segunda-feira, 27 de março de 2017

FAPESP: Perda de hábitat não afeta igualmente a diversidade de aves da Mata Atlântica


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01374

Evidências da literatura científica sustentam a hipótese de que o Pleistoceno – era geológica ocorrida entre 2,5 milhões e 11,7 mil anos atrás – tenha sido uma época de mudanças climáticas radicais. Períodos muito frios e secos teriam se intercalado com outros bastante quentes e úmidos.

Em um estudo publicado no Biological Journal of the Linnean Society, pesquisadores ligados ao Programa BIOTA-FAPESP investigaram como essa variação no clima teria impactado a distribuição e o processo evolutivo de 15 espécies de aves endêmicas da Mata Atlântica.

Coordenado pela professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) Cristina Yumi Miyaki, o estudo foi conduzido no âmbito do projeto “Dimensions US-BIOTA São Paulo: integrando disciplinas para a predição da biodiversidade da Floresta Atlântica no Brasil”, apoiado pela FAPESP e pelas National Science Foundation (NSF) e National Aeronautics and Space Administration (Nasa) dos Estados Unidos.

Usamos técnicas de modelagem para comparar como era a área de distribuição dessas 15 espécies há 20 mil anos, quando ocorreu o último máximo glacial, com a área de distribuição atual. Os resultados indicam que todas as aves ocorrem atualmente em uma área menor que a do passado”, contou Miyaki à Agência FAPESP.

De acordo com a pesquisadora, a análise teve como ponto de partida a hipótese dos refúgios florestais – publicada pelo alemão Jürgen Haffer em 1969 e, de forma independente, pelo brasileiro Paulo Vanzolini poucos meses depois. Segundo essa teoria, as alterações climáticas ocorridas no Pleistoceno teriam impactado a área de distribuição das florestas tropicais, úmidas, como a Amazônia e a Mata Atlântica. Esses biomas teriam atingido seu máximo de distribuição durante os períodos quentes e úmidos e, na época do frio, teriam ficado restritos a áreas menores e fragmentadas.

Nesses fragmentos isolados, ainda segundo essa teoria, os organismos que dependem desse tipo de vegetação teriam passado a viver separados de outros da mesma espécie. Ao longo do tempo, foram se diferenciando, dando origem a novas linhagens, novas populações ou até mesmo a novas espécies.

Essa é uma hipótese levantada para explicar a grande diversidade de organismos existentes nas florestas úmidas – maior que a observada em outros biomas”, comentou Miyaki.

Para determinar quando ocorreram os períodos úmidos e quentes ou os secos e frios, os cientistas costumam se basear em registros de sedimentos encontrados em cavernas ou registros do chamado paleopólen – um indicador do tipo de vegetação que havia em um determinado período.

A partir desses dados geológicos e de informações biológicas – como as condições de umidade e de temperatura consideradas ideais para a ocorrência de uma determinada espécie – fazemos inferências sobre como poderia ser a área de distribuição da espécie estudada no passado”, explicou a pesquisadora.

Para simular a distribuição das espécies há 20 mil anos foram usados dois diferentes modelos: o CCSM3 (Community Climate System Model) e o MIROC (Model of Interdisciplinary Research on Climate). Já a distribuição atual foi feita com base em registros levantados em trabalhos anteriores e dados de coleções de museus.

Os modelos mostram que, de maneira geral, a área considerada ideal para a ocorrência dessas espécies era maior no passado do que é hoje. É o que chamamos de distribuição potencial de habitat”, explicou Miyaki.


Análises genéticas

O passo seguinte foi avaliar, com base no sequenciamento do DNA mitocondrial, a diversidade genética e a estrutura populacional das 15 espécies incluídas no estudo: Sclerurus scansor cearensis (popularmente conhecido como vira-folhas-cearense); Thamnophilus ambiguus (choca-de-sooretama); Sclerurus scansor scansor (vira-folha); Synallaxis ruficapilla (pichororé); Automolus leucophthalmus (barranqueiro-de-olho-branco); Xiphorhynchus fuscus (arapaçu-rajado); Xiphorhynchus atlanticus (arapaçu-rajado-do-nordeste); Conopophaga lineata (chupa-dente); Conopophaga melanops (cuspidor-de-máscara-preta); Myrmoderus loricata (formigueiro-assobiador); Myrmoderus squamosa (papa-formiga-de-grota); Pyriglena leucoptera (papa-taoca-do-sul); Schiffornis virescens (flautim); Tachyphonus coronatus (tiê-preto); e Myiothlypis leucoblephara (pula-pula-assobiador).

Para isso, os pesquisadores aliaram informações genômicas registradas no GenBank, um banco público mantido pelo National Center for Biotechnology Information (Estados Unidos), e material genético coletado em trabalhos anteriores do grupo de Miyaki.

A diversidade genética indica o grau de variabilidade de um gene existente nos indivíduos de uma mesma espécie. Isso nos permite avaliar se existe uma diferença entre grupos encontrados no sul da Mata Atlântica e aqueles localizados mais ao norte, por exemplo. Dependendo do nível de diferenciação, podemos considerar os grupos significativamente diferenciados como populações diferenciadas de uma mesma espécie”, explicou a pesquisadora.

Em seguida, os pesquisadores correlacionaram as mudanças detectadas pelos modelos na distribuição potencial de habitat, com as análises genéticas. O objetivo era entender como as mudanças na área de distribuição impactaram os processos evolutivos.

De maneira geral, a redução na distribuição geográfica parece não ter afetado a diversidade genética dessas espécies. No entanto, observamos que cada uma delas parece responder, do ponto de vista genético, de forma um pouco diferente às mudanças no clima e à redução do habitat. Não é possível, portanto, compor uma história evolutiva única para toda essa diversidade de organismos, mesmo se focarmos apenas em aves”, avaliou Miyaki.

Para a pesquisadora, embora as grandes compilações como a deste estudo sejam interessantes para detectar tendências, não substituem o estudo detalhado de cada espécie isolada.




Veja também;






Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

Tópico elaborado e publicado pelo Gestor Ambiental MARCELO GIL.


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quinta-feira, 23 de março de 2017

Pesquisadores elaboram inventário geológico de São Paulo


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01373

Há 260 milhões de anos, no período Permiano médio, boa parte do Estado de São Paulo era coberta pelas águas do mar Irati. Uma das evidências mais fascinantes desse antigo mundo marinho está em Santa Rosa do Viterbo, na região de Ribeirão Preto. Lá, o trabalho de extração em uma mina de calcário revelou a existência de diversos estromatólitos gigantes.

Estromatólitos são estruturas sedimentares formadas pela atividade de microalgas em águas rasas. As algas vivem em “tapetes”, que crescem verticalmente ao longo de milhares de anos para formar estromatólitos, assim como ocorre com os recifes de coral.

Estromatólitos estão presentes em todo o mundo, mas quase sempre são pequenos. Em Santa Rosa do Viterbo não é assim. Lá há um excepcional campo de estromatólitos gigantes, com até 3 metros de altura. O local é único no planeta e um dos 142 geossítios selecionados para compor o Patrimônio Geológico do Estado de São Paulo.

O trabalho de seleção dos sítios geológicos levou três anos, de 2012 a 2015, e foi liderado por Maria da Glória Motta Garcia, professora no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo e coordenadora do projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP. Ela teve assessoria do geólogo português José Brilha, do Instituto de Ciências da Terra da Universidade do Minho, em Braga, Portugal.

O trabalho foi financiado pelo Programa Ciência sem Fronteiras, por meio da modalidade Pesquisador Visitante Especial. A coordenação foi da USP e Universidade do Minho com a colaboração da empresa Geodiversidade Soluções Geológicas Ltda. O levantamento envolveu uma equipe de 16 pesquisadores, composta por geocientistas da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal da São Carlos (UFSCar), Instituto Florestal e Instituto Geológico do Estado de São Paulo e Universidade Federal do Paraná – além de 13 outros profissionais da área de geociências.

Resultados do inventário do Patrimônio Geológico do Estado de São Paulo foram publicados no periódico GeoHeritage.

Coube aos coordenadores fazer o levantamento dos sítios com potencial para integrar o inventário, explica Maria da Glória Garcia. “Chegou-se assim a um total de 193 geossítios, dos quais foram selecionados os 142 mais relevantes”, disse.

Os sítios foram classificados de acordo com uma lista com 11 marcos de referência geológica, como por exemplo terrenos pré-cambrianos, riftes continentais, unidades geomorfológicas e formas de relevo, ou cavernas e sistemas de carste, entre outra categorias”, disse a pesquisadora, que é coordenadora do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Patrimônio Geológico e Geoturismo (GeoHereditas).

O objetivo final do trabalho foi classificar os sítios geológicos pelo valor científico e risco de degradação, “de modo a estabelecer prioridades de manejamento e geoconservação”.

Entre os 142 geossítios selecionados há locais importantes dos pontos de vista tanto científico quanto turístico. Exemplos que aliam ambas as perspectivas são duas grutas. Uma delas é a caverna da Tapagem, popularmente conhecida como Caverna do Diabo, a maior gruta do Estado de São Paulo, no Parque Estadual de Jacupiranga, município de Eldorado, no sul do estado.

A segunda caverna fica na mesma região. Trata-se da Caverna Santana, no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), uma das mais significativas do Brasil em termos dos seus espeleotemas (estalagmites, estalactites e formações rochosas similares).

Outro geossítio de importância geomorfológica e turística é o Pico do Itapeva, de 2.025 metros de altura, na divisa entre Pindamonhangaba e Campos do Jordão. A montanha, na Serra da Mantiqueira, é formada por granitos e gnaisses muito antigos, pré-cambrianos, portanto com mais de 550 milhões de anos. Do seu cume avista-se o Vale do Paraíba e, ao fundo, a Serra do Mar, o que dá o toque turístico ao geossítio.

O Vale do Paraíba, aliás, é um vale de rifte, aberto por forças tectônicas que culminaram na formação da Serra da Mantiqueira e da Serra do Mar. No período Oligoceno, todo o vale era coberto por um paleolago, o lago Tremembé, que tem este nome por causa dos terrenos que o formam, pertencentes à formação geológica Tremembé.

O geossítio a ser preservado, neste caso, fica na mina de argila da Sociedade Extrativa Santa Fé, em Tremembé.

Trata-se do mais importante sítio fossilífero do período Paleógeno [entre 66 e 23 milhões de anos atrás] brasileiro. Foi nas argilas da mina que o doutor Herculano Alvarenga, diretor do Museu de História Natural de Taubaté, descobriu em 1982 os fósseis quase completos de uma ave do terror – terror birds, classificadas nas ordens Gastornithiformes e Cariamiformes –, o predador de topo do paleolago há 22 milhões de anos.


Deserto no Jurássico

Outro registro de lagos, só que muito mais antigo, fica em Itu. O Parque do Varvito foi criado onde ficava a Pedreira Itu, onde por mais de um século se extraíram lajes de varvito para a pavimentação das calçadas da cidade.

O varvito é uma rocha sedimentar composta de argila e silte. Neste caso, a pedreira era o fundo de um lago glacial, quando São Paulo era coberto por geleiras em algum momento do Permo-Carbonífero.

No quesito geomorfológico, um dos geossítios selecionados foi o Morro do Diabo, no parque estadual homônimo, em Teodoro Sampaio, no extremo oeste do estado, divisa com o Paraná. O morro de 600 metros de altura é formado por depósitos de arenito das antigas dunas do deserto Caiuá.

Trata-se de um enorme deserto que cobria o centro-sul do Brasil no período Jurássico, há 170 milhões de anos, quando a América do Sul encontrava-se colada à África e o nosso país ficava no centro do supercontinente Gondwana.

Segundo Maria da Glória Garcia, o levantamento seguiu a metodologia criada por José Brilha, por ele empregada na elaboração do inventário do Patrimônio Geológico de Portugal.

Diversos países europeus estão realizando ou já possuem o inventário dos seus patrimônios geológicos, como é o caso de Portugal. No momento, Portugal e Espanha estão dando um passo além, selecionando o melhor dos seus inventários para estabelecer o Patrimônio Geológico da Península Ibérica”, disse.

No Brasil, o trabalho da Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (SIGEP) merece destaque. Foram publicadas listas com algumas dezenas de geossítios no país, destacados na série Sítios Geológicos e Paleontológicos do Brasil, em que os pesquisadores nacionais sugeriram sítios geologicamente importantes.

O inventário completo e sistemático, utilizando métodos bem definidos, dos geossítios do Estado de São Paulo é um trabalho pioneiro no Brasil e na América do Sul. Esperamos que, no futuro, mais estados realizem o levantamento do seu patrimônio geológico, permitindo assim que, aos poucos, seja criado um inventário brasileiro”, disse.

Entre os próximos passos do trabalho as prioridades são passar os dados do inventário ao Instituto Geológico do Estado de São Paulo e criar um site na internet com informações dos 142 geossítios.

A lista completa foi entregue apenas como relatório técnico à Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior]. É importante que este inventário sirva de subsídio para que o patrimônio geológico seja incluído na gestão do território, seja na criação de leis adequadas de proteção, no geoturismo e na popularização da ciência”, disse Maria da Glória Garcia.





Veja também;






Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo..

Tópico elaborado e publicado pelo Gestor Ambiental MARCELO GIL.


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sexta-feira, 17 de março de 2017

Em seminário MMA debate saneamento, recursos hídricos e licenciamento


Imagem ilustrativa. Divulgação: Ministério do Meio Ambiente

Tópico 01372

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Marcelo Cruz, representou o ministro Sarney Filho no seminário “As Soluções para o Saneamento Básico e os Recursos Hídricos no Brasil”, organizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB). O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, também participou do evento que aconteceu nesta quinta-feira (16/03), em São Paulo.

O seminário debateu formas para aproveitar leis, instrumentos e mecanismos de parcerias e financiamento, com o objetivo de promover uma nova onda de investimentos nos setores de água e esgoto.

Na abertura do seminário, o secretário-executivo abordou a crise hídrica, resíduos sólidos e a proposta de Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O Secretário destacou que o Ministério do Meio Ambiente tem se empenhado para que a regulação do saneamento possa ser aprimorada, atuando com a participação da Agência Nacional de Águas, junto ao setor de saneamento básico.

Outra grande responsabilidade atribuída ao Ministério é coordenar a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Para isso, é necessária a articulação, dentre outros, com diferentes áreas do governo federal, governos estaduais e municipais, órgãos do Sisnama, empresas e catadores.


Acordos setoriais

Foi ressaltada assinatura de três acordos setoriais, em implementação. “A missão, neste momento, é assinar acordos setoriais nas áreas de eletroeletrônicos e medicamentos, e fazer com que os governos municipais ampliem a coleta seletiva, promovam a compostagem dos resíduos orgânicos e construam aterros para a disposição final dos rejeitos, com gestão compartilhada em consórcios”.


Recursos hídricos

O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas – (ANA), Vicente Andreu, participou da mesa de abertura com o tema “A Articulação entre União, Estados e Municípios”, que abordou a importância da integração entre os diferentes níveis de governo em prol das questões relacionadas a recursos hídricos e saneamento básico. Sobre a questão da água e do saneamento, ele apontou que o modelo brasileiro acerta em separar a gestão de recursos hídricos da gestão dos setores usuários de água: energia, agricultura e – especialmente – saneamento.

Outro tema abordado por Vicente Andreu foi a importância da ação coordenada entre União e estados para que a gestão de recursos hídricos avance ainda mais. “Muito se avançou na gestão de águas, mas é preciso seguir fortalecendo a gestão descentralizada e os órgãos gestores estaduais. O resultado de todo trabalho na gestão de águas é a somatória não apenas das ações do governo federal, mas também de todo o trabalho que é feito nos órgãos gestores estaduais” afirmou.


Proteção ambiental 

Na ocasião também foi destacada a importância do projeto da “Lei Geral do Licenciamento Ambiental” em discussão. O texto proposto pelo ministro Sarney Filho define normas gerais uniformes sobre licenciamento ambiental, válidas para todo o País, para assegurar ambientes regulatórios e institucionais estáveis, que proporcionem maior segurança jurídica e desburocratização.

A ideia é aperfeiçoar e otimizar processos, tornando-os mais ágeis, eficazes, eficientes, transparentes e com maior coerência técnica, sem descuidar da atenção à proteção ambiental.

O texto prevê regras claras e estabelece, entre outros, o critério locacional, considerando que um mesmo empreendimento tem impacto bastante distinto, de acordo com a relevância ambiental da área de instalação. Assim, juntamente com o potencial poluidor do empreendimento, sua natureza e seu porte definirão o procedimento de licenciamento ambiental: os casos de procedimento com EIA e de procedimento simplificado.

Com esta abordagem, estima-se que um número significativo de empreendimentos de saneamento ambiental poderá ser submetido ao procedimento simplificado”, explicou o Secretário. Ele ressaltou, ainda, que a proposta reduz os prazos de análise dos estudos nas diferentes fases do licenciamento em relação aos prazos atuais.

A proposta da Lei Geral do Licenciamento Ambiental contou com a participação dos órgãos vinculados do MMA, além de outros ministérios, da Casa Civil, do setor empresarial, particularmente a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Confederação Nacional da Agricultura (CNA), de representantes dos governos estaduais e municipais, e da sociedade civil.

Durante o evento, a ABDIB oficializou participação no 8º Fórum Mundial da Água, que acontecerá em Brasília de 18 a 23 de março de 2018.




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quarta-feira, 15 de março de 2017

Governo Federal anuncia regras do leilão para financiamento de geração de energias alternativas renováveis na Amazônia


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01371

O governo federal criou mais uma oportunidade de unir desenvolvimento e proteção ambiental com o anúncio, na noite desta terça-feira (14/03), em Brasília, das condições de financiamento para empreendimentos de geração renovável de energia elétrica nos Sistemas Isolados da Amazonas Energia.

O anúncio das regras para a licitação da Segunda Etapa do Leilão 002/2016 foi feito pelos ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho, e de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e pela diretora do BNDES, Marilene Ramos.

É a primeira vez que um edital da Aneel prevê a possibilidade de contratação de energia renovável como alternativa aos projetos convencionais térmicos movidos a diesel ou a gás natural, comuns na região.

É importante lembrar que as metas que assumimos sob o Acordo de Paris são ambiciosas. Uma parte importante das ações que temos que promover para atingi-la é expandir o uso de fontes renováveis de energia”, afirmou Sarney Filho.

Segundo ele, o ministério está trabalhando para promover uma nova economia, voltada ao desenvolvimento sustentável e de baixo carbono. “É a parceria em torno desse objetivo, que nesse momento reúne o BNDES, Minas e Energia e Meio Ambiente, que tem o poder de pavimentar esse caminho”, completou.


Objetivos

O objetivo do leilão é apoiar empreendimentos de energia renovável que visem à expansão e/ou modernização de geração de energia do país. O valor mínimo de financiamento é R$ 20 milhões e as principais condições financeiras incluem a aplicação do Fundo Clima (com R$ 200 milhões disponíveis) para até 15% dos itens financiáveis.

O apoio financeiro será destinado a empreendimentos de energia solar, eólica e demais fontes renováveis. Estão excluídos projetos associados à geração a diesel.

Realizado pelo MME e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o leilão já recebeu 54 propostas e está previsto para acontecer em maio.


Alto Custo

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, explicou que a Amazônia é a região do país com mais sistemas isolados, sendo a maior parte deles movidos a diesel. “É o custo de geração mais caro do Brasil”, disse.

Com o leilão, ele acredita que uma mudança se instalará gradualmente, a partir dos esforços da sua pasta, do MMA e do BNDES. “Aos poucos, vamos implantar uma matriz energética mais limpa na região. Não será um único leilão a conseguir isso. Mas está dada a partida para será uma inversão da curva nos sistemas isolados de geração fóssil-poluente”.


BNDES

Marilene Ramos disse que o leilão abrange 55 cidades e uma população em torno de 550 mil habitantes. A área, com capacidade instalada de 297MW, é abastecida por 255 usinas a diesel, a um custo de R$ 2 bilhões ao ano e emissões de 2 milhões de toneladas de CO2. Com a contratação das fontes alternativas, a emissão de CO2 será em torno de 1040 mil t/ano.

O diesel consumido anualmente (667 milhões de litros ao ano) corresponde a 8,5% da importação do produto pelo Brasil. “Sem contar com outros poluentes e o risco de poluição de rios decorrentes do risco de naufrágio ou vazamentos no transporte e armazenamento do produto”, disse.

Segundo ela, desde outubro do ano passado, o BNDES não apoia investimentos em termelétricas a carvão e óleo combustível e tem realizado ajustes nas políticas operacionais para promover o financiamento a fontes renováveis com as melhores condições possíveis.





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domingo, 12 de março de 2017

FAPESP e FINEP lançam chamada para setor agropecuário


Imagem meramente ilustrativa.

Tópico 1370

A FAPESP e a FINEP anunciam o lançamento de uma nova chamada de propostas de pesquisas. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de aplicativos com a finalidade de inovar procedimentos para aumento da produtividade e da eficiência do setor agropecuário.

Os desafios e temas da chamada de proposta foram propostos pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Entre os desafios tecnológicos listados pela chamada estão “Manejo integrado de pragas e de doenças”, “Previsão de falhas e densidade de plantio em culturas”, “Previsão de safra”, “Determinação de perdas por causas infecciosas em rebanhos”, “Previsão de consumo animal e relação com desempenho (inclusive para peixes)”, “Levantamento das feições erosivas por meio da análise de imagens de satélites” e “Gestão financeira da propriedade”.

Outros temas de interesse são “Campo Sustentável - agricultura em harmonia com o meio ambiente”, “Atenção ao pequeno agricultor e agricultura familiar” e “São Paulo como centro da produção do conhecimento”.

A seleção pública dá continuidade à colaboração entre a FAPESP e a FINEP e apoiará, por meio da concessão de recursos do PAPPE do MCTI/FINEP/FNDCT e de recursos orçamentários da FAPESP, projetos de pesquisa de empresas paulistas.

Serão apoiados projetos de desenvolvimento industrial e comercial de produtos ou serviços inovadores resultantes de pesquisas anteriores apoiadas pelo programa PIPE Fases 1 e 2; ou que não tenham participado de fases anteriores do Programa PIPE; ou resultantes de recursos próprios da empresa ou de outras fontes.

Os recursos alocados para financiamento da chamada são da ordem de R$ 15 milhões, sendo 50% com recursos da FINEP e 50% com recursos da FAPESP. Esses recursos podem não ser inteiramente executados em razão da análise de mérito das propostas apresentadas.

No mínimo 40% dos recursos alocados serão disponibilizados para empresas com faturamento até R$ 4,8 milhões. A chamada está aberta a microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas empresas e médias empresas brasileiras, sediadas no Estado de São Paulo e constituídas, no mínimo, doze meses antes ao lançamento do edital.

Propostas serão recebidas até 20 de abril de 2017.





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Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP.

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Alerta: Doença emergente que se alastra pelo Brasil e afeta os gatos pode atingir humanos


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01369

Há uma doença emergente que se alastra pelo Brasil, mas da qual pouco se tem falado, a não ser no Rio de Janeiro. O gato é a maior vítima do problema, uma micose causadora de lesões sérias e potencialmente fatais quando não tratadas em tempo hábil.

A doença se chama esporotricose e é causada por um fungo que vive naturalmente no solo, o Sporothrix sp.. No Brasil, Sporothrix brasiliensis é o agente etiológico mais prevalente, embora S. schenckii também seja encontrado em menor proporção. Por meio de unhadas (o termo técnico é “arranhadura”), os gatos infectados transmitem o fungo a outros felinos, a cães e também a seus donos.

As lesões em humanos e cães geralmente não são tão severas como nos felinos e raramente impõem risco à vida. Mesmo em gatos, que são mais afetados, a doença tem cura, mas o tratamento é caro e demorado. A doença se concentra em animais da periferia e de comunidades carentes, o que dificulta o tratamento devido principalmente ao custo.

No Brasil, a esporotricose humana não é uma doença de notificação compulsória e, por isso, a sua exata prevalência é desconhecida”, disse a veterinária Isabella Dib Gremião, do Laboratório de Pesquisa Clínica em Dermatozoonoses em Animais Domésticos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz).

Desde julho de 2013, devido ao status hiperendêmico da esporotricose no Rio de Janeiro, a doença se tornou de notificação obrigatória no estado. Apenas no INI/Fiocruz, unidade de referência no Rio de Janeiro, mais de 5 mil casos humanos e 4.703 casos felinos foram diagnosticados até 2015”, disse a pesquisadora.

Apenas naquele ano, segundo dados da Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro, foram 3.253 casos felinos. Já em 2016, verificou-se um aumento de 400% no número de animais diagnosticados. Ao todo, o órgão fez 13.536 atendimentos no ano passado – seja nos institutos públicos veterinários, em assistência domiciliar ou comunitária. Em pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro registrou no ano passado 580 casos.

Essas estatísticas se referem apenas aos casos notificados. Os pesquisadores apontam que o nível de subnotificação deve ser grande. Gremião é a primeira autora de um trabalho que acaba de ser publicado na revista PLOS Pathogens sobre a transmissão da esporotricose entre gatos e humanos.

O biólogo Anderson Rodrigues, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), outro dos autores do artigo, estuda a genômica das muitas espécies do gênero Sporothrix (são 51, sendo cinco de relevância médica) para comparar seus DNAs com o do S. brasiliensis, o agente causador da doença emergente no Brasil e de longe a espécie mais virulenta.

Em pesquisa em seu pós-doutorado com Bolsa da FAPESP, Rodrigues descreveu em 2016 uma nova espécie, Sporothrix chilensis, isolada a partir do diagnóstico de um caso humano em Viña del Mar, no Chile.

A análise comparativa dos genomas de Sporothrix permitirá identificar grupos de genes especificamente ligados aos fatores de virulência e mecanismos de sobrevivência durante a infecção”, disse Rodrigues.

Nossa expectativa é ampliar significativamente a compreensão da diversidade genética e resposta fisiológica em Sporothrix, um passo inicial para o desenvolvimento de métodos melhores para controle desses patógenos”, disse.


Transmissão e tratamento

Não se sabe como o Sporothrix brasiliensis começou a infectar os gatos. Até o aumento no número de casos no Rio de Janeiro, a esporotricose era considerada uma doença muito esporádica e ocupacional, lembra Rodrigues.

Ela é conhecida como a “doença dos jardineiros”, pelo fato de os primeiros casos diagnosticados nos Estados Unidos no fim do século 19 terem sido entre plantadores de rosas. O fungo ocorre naturalmente no solo e sobre a superfície de plantas como a roseira. No caso norte-americano, os pacientes se infectaram ao se arranhar em seus espinhos.

O primeiro diagnóstico de esporotricose animal no Brasil é de 1907, entre ratos naturalmente infectados nos esgotos da cidade de São Paulo – os primeiros casos felinos ocorreram nos anos 1950.

A doença tradicionalmente acometia uma a duas pessoas ao ano. Mas em 1998 o total de casos no Rio de Janeiro começou a crescer”, disse o professor Zoilo Pires de Camargo, chefe do Laboratório de Micologia Médica e Molecular da Unifesp e coordenador do Projeto Temático “Biologia Molecular e Proteômica de fungos de interesse médico: Paracoccidioides brasiliensis e Sporothrix schenckii”, conduzido de 2010 a 2016 com apoio da FAPESP, orientador de Rodrigues no seu pós-doutorado.

Do Rio de Janeiro, a doença se espalhou para outras cidades fluminenses, e de lá para outros estados. A recente emergência da esporotricose felina na região metropolitana de São Paulo chama a atenção dos pesquisadores da Unifesp e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), onde 1.093 casos foram confirmados nos últimos anos.

Já há casos de esporotricose em todo o Sudeste e o Sul do Brasil. Começam também a se manifestar na região Nordeste e no exterior. Em Buenos Aires, em 2015, foram relatados cinco casos humanos positivos.

Apesar de existir outras espécies de fungos do gênero Sporothrix espalhadas pelo mundo e que também provocam a doença, segundo os pesquisadores a epidemia brasileira é única, pelo agente etiológico a atacar felinos, por ter se tornado uma zoonose a partir do momento que os gatos passaram a transmitir o fungo aos humanos e pelo expressivo número de casos.

Nos anais da medicina, o maior surto de esporotricose teria ocorrido nos anos 1940 entre mineiros na África do Sul. A origem da infecção nos 3 mil casos relatados estava no madeiramento de sustentação das galerias das minas, onde havia colônias de Sporothrix. Uma vez identificados os focos, a madeira foi tratada e a epidemia acabou”, disse Camargo.

No Brasil, além da falta de capacidade de fazer diagnósticos em larga escala nas esferas municipal, estadual e nacional, falta acesso a remédios para tratar a doença.

O medicamento de referência é o antifúngico itraconazol, de preço elevado. A cada mês e ao longo de seis meses são necessárias no mínimo quatro caixas: duas para tratar o animal e outras duas para o tutor, caso este esteja doente. Como todo proprietário de gatos sabe, por mais queridos que sejam seus bichanos eles arranham, principalmente em situação de estresse como na hora de dar remédio.

Enquanto não estiver livre do fungo, o gato pode continuar transmitindo o fungo. Após o primeiro ou o segundo mês de tratamento, geralmente as lesões desaparecem, mas o fungo, não. “A interrupção do tratamento antes de seis meses pode levar ao ressurgimento das lesões”, disse Camargo.

Não se conhece a razão pela qual os gatos são tão suscetíveis ao Sporothrix brasiliensis nem porque neles a doença é tão grave. Um gato com lesões pode ter o fungo em suas garras. Ao brigar com outro gato, um cão ou perseguir um rato, ele passa o fungo por meio de arranhaduras.

As arranhaduras nos gatos ocorrem geralmente na cabeça, local mais comum do aparecimento de lesões, mas não o único. O fungo presente nas lesões destrói progressivamente a epiderme, a derme, o colágeno, os músculos e até ossos. Além disso, o fungo pode acometer os órgãos internos, agravando o quadro clínico.

Quando o animal chega a essas condições, é comum ele ser abandonado pelos donos. Vai para a rua e alimenta a cadeia de transmissão. Se o gato morre, ele é enterrado no quintal ou num lixão, que serão contaminados pelo fungo presente no cadáver”, disse Gremião.

Segundo a pesquisadora, além da capacidade de diagnosticar todos os casos e do acesso ao medicamento, o combate ao surto de esporotricose exige que os governos realizem campanhas educativas sobre a guarda responsável do animal.


Leia os artigos;




Artigo Feline sporotrichosis due to Sporothrix brasiliensis: an emerging animal infection in São Paulo, Brazil (doi: 10.1186/s12917-014-0269-5), de Hildebrando Montenegro, Anderson Messias Rodrigues, Maria Adelaide Galvão Dias, Elisabete Aparecida da Silva, Fernanda Bernardi e Zoilo Pires de Camargo.




Veja também;






Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP.

Tópico elaborado e publicado pelo Gestor Ambiental MARCELO GIL.


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sexta-feira, 10 de março de 2017

Brasil terá três novos Sítios Ramsar


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01368

O Brasil aprovou, junto à Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, sediada na Suíça, três novas propostas para sítios Ramsar. O Parque Nacional de Anavilhanas (AM), o Parque Nacional do Viruá (RR) e a Estação Ecológica do Taim (RS) serão os novos sítios, aumentando de 13 para 16 o número de áreas reconhecidas pela convenção internacional. A certificação ocorrerá ainda no primeiro semestre de 2017, em data a definir.

A Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção Ramsar, estabelece marcos para ações nacionais e para a cooperação entre países com o objetivo de promover a conservação e o uso racional de áreas úmidas no mundo. Essas ações estão fundamentadas no reconhecimento, pelos países, da importância ecológica e do valor social, econômico, cultural, científico e recreativo de tais áreas.

Para o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, o Brasil tem todo o interesse em aumentar ainda mais o número de sítios Ramsar. O MMA está desenvolvendo uma estratégia de implementação da Convenção de Ramsar e dos Sítios Ramsar no Brasil, que deverá orientar o cumprimento dos compromissos assumidos pelo país, ou seja, a conservação e o uso racional das áreas úmidas. O documento será elaborado em colaboração com o Comitê Nacional de Zonas Úmidas e com os gestores dos Sítios Ramsar.


Ecossistemas

O presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, considera as áreas úmidas muito importantes pela sua biodiversidade e, sobretudo, pelos importantíssimos serviços dos ecossistemas que elas prestam. “As unidades de conservação são a melhor forma de conservar os ecossistemas e prestar esses serviços à sociedade, e por isso devem ser reconhecidas e prestigiadas”, ressalta.

Segundo Soavinski, o reconhecimento de uma convenção internacional, como a de Ramsar, agora também para os Parques Nacionais de Anavilhanas e Viruá e para a Estação Ecológica do Taim, valoriza os esforços feitos pelo Brasil e promove interações internacionais de aprendizado que permitem a melhoria da gestão feita pelo ICMBio.

Desde sua adesão à Convenção, em 1996, o Brasil promoveu a inclusão de 16 UCs à Lista de Ramsar, o que permite a obtenção de apoio internacional para o desenvolvimento de pesquisas, o acesso a fundos internacionais para o financiamento de projetos e a criação de um cenário favorável à cooperação internacional. Em contrapartida, o Brasil assume o compromisso de manter as características ecológicas dos sítios – os elementos da biodiversidade e os processos que os mantêm – e deve atribuir prioridade para sua consolidação diante de outras áreas protegidas, conforme, inclusive, previsto no Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas.


Novos Sítios 

Os novos sítios Ramsar estão em áreas úmidas da região amazônica e no litoral sul do país. Saiba mais sobre eles:

Parque Nacional de Anavilhanas

O Parque Nacional de Anavilhanas, arquipélago fluvial localizado no Mosaico de Unidades de Conservação do Baixo Rio Negro, no estado do Amazonas, está inserido no Corredor Central da Amazônia pelo Projeto Corredores Ecológicos. O parque é Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco, além de ser umas das 16 unidades de conservação (UCs) federais consideradas prioritárias para estruturação da visitação por parte do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

De grande beleza cênica, o Parque Nacional de Anavilhanas apresenta formações florestais diversas, como floresta ombrófila densa, igapó, campina e campinarana, caatinga-gapó e chavascal, além de ecossistemas fluviais e lacustres. A parte fluvial do parque, com mais de 400 ilhas, aproximadamente 130 km de extensão e em média 20 km de largura, representa 60% da unidade, enquanto a porção de terra firme representa 40%. Cerca de 70 lagos desenham a paisagem com formatos elípticos alongados.


Parque Nacional Viruá

O Parque Nacional Viruá, no estado de Roraima, é a unidade de conservação com a maior riqueza de espécies de vertebrados registradas no Brasil (mais de 1,2 mil espécies), com populações de 119 espécies de mamíferos, 531 espécies de aves, 71 espécies de répteis, 47 espécies de anfíbios e 500 espécies de peixes. A diversidade da flora está estimada em mais de 4 mil espécies. Em 2014, foi a unidade de conservação da Amazônia mais pesquisada e a terceira na taxa anual de recebimento de turistas.

O parque realiza programas de combate ao incêndio, monitoramento da biodiversidade, ecoturismo de base comunitária, controle da caça de tartaruga no rio Amazonas, além de campanhas e programas educativos.


Estação Ecológica de Taim

Na Estação Ecológica de Taim, no Rio Grande do Sul, destacam-se praias, falésias, sistema de banhados e áreas alagadas. É uma das zonas mais ricas em aves aquáticas da América do Sul, contando com espécies residentes, nidificantes e invernantes das zonas mais meridionais e limícolas do neártico.

Por ser um dos remanescentes deste tipo de ecossistema, tem grande valor como patrimônio genético e paisagístico. O banhado do Taim possui uma função muito importante para a manutenção do equilíbrio ecológico da região, como a produção de alimento, a conservação da biodiversidade, a contenção de enchentes e o controle da poluição. Os processos mais importantes nesse ecossistema são a geração de solo, a produção vegetal e a estocagem de nutrientes, água e biodiversidade.





Veja também;








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