quinta-feira, 12 de julho de 2018

Inscrições abertas para capacitação do Fundo Nacional do Meio Ambiente


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01449

Representantes das prefeituras listadas no Anexo I do edital dos fundos nacionais do Meio Ambiente e de Mudança do Clima (edital nº 01/2018/FNMA/FNMC), que visa selecionar propostas para implementação de iniciativas socioambientais dirigidas à redução de vulnerabilidade à mudança do clima em áreas urbanas, podem participar de capacitações que serão realizadas nos próximos dias 17 e 18, em Brasília (DF), 26 e 27, em Salvador (BA), e 2 e 3 de agosto, em Recife (PE). A data limite para o envio das propostas dos municípios ao edital é 11 de setembro.

Somente os municípios listados no Anexo 1 do edital podem participar das capacitações, que serão organizadas pelo Departamento Fundo Nacional do Meio Ambiente (DFNMA). São reservadas vagas para dois representantes de cada município.

Para se inscrever, os interessados devem enviar um e-mail para o endereço edital2018@mma.gov.br, informando o nome completo, CPF, telefone para contato e comprovação de vínculo com a prefeitura. Também devem informar em qual cidade querem se inscrever.


Lançamento

O edital nº 01/2018/FNMA/FNMC foi lançado no dia 18 de junho, em Brasília. A previsão de investimentos é de R$ 5,5 milhões. A iniciativa é uma resposta à sociedade para as demandas colocadas na consulta pública realizada pelo FNMA em 2015. Na ocasião, os participantes indicaram a necessidade de mais investimento no meio ambiente urbano.

O critério de seleção dos municípios aptos a se candidatar segue o Índice de Vulnerabilidade aos Desastres Naturais Relacionados às Secas no Contexto da Mudança do Clima, elaborado pelos ministérios do Meio Ambiente e da Integração Nacional e pela WWF-Brasil, com participação de diferentes instituições. Poderão submeter projetos as cidades identificadas no estudo com classificação da vulnerabilidade alta ou muito alta. A lista com 966 municípios está publicada no edital. A maior parte deles está na região do semiárido brasileiro.

Cada projeto pode ter o valor entre R$ 300 e R$ 500 mil, não reembolsáveis. O prazo de execução é de, no mínimo, 18 meses e, no máximo, de 36 meses. Os temas são Áreas verdes urbanas e gestão de áreas legalmente protegidas; Manejo de água e segurança hídrica; Agricultura urbana, segurança alimentar e nutricional.

De acordo com o edital, cada proposta deve conter estratégias para participação dos municípios e iniciativas ligadas à educação ambiental, no sentido de contribuir com a adoção de hábitos sustentáveis pela população urbana.




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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Dica: WhatsApp promove Prêmio de Pesquisa para Ciências Sociais e Desinformação


Imagem ilustrativa: Whatsapp

Tópico 01448

O WhatsApp lançou um conjunto de prêmios para pesquisadores interessados em explorar questões relacionadas à desinformação no aplicativo. Serão recebidas propostas de qualquer ciência social ou disciplina relacionada que promovam um entendimento sobre o impacto da tecnologia na sociedade contemporânea.

O programa oferecerá prêmios de até US$ 50 mil por proposta de pesquisa selecionada. As inscrições serão revistas por um grupo de pesquisadores do WhatsApp em consulta com especialistas externos. O pagamento será feito à universidade anfitriã ou à organização do candidato como uma doação sem restrições de uso.

Segundo o WhatsApp, cada premiado manterá todos os direitos de propriedade intelectual a seus dados e análises. Funcionários da empresa poderão fornecer orientações, mas os pesquisadores serão responsáveis pela condução do escopo do trabalho.

Além dos montantes dos prêmios, o WhatsApp convidará os premiados a participar de duas oficinas. A primeira fornecerá uma introdução detalhada de como o aplicativo funciona, bem como contexto na área de desinformação aos premiados.

A oficina também permitirá que os participantes recebam comentários do grupo de pesquisadores do WhatsApp e de seus convidados acerca de seus trabalhos. A data provisória para a oficina será os dias 29 e 30 de outubro de 2018, em Menlo Park, na Califórnia, Estados Unidos.

A segunda oficina permitirá que os premiados apresentem suas descobertas iniciais ao WhatsApp e a outros premiados, possibilitando uma oportunidade de contextualizarem seus resultados iniciais entre si. O evento está previsto para acontecer no fim de abril de 2019. O WhatsApp cuidará dos detalhes e arcará com os custos das viagens e acomodações para um representante de cada projeto premiado.

Durante a avaliação das propostas de pesquisa, será dada prioridade àquelas que tratarem das seguintes áreas: 1) Processamento de informações de conteúdo problemático; 2) Informações relativas a eleições; 3) Efeitos de rede e viralidade; 4) Alfabetização digital e desinformação; e 5) Detecção de comportamento problemático em sistemas criptografados.

As inscrições serão recebidas até o dia 12 de agosto e poderão ser feitas preenchendo formulário on-line. Os beneficiários dos prêmios serão comunicados a respeito de suas inscrições por e-mail até o dia 14 de setembro.



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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Ministério do Meio Ambiente e parceiros lançam Semana de Conscientização da Perda e Desperdício de Alimentos e Guia de Hortas Urbanas


Imagem ilustrativa: Agricultura Urbana

Tópico 01447

O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, lançou, nesta terça-feira, a Semana Nacional de Conscientização da Perda e Desperdício de Alimentos, ao lado dos parceiros ONU Meio Ambiente, WWF-Brasil, Embrapa, Ministério do Desenvolvimento Social e Fundição Progresso.

A Semana Nacional de Conscientização da Perda e Desperdício de Alimentos será realizada anualmente, na última semana de outubro, com o objetivo de reduzir as perdas e os desperdícios de alimentos em toda a cadeia produtiva e de consumo. Durante essa semana, os parceiros realizarão ações para despertar, na população, o interesse pelo assunto.

Segundo Edson Duarte, o tema diz respeito às nossas vidas e ao futuro que queremos ter. “Essa campanha traz uma reflexão sobre até onde o planeta sustenta a vaidade humana. O consumo precisa ser consciente”, afirmou.

A secretária de Articulação Institucional do MMA, Rejane Pieratti, convidou os parceiros a unir forças e planejar as ações para outubro, em todo o Brasil. MMA e WWF-Brasil assinarão um Acordo de Cooperação Técnica para integrar a campanha Sem Desperdício da WWF e o Plano de Produção e Consumo Sustentáveis do MMA em ações comuns.

Para o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, mudar as atitudes dos consumidores é fundamental. “Ao combater o desperdício e a perda de alimentos, combate-se também a produção de gases de efeito estufa”, disse. Ele destacou que a campanha estará em sintonia com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 12 (assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis), mas não só. “Dialoga com quase todos os outros 17 ODS, sobretudo com a redução da pobreza, o combate à fome, a agricultura sustentável e redução de emissões”, disse.

O diretor executivo da WWF, Maurício Voivodic, definiu o tema como uma agenda da sociedade. “Um terço da superfície terrestre é usada para produzir alimentos. E um terço desses alimentos é perdido em algumas das etapas da cadeia, 1,4 bilhão de hectares é a área destinada à produção de alimentos que se transformam em desperdício”.


Agricultura urbana

Na ocasião, foi lançado o Pequeno Guia Prático para a Agricultura Urbana. Trata-se de uma cartilha que reúne técnicas, indicações de leitura, mapeamento de iniciativas e outras informações sobre hortas urbanas.

O objetivo do guia é estimular novas ações e valorizar as existentes, inclusive por meio de um mapa interativo que apresenta iniciativas inspiradoras de preservação, recuperação e produção de alimentos nas cidades.

Perfeito Fortuna, administrador da Fundição Progresso desde 1999, contou como aconteceu a horta urbana no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. “Fomos invadidos por uma juventude querendo plantar. O mais necessário é isso: água e comida. O resto é o resto. Então, começamos a plantar flores e descobrimos que podíamos fazer um jardim com plantas comestíveis. Conseguimos um terreno para plantar e começamos a trazer pessoas para dar cursos, como o Ernst Gotsch, que nos ensinou a usar a matéria orgânica das podas das árvores da cidade para recuperar o terreno. Hoje, temos um mutirão para cuidar da horta e uma feira orgânica todas as terças-feiras”.

O guia é uma realização da Fundição Progresso e do Ministério do Meio Ambiente com o apoio da ONU Meio Ambiente, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CBDES) e do coletivo Organicidade.




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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Ministro do Meio Ambiente participa da inauguração de centro que preparará cerca de 50 animais para serem reintroduzidos na Caatinga


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01446

As ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) estão voltando para o Brasil e levando com elas, inclusive, novidades para compartilhar com as comunidades da região de Curaçá, no sertão baiano. Na inauguração do Centro da Associação para Conservação de Papagaios (ACTP, na sigla em inglês), nesta quinta-feira em Berlim, Alemanha, o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, recebeu a notícia de que o centro disponibilizará, inicialmente, 300 mil euros para implementação de Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas (Urad) na região.

"A Caatinga, região da ararinha-azul, passa por uma situação econômica muito difícil. E a sobrevivência da ararinha passa, também, pela melhoria da qualidade de vida das pessoas que ali estão. As URADs são ações muito simples, mas que têm uma efetividade enorme. Elas recuperam a capacidade produtiva das famílias e serão a garantia de vida longa para a ararinha-azul e para todos que moram na região", destacou Edson Duarte.

Martin Guth, presidente da ACTP, reconheceu a importância e a necessidade de implementação dessas unidades e ressaltou que o projeto de reintrodução da ararinha-azul precisa do apoio da comunidade local, já que, no futuro, os moradores poderão ser os "vigilantes" do animal na natureza.

"Temos que apresentar uma proposta que inclua 100% a comunidade porque ela não pode se sentir em desvantagem em relação ao nosso objetivo final que é a reintrodução do animal ao bioma. Essas pessoas têm que se sentir incluídas e parte desse processo", concordou Martin.


Áreas protegidas

O diretor do Departamento de Manejo e Conservação de Espécies do MMA, Ugo Vercillo, explicou que, no final no ano passado, foi atingido o total de 150 arinhas em cativeiro, o que possibilitou que a reintrodução do animal na natureza se tornasse cada dia mais factível. "Outra importante ação para chegarmos aqui hoje foi a criação, em junho deste ano, do Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-azul e da a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-azul. Esse alinhamento possibilitou traçarmos o plano para a soltura do animal a partir de 2019", informou.

O ministro Edson Duarte explicou que a criação das duas unidades na Caatinga faz parte do esforço do governo brasileiro para proteger a biodiversidade do país. De 2016 para cá, o governo criou 14 UCs, sendo dez na área continental, equivalentes a 1,4 milhão de hectares, e quatro na região oceânica. "Além disso, foram ampliadas três UCs, dentre as quais o Parque Nacional da Chapados dos Veadeiros, que teve a área quadruplicada", lembrou o ministro.


Na Caatinga

Visivelmente emocionado durante o ato na ACTP, Edson Duarte contou que nasceu no único lugar do mundo onde viveu a ararinha-azul e que, na juventude, fez uma opção em defesa da Caatinga. "Quando comecei a trabalhar com a ararinha só havia um único exemplar na natureza e um dia ela sumiu. O que eu nunca imaginaria era que eu viraria ministro do Meio Ambiente para vir a Berlim assinar um acordo e fazer com que ela volte a tornar o céu azul do sertão do Brasil, mais azul", disse.

A ararinha-azul é uma espécie endêmica da Caatinga e considerada uma das aves mais ameaçadas do mundo. O declínio da espécie foi atribuído a dois fatores principais: a destruição em larga escala do seu habitat e a captura para comércio ilegal nas últimas décadas. Atualmente, existem 11 ararinhas em território brasileiro. Elas estão no criadouro Fazenda Cachoeira, em Minas Gerais.

Para que os animais sejam recebidos no país, será construído um centro de reintrodução da espécie no município de Curaçá (BA), também com apoio da ACTP e da Fundação Pairi Daiza, da Bélgica.

A parceria entre instituições privadas nacionais e internacionais e o governo brasileiro tem viabilizado diversas ações previstas no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Ararinha-azul, que tem como objetivo o aumento da população manejada em cativeiro e a recuperação e a conservação do habitat de ocorrência da espécie. Esses esforços já possibilitaram que a população de ararinhas passasse de 79 indivíduos, em 2012, para 158 em 2018.


Ambiente Preservado

Para garantir a reintrodução e preservação da espécie, no Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano, 5 de junho, o governo brasileiro criou o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-azul, no município de Curaçá, e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-azul, em Juazeiro (BA). O objetivo dessa iniciativa, além de proteger o bioma Caatinga, é promover a adoção de práticas agrícolas compatíveis com a reintrodução e a manutenção da espécie na natureza.

O Refúgio da Ararinha-azul tem 29,2 mil hectares; e a Área de Proteção possui 90,6 mil hectares. As unidades vão compor um mosaico de UCs para conciliar a conservação de remanescentes de Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro, com o Programa de Reintrodução da Ararinha-azul na natureza, que prevê a soltura dos primeiros exemplares a partir de 2021.

Essas unidades também irão incentivar políticas para a melhoria da qualidade de vida da população local, além de estimular atividades que gerem emprego e renda para a comunidade por meio de projetos de produção sustentável, turismo, conservação e pesquisa.


Recuperação

As Urads (foto ao lado) têm como unidade de trabalho as microbacias hidrográficas e conjugam ações ambientais, sociais e produtivas, com o envolvimento direto das comunidades e prefeituras. Na área ambiental, o projeto prevê a recuperação de área de pastagem degradada por meio de cordões de pedra, terraceamento (técnica de conservação do solo), barragens sucessivas em pedra ou madeira, barragem subterrânea, produção de mudas para replantio e incentivo à Integração de Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF).

Do ponto de vista social, que deve ser integrado ao ambiental, as URADs devem garantir a segurança hídrica, o saneamento básico, fogões ecológicos - diminuem o consumo de madeira e lenha e não geram fuligem - e capacitação. Já as ações produtivas atendem às necessidades das comunidades com incentivo e suporte técnico à avicultura, ovinocultura, apicultura, hortas, artesanato, bordados, horticultura, beneficiamento de frutas, entre outros.

"A ararinha-azul é um catalisador de ações para a conservação da Caatinga e melhoria da renda das comunidades locais. Assim, a população de Curaçá e entorno ajudará a proteger a espécie para que nunca mais volte a desaparecer", destacou Ugo Vercillo.




Veja também;






Fonte: Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo.

Tópico elaborado e publicado pelo Gestor Ambiental MARCELO GIL.


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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Fapesp e a Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO) lançaram nova chamada de propostas para a seleção e financiamento de pesquisas colaborativas


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01445

A FAPESP e a Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO) lançaram nova chamada de propostas para a seleção e financiamento de pesquisas colaborativas.

“Restauração de ecossistemas” é o tema da chamada, que tem a Mata Atlântica brasileira como estudo de caso. Os projetos deverão se concentrar em serviços ecossistêmicos, uso de paisagem multifuncional e biodiversidade, com o objetivo final de contribuir para a efetiva restauração e uso sustentável da Mata Atlântica.

Propostas devem ser escritas em conjunto por pesquisadores associados a instituições de ensino superior ou de pesquisa no Estado de São Paulo e, na Holanda, por pesquisadores de universidades ou institutos de pesquisas holandeses elegíveis para financiamento pela NWO.

Espera-se que as atividades de pesquisa sejam conduzidas nos dois lados – inclusive com o intercâmbio de pesquisadores – e que os projetos e as contribuições intelectuais sejam equivalentes entre o Estado de São Paulo e a Holanda.

As propostas deverão ser de parcerias balanceadas, não especificamente em termos monetários, mas com compromisso e esforços em pesquisa equivalentes nos dois lados. Pesquisadores elegíveis no Estado de São Paulo deverão seguir as normas das modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular, Auxílio à Pesquisa – Projetos Temáticos ou Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.

Antes de elaborar seus projetos, os pesquisadores deverão consultar a FAPESP quanto à elegibilidade para apoio nos termos das modalidades descritas acima. As consultas de elegibilidade serão recebidas até 15 de agosto de 2018. Apenas pesquisadores considerados elegíveis poderão submeter propostas.

A data-limite para submissão das propostas é 15 de setembro. A chamada de propostas está publicada em: www.fapesp.br/11822.




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segunda-feira, 25 de junho de 2018

FAPESP: Expedições à Amazônia revelam novas espécies de sapos, lagartos, aves e plantas


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01444

A ideia de passar um mês rodeado pelos barulhos da floresta tropical, sem sinal de internet ou chuveiro com água quente, dormindo em redes ou em barracas e trabalhando das cinco horas da manhã à meia-noite até mesmo nos fins de semana pode parecer estressante para muitas pessoas. Mas para o zoólogo Miguel Trefaut Rodrigues esse tipo de viagem é a coisa mais relaxante do mundo.

Nos últimos meses, o professor do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP) liderou duas expedições científicas a regiões praticamente inexploradas da Amazônia. São dois os objetivos principais: expandir o conhecimento sobre os padrões evolutivos da biota neotropical e desvendar, por meio dos estudos com esses animais e plantas, as relações que a floresta atlântica e a Amazônia tiveram no passado.

Cada viagem durou cerca de 30 dias e mobilizou ao menos 10 pesquisadores de diferentes especialidades, além da equipe de apoio logístico. O custo foi financiado pela FAPESP, por meio de projetos coordenados por Rodrigues e por sua colega do IB-USP Cristina Miyaki – ambos realizados no âmbito do Programa BIOTA-FAPESP.

Na primeira expedição, foram coletados mais de 700 exemplares de 104 espécies diferentes, entre répteis, anfíbios, pequenos mamíferos, aves e plantas. O material ainda está sendo analisado, mas acreditamos que será possível descrever várias espécies novas. Na segunda viagem, foram coletados mais de mil espécimes de aproximadamente 110 espécies – a maioria de lagartos”, contou Rodrigues em entrevista à Agência FAPESP.

Realizada entre os meses de outubro e novembro de 2017, a primeira expedição foi concentrada na região do Pico da Neblina – o ponto mais alto do Brasil, situado a 2.995 metros acima do nível do mar em uma unidade de conservação integral da natureza perto da fronteira com a Venezuela.

Como parte do Parque Nacional do Pico da Neblina se sobrepõe ao território pertencente aos índios Yanomami, os pesquisadores necessitaram de autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Exército para conduzir o trabalho de campo.

Foi uma longa negociação. Estivemos a ponto de desistir, mas conhecer a fauna da região mais alta do Brasil era um desejo de muitos anos”, contou Rodrigues.

Ao final, decidiu-se que a expedição ocorreria sob a tutela e com o apoio logístico do Exército, que mantém um batalhão de apoio aos Yanomamis na comunidade de Maturacá, distante 150 quilômetros do município de São Gabriel da Cachoeira.

O grupo seguiu de Manaus para Maturacá, onde permaneceu durante 15 dias para as primeiras coletas. A segunda metade do trabalho de campo foi conduzida no alto do Pico da Neblina.

Sabemos que em altitudes superiores a 1.700 metros prevalecem paisagens que não têm absolutamente nada a ver com a Amazônia atual: são campos abertos e com clima muito mais frio que o da floresta, possivelmente parecido com o que imperava na América do Sul durante os períodos mais frios do Quaternário [aproximadamente de 2,6 milhões de anos até cerca de 10 mil anos atrás]”, disse o pesquisador.

Entre os 700 espécimes coletados, o grupo identificou 12 espécies novas só de sapos e lagartos – além de uma pequena coruja nunca antes descrita pela ciência.

Em relação às plantas, por enquanto, já foi identificada uma espécie nova. Mas acredito que haja pelo menos uma dezena. São grupos complexos e têm de ser avaliados por especialistas. Os pequenos mamíferos também ainda estão sob análise e muito possivelmente teremos boas surpresas”, disse Rodrigues.

Segundo o pesquisador, o material coletado não servirá apenas para a descrição das novas espécies. Também permitirá entender padrões evolutivos e filogeográficos da fauna sul-americana.

Vários grupos de animais estão sendo estudados sob o ponto de vista genético, morfológico e fisiológico. Alguns desses estudos ajudarão a avaliar o risco de extinção dessas espécies caso a temperatura desses locais se eleve nos próximos anos”, disse.

Já foi possível observar, por exemplo, que as espécies presentes no Pico da Neblina não têm qualquer relação de parentesco com a biota encontrada nas demais regiões amazônicas. Na avaliação de Rodrigues, tal fato indica que a floresta ainda não estava ali quando o complexo maciço que abriga a montanha se formou.

Isso é importante, pois sugere uma possível relação da biota do Pico da Neblina com a existente nos Andes, na floresta atlântica e outros biomas. Evidências para isso já temos. Uma das espécies de lagartos que encontramos, o papavento Anolis neblininus, faz parte de uma radiação que abrange espécies andinas e das montanhas da floresta atlântica, no Sudeste do Brasil”, disse.


A barreira fluvial

A segunda expedição amazônica foi realizada entre abril e maio de 2018, desta vez sem o apoio do Exército. “Tivemos de alugar um barco – a única maneira de se deslocar pela floresta. Passamos um mês dormindo em redes dentro do barco, onde também fazíamos todas as refeições e montamos nosso laboratório. Em cada ponto diferente do rio era necessário contratar um guia local. O Rio Negro é cheio de pedras e é muito fácil acontecer um acidente”, contou Rodrigues.

O grupo navegou de Manaus até cerca de 80 quilômetros acima do município de Santa Isabel do Rio Negro – passando pela região em que o Rio Branco desemboca suas águas barrentas no Rio Negro. Espécimes foram coletadas em diferentes pontos desse trajeto, em ambas as margens.

Por sua baixa densidade e alta acidez, o Rio Negro é considerado pobre do ponto de vista faunístico. Queríamos estudar a influência das águas do Rio Branco na diversidade e abundância de espécies. Outro objetivo foi entender o papel do Rio Negro como barreira geográfica para a diferenciação das espécies. Por isso coletamos em ambas as margens”, explicou Rodrigues.

Armadilhas feitas com baldes e lonas de plástico foram instaladas na mata para capturar pequenos animais – sobretudo répteis e anfíbios. A linha de pesquisa coordenada por Rodrigues tem como objetivo entender a evolução de cobras, lagartos, sapos e pererecas da fauna sul-americana.

São animais extremamente interessantes do ponto de vista ecossistêmico, pois formam a base da cadeia alimentar. E, nesta segunda expedição, conseguimos uma coleta espetacular, mais de mil exemplares”, disse o pesquisador.

O número elevado de espécimes coletado foi necessário para atender a um dos objetivos da segunda expedição: desvendar os mecanismos de origem de um complexo de espécies de lagartos partenogenéticos do gênero Loxopholis, ou seja, espécies formadas apenas por fêmeas que se reproduzem assexuadamente.

Esse projeto, conduzido por dois pós-doutorandos supervisionados por Rodrigues – Sérgio Marques de Souza e Tuliana Oliveira Brunes –, também procura compreender por que essa região da Amazônia concentra um alto número de lagartos partenogenéticos.

Coletamos lagartos do gênero Loxopholis em muitos pontos diferentes. Em algumas dessas populações conseguimos encontrar machos. Existem populações bissexuais e outras formadas apenas por fêmeas com cariótipos diploides e triploides [formados por dois ou três conjuntos de cromossomos, diferentemente dos gametas sexuais humanos que possuem apenas um conjunto cromossômico]”.

Também foram coletados lagartos arborícolas do gênero Anolis com o intuito de investigar a evolução dessas espécies na América do Sul – objetivo do projeto de pós-doutorado de Ivan Prates, que atualmente é bolsista da Smithsonian Institution, nos Estados Unidos.

Durante a viagem, o grupo descobriu em três locais diferentes do Rio Negro espécies partenogenéticas pertencentes a outro gênero de lagartos: Gymnophthalmus.

Curiosamente, encontramos esses animais em pontos mais estreitos do rio, sobre dunas de areia que testemunham uma época em que o Rio Negro tinha um clima muito mais seco que o atual. Vamos comparar a amostragem feita em cada margem e avaliar se é a mesma espécie partenogenética ou se são clones diferentes e quando se separaram. Isso vai contribuir para compreender a história do Rio Negro”, disse Rodrigues.

Apesar de ainda ter pela frente um vasto material a ser analisado, a equipe da USP já planeja a próxima expedição à Amazônia, que deve contar novamente com apoio do Exército. Desta vez o objetivo é amostrar a fauna dos altos campos do Parque Nacional de Pacaás, em Rondônia, juntamente com o time de parasitologistas do professor Erney Plessman de Camargo, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.




Créditos do vídeo a FAPESP




Veja também;






Fonte: Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo.

Tópico elaborado e publicado pelo Gestor Ambiental MARCELO GIL.


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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Redirecionamento estratégico altera realização da Ecomondo Brasil para 2019


Imagem ilustrativa. Divulgação: Revista Meio Ambiente, Indústria e Sustentabilidade

Tópico 01443

O grupo internacional investidor da Ecomondo Brasil– Feira Internacional de Soluções Sustentáveis para o Meio Ambiente, IEG – Italian Exhibition Group e Senaf, em virtude de redirecionamento estratégico alterou a realização da feira para 2019, em data a ser comunicada para o mercado em breve.

A decisão foi tomada após consultas junto aos parceiros do grupo, em especial a ABRELPE – Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, que destacaram o momento desfavorável para alcançar os objetivos propostos para a Ecomondo na sua primeira edição no Brasil.

Como promotores de eventos e fomentadores do mercado da sustentabilidade no Brasil, assumimos este posicionamento cientes da responsabilidade e do compromisso que temos com a entrega de uma exposição inovadora e, principalmente, geradora de oportunidades e resultados efetivos para nossos clientes”, declara Renato Cordeiro, project manager da Ecomondo Brasil.

Diante dessa decisão, Cordeiro agradeceu pelo apoio que os parceiros, apoiadores e clientes deram e continuam dando nesta decisão e na preparação da Ecomondo Brasil. “Nossos agradecimentos, principalmente ao Comitê Cientifico e a sua Presidente Profa. Tatiana Tucunduva, pelo ótimo trabalho desenvolvido com o programa do SISSMA –Simpósio Internacional de Soluções Sustentáveis para o Meio Ambiente. Vamos aguardar todos na edição de 2019”, ressaltou.




Veja também;






Fonte: Revista Meio Ambiente, Indústria e Sustentabilidade.

Tópico elaborado e publicado pelo Gestor Ambiental MARCELO GIL.


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