"Ao ser infectado pelos dois patógenos, o anfíbio torna-se ainda mais vulnerável. Porém, ainda não sabemos as consequências dessa coinfecção”, disse Ruggeri.

Com a análise dos dados coletados, os pesquisadores vão investigar as estirpes do vírus encontrado no Sul do Brasil. “É possível que a linhagem do vírus seja brasileira. Vamos pesquisar também se a linhagem identificada na natureza é a mesma encontrada nos ranários. A descoberta abre várias linhas de pesquisa”, disse Toledo.


Matança de animais

Em uma das lagoas em que não havia girinos de rãs-touro, os girinos de anuros nativos que viviam por lá apresentavam níveis baixos do vírus.

Na outra lagoa, foram encontrados mais de 20 girinos de rãs-touro mortos e nenhuma espécie nativa de anuro. Todos os animais ali apresentavam lesões severas na pele e a presença de ranavírus. Os únicos dois girinos encontrados vivos na lagoa tinham índices baixos de infecção.

O fungo foi detectado em sete de 19 amostras de girinos mortos, incluindo os nativos e espécies invasoras (amostras coletadas nas duas lagoas). Porém, a carga de infecção por quitrídio era baixa, o que fez com que os pesquisadores descartassem a quitridiomicose como causa potencial de morte de anuros nessa lagoa.

Para os pesquisadores, apesar de as rãs-touro serem geralmente tolerantes ao ranavírus, foram detectadas altas cargas do patógeno no sangue dos animais e claros sinais clínicos de doença.




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segunda-feira, 27 de maio de 2019

ALERTA: Mudança climática pode alterar relações simbióticas entre microrganismos e árvores


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01498

No solo das florestas, algumas espécies de fungos e de bactérias se associam a raízes de árvores para crescerem juntas, de modo a obterem benefícios mútuos. Os microrganismos auxiliam as plantas a absorver água e nutrientes do solo, a sequestrar carbono e a resistir aos efeitos das mudanças climáticas. Em troca, recebem carboidratos essenciais para seu desenvolvimento, produzidos pelas plantas durante a fotossíntese.

Uma colaboração de mais de 200 cientistas de diversos países, incluindo 13 de diferentes regiões do Brasil, mapeou a distribuição global dessas associações entre organismos de espécies diferentes (simbioses), fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas florestais.

Com base nesse mapeamento foi possível identificar fatores que determinam onde diferentes tipos de simbioses podem surgir e estimar os impactos das mudanças climáticas nessas relações simbióticas e, consequentemente, no crescimento das árvores nas florestas.

Se as emissões de dióxido de carbono (CO2) continuarem inalteradas até 2070, pode ocorrer uma redução de 10% nas espécies de árvores que se associam a um tipo de fungo encontrado principalmente em regiões mais frias do planeta, estimaram os pesquisadores.

O trabalho, destacado na capa da revista Nature, contou com a participação de Carlos Joly e de Simone Aparecida Vieira, ambos professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membros da coordenação do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP). Também participou a brasileira Luciana Ferreira Alves, que hoje atua na Universidade da Califórnia em Los Angeles, Estados Unidos.

Já se sabia que a associação entre microrganismos e raízes é fundamental para alguns grupos de árvores conseguirem se estabelecer em regiões em que o solo é muito pobre e os nutrientes são liberados lentamente pela decomposição de matéria orgânica. O mapeamento permite entender como essas relações estão distribuídas no planeta e os fatores que as definem”, disse Vieira à Agência FAPESP.

Os pesquisadores se concentraram em mapear três dos tipos mais comuns de simbioses: fungos micorrízicos arbusculares, fungos ectomicorrízicos e bactérias fixadoras de nitrogênios. Cada uma dessas interações engloba milhares de espécies de fungos ou bactérias, que formam parcerias únicas com diferentes espécies de árvores.

Há 30 anos, o botânico inglês David Read, professor da University of Sheffield, da Inglaterra, e pioneiro nas pesquisas sobre simbioses, desenhou mapas de lugares no mundo onde achava que poderiam ser encontrados diferentes fungos simbióticos, com base nos nutrientes que exploram para permitir o crescimento das plantas.

Os fungos ectomicorrízicos, por exemplo, obtêm nitrogênio para as árvores diretamente de matéria orgânica, como folhas em decomposição. Por isso, Read propôs que esses microrganismos seriam mais bem-sucedidos em florestas com climas sazonais, mais frios e secos, onde a decomposição em razão da temperatura e umidade é mais lenta e a serrapilheira – camada de restos de plantas – é abundante.

Os fungos micorrízicos arbusculares, por sua vez, seriam dominantes nas florestas tropicais, nas quais o crescimento das árvores é limitado pelo fósforo do solo e nos quais os climas sazonais quentes e úmidos aumentam a decomposição.

Mais recentemente, um estudo feito por outro grupo de pesquisadores estimou que as bactérias fixadoras de nitrogênio seriam mais abundantes em biomas áridos, com solos alcalinos e altas temperaturas máximas.

Essas hipóteses puderam ser testadas, agora, com a coleta de dados de um grande número de árvores, em diversas partes do planeta, reunidos pela Global Forest Biodiversity Initiative (GFBI) – um consórcio internacional de cientistas florestais.

O consórcio é integrado, além de Joly e Vieira, por Pedro Henrique Santin Brancalion e Ricardo Gomes César, ambos da Universidade de São Paulo (USP), Gabriel Dalla Colletta, da Unicamp, Daniel Piotto, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), André Luis de Gasper, da Universidade Regional de Blumenau (FURB), Jorcely Barroso e Marcos Silveira, da Universidade Federal do Acre (UFAC), Iêda Amaral e Maria Teresa Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Beatriz Schwantes Marimon, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), e Alexandre Fadigas de Souza, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Nos últimos anos, os pesquisadores ligados ao GFBI fizeram inventários de mais de 1,1 milhão de parcelas permanentes de florestas, que abrangem 28 mil espécies de árvores, de mais de 70 países, situadas em todos os continentes, à exceção da Antártida.

Os inventários reúnem informações, como a composição do solo, a topografia, a temperatura e a evolução do carbono fixado nessas parcelas permanentes de florestas ao longo de grandes períodos de tempo.

As parcelas inventariadas por pesquisadores ligados ao BIOTA-FAPESP estão situadas na Mata Atlântica e incluem regiões do litoral norte do Estado de São Paulo, como Caraguatatuba, Picinguaba, Cunha e Santa Virgínia, e Carlos Botelho e Ilha do Cardoso, no litoral sul. Também inventariamos um conjunto expressivo de parcelas na Amazônia por meio de projetos em colaboração com outros grupos", disse Joly. 

A partir desse conjunto de inventários, os pesquisadores conseguiram estimar a localização de 31 milhões de árvores espalhadas pelo mundo, assim como os fungos ou as bactérias simbióticos associadas a elas. Por meio de um programa de computador (algoritmo), foi possível determinar como diferentes variáveis relacionadas ao clima, química do solo, vegetação e topografia influenciam a prevalência de cada simbiose.

Os resultados das análises sugeriram que variáveis climáticas associadas à decomposição da matéria orgânica, como a temperatura e a umidade, são os principais fatores que influenciam as simbioses de fungos micorrízicos arbusculares e ectomicorrízicos.

Já as simbioses de bactérias fixadoras de nitrogênio são provavelmente limitadas pela temperatura e acidez do solo.

Qualquer mudança que possa ocorrer no clima no hemisfério norte pode deslocar os fungos ectomicorrízicos para outras regiões e ocorrer a perda ou uma diminuição muito grande da densidade dessas relações simbióticas”, disse Vieira.

Isso pode afetar a ciclagem de nutrientes e, principalmente, a fixação de carbono, que depende dessa associação simbiótica para que a vegetação das florestas possa absorver nutrientes pouco disponíveis ou que não estão na forma de que necessitam”, afirmou.


Efeito das mudanças climáticas

A fim de estimar a vulnerabilidade dos padrões globais de simbiose às mudanças climáticas, os pesquisadores usaram o mapeamento para prever como poderiam mudar até 2070, se as emissões de dióxido de carbono continuarem inalteradas. As projeções indicaram uma redução de 10% dos fungos ectomicorrízicos e, consequentemente, da abundância de árvores associadas a esses fungos – que correspondem a 60% das árvores.

Os pesquisadores alertam que essa perda poderia levar a mais CO2 na atmosfera, porque esses fungos tendem a aumentar a quantidade de carbono armazenado no solo.

O CO2 limita a fotossíntese e, em princípio, seu aumento na atmosfera pode ter efeito fertilizante. As espécies de plantas que crescem mais rápido talvez consigam aproveitar melhor esse aumento da disponibilidade de CO2 na atmosfera do que aquelas que crescem mais lentamente. Dessa forma, poderíamos ter uma seleção de espécies. Mas ainda não há resposta para essa pergunta”, disse Joly.

Outra pergunta que os pesquisadores têm buscado responder é qual seria o impacto da interação do aumento da disponibilidade de CO2 na atmosfera com a elevação da temperatura do planeta no desenvolvimento das plantas.

Com o aumento da temperatura as plantas terão que gastar mais recursos com a respiração, que aumentará mais do que a taxa de fotossíntese. O saldo desse balanço no crescimento da vegetação ainda não está claro, afirmam os pesquisadores.

Essas questões, que dizem respeito às florestas tropicais, ainda estão em aberto. O monitoramento contínuo de parcelas permanentes de florestas vai nos ajudar a respondê-las”, disse Joly.




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terça-feira, 21 de maio de 2019

Tecnologia: Aviação agrícola x Drones


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01497

A aviação agrícola no Brasil começou em 1947 para conter um ataque de gafanhotos em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Ao longo dos anos a prática foi se expandindo para culturas como café, soja, algodão e modernizando os equipamentos e técnicas de pulverização para melhor controle de pragas e aproveitamento dos agroquímicos.

Já as aeronaves não tripuladas ou drones surgiram na década de 60 mas longe da agricultura, com fins militares. Os multi-rotor são os mais conhecidos. Possuem limitações de velocidade, resistência e autonomia. Por isso, não podem ser utilizados para monitoramento de grandes áreas e atividades que carecem percorrer grandes distâncias. Por outro lado são mais fáceis de serem controlados, podem ficar estáticos no ar e tirar fotos e filmar pontos fixos ou áreas menores.

Os drones de asa fixa são totalmente diferentes do modelo de multi-rotor, sendo muito parecidos com aviões. Esse modelo consegue cobrir grandes distâncias, áreas amplas e monitorar diversos pontos de interesse. Através do uso de sensores e câmeras de alta resolução, os drones de asa fixa têm possibilitado grandes avanços em diversas áreas.

O Brasil tem a segunda maior frota de aeroagrícolas. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag)no ano passado o setor cresceu 3,74%, chegando a 2.194 aeronaves. A atividade também é uma das mais perigosas na aviação brasileira. Para pulverizar uma plantação inteira, os pilotos precisam voar em baixa altitude e executar manobras semiacrobáticas.

Como alternativa de custo e para alcançar áreas pequenas e direcionadas empresas, cooperativas e start ups vem investindo em drones. A tecnologia permite, entre outras coisas, mapear áreas com imagens e, a partir disso, definir locais específicos para pulverizar ou até mesmo aplicar agroquímicos com uso do equipamento. A cadeia produtiva de drones no país movimenta, em média, R$ 300 milhões ao ano, 50% a mais a cada ano. Hoje, já são mais de 700 empresas e previsão é dobrar de tamanho até o fim deste ano.


Os drones vão acabar com a aviação agrícola?

Silvio Antônio Pilau atua há quatro décadas na aviação agrícola. Já trabalhou em lavouras de soja, trigo, arroz, pastagens, algodão, cana-de-açúcar, bananal e reflorestamento no Rio Grande do Sul, Nordeste e Centro-Oeste do país. Ele acredita que os drones vieram para ficar. “No início eles não substituirão os aviões pois, praticamente a aviação agrícola atua em grandes propriedades mas, com o tempo, com o aumento da capacidade de carga dos drones é possível que eles substituam os aviões de pequeno e médio porte” define.

Pilau vê o cenário mais favorável aos drones em pequenas propriedades onde há dificuldade em tecnologia de aplicação e onde faltam profissionais qualificados e capacitados e treinados para a aplicação de defensivos. “Os aviões agrícolas continuarão atuando em setores de plantio de semente, adubação, grandes propriedades mas isso não significa que os drones não poderão vir a fazer esses serviços pois a tecnologia veio para deixar a sua marca”, explica.

Ele ainda acredita que a eficiência, a baixa necessidade de mão-de-obra, baixo custo de manutenção, pouca exposição do ser humano aos defensivos agrícolas são grandes aliados da tecnologia para que ela permaneça no mercado, levando em conta o custo-benefício.


Tecnologias complementares

Para o Engenheiro Agrônomo, Josué Verba, o uso da aviação agrícola e dos drones podem ter ações complementares. “É um momento de mudanças muito aceleradas e o potencial destas novas tecnologias combinadas trarão grandes mudanças no panorama da tecnologia de aplicação” completa.

Verba diz que o uso complementar dos drones estaria focado na aplicação localizada com problemas pontuais como manchas de plantas daninhas ou em situações onde as limitações geográficas, climáticas, de legislação e operacionais para aviação agrícola poderiam ser de grande potencial pra utilização dos drones.

A minha opinião é que os ganhos na tecnologia de aplicação estão mais ligadas à mudanças disruptivas. Há empreses investindo em tecnologias de identificação de pragas e plantas daninhas com o uso de drones. A combinação de tecnologias de identificação de plantas daninhas e misturas instantâneas nas barras de pulverização para aquele alvo foi apresentada recentemente no Congresso de Plantas Daninhas e já é operacional. A combinação destas tecnologias de identificação de pragas, aplicação localizada, inteligência artificial, uso de Big Data e integração entre as diferentes modalidades de tecnologia de aplicação direcionarão o uso dos drones na agricultura”, explicou.




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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Drones e geotecnologia movimentarão R$ 1,5 bilhão em 2019


Imagem meramente ilustrativa

Tópicos 01496

Os drones se popularizaram recentemente mas surgiram nos anos 60 e passaram a ser usados com mais frequência nos anos 80 para fins militares que poderiam colocar a vida humana em risco. Foi inventado pelo israelita Abe Karem, engenheiro espacial responsável pelo drone americano mais temido e bem-sucedido.

Dados da consultoria de negócios Frost & Sullivan apontam um crescimento anual mundial do mercado de 33% até 2020 – com destaque para a África e América Latina que devem apresentar um crescimento ainda maior. O mercado global de drones pode chegar a 127 bilhões de dólares, valor que representa os setores.

Os chamados veículos aéreos não tripulados chegaram, também, à agricultura. O Brasil é um dos países que mais pesquisa tecnologia de drones no mundo. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que registrou em 2018 um crescimento de 100% na quantidade de solicitações de registros de drones para uso profissional.

Projeções mostram que drones e geotecnologias devem movimentar este ano cerca de R$ 1,5 bilhões. No agronegócio o valor deve chegar aos R$ 500 milhões, incluindo toda a cadeia produtiva do setor, comercialização de equipamentos, tecnologia embarcada e prestação de serviços.

Estima-se ainda que mais de 100 mil pessoas atuem no setor de drones e geotecnologia de forma direta, em funções como captura das informações – que pode ser feita por drones, satélites, aviões, estações terrestres e móveis –, processamento, visualização e análise das informações.

Nesta legião de envolvidos, destacam-se geógrafos, agrimensores, cartógrafos, e muitos outros profissionais que atuam diretamente na produção da tecnologia, na coleta, processamento e principalmente na análise das informações.

Você pode conferir uma reportagem que mostra as diferentes aplicações de drones na agricultura, resultados, economia de defensivos e as novidades do setor.


Vídeo de referência






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