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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

IBAMA - Emergências Ambientais ganham regulamento


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 1066

O presidente do Ibama, Volney Zanardi Júnior, aprovou, na última semana, o Regulamento Interno das Emergências ambientais. Trata-se de uma norma que estabelece os procedimentos para atuação do Ibama na realização de ações de gestão de riscos, preparação e atendimento aos acidentes e emergências ambientais. O texto traz detalhes a respeito dos procedimentos operacionais, administrativos e logísticos, além de repartir competências entre gestores e servidores.

Está definido, por exemplo, que a Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro/Ibama), por meio da Coordenação Geral de Emergências Ambientais(Cgema), formulará estratégias anuais próprias, com metas, previsão orçamentária, recursos humanos e material a ser empregado, de acordo com as diretrizes estabelecidas no Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental (Pnapa).

Um ponto da norma que merece destaque é a criação dos agentes de Emergências ambientais, que serão designados por meio de portaria do presidente do Ibama entre os servidores que participarem de um curso de formação específico e que alcançarem o aproveitamento necessário. O documento é leitura obrigatória para todos os envolvidos com o assunto.


Políticas ambientais - novos estímulos

A assinatura de três documentos pelo presidente do Ibama, promete impulsionar ainda mais a qualidade dos trabalhos que vêm sendo entregues à sociedade pelas diversas diretorias da casa.

Durante a solenidade de abertura do Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental (PNAPA), Volney Zanardi Júnior firmou o Regulamento Interno das Emergências Ambientais, que estabelece os procedimentos para atuação do Ibama na realização de ações de gestão de riscos, preparação e atendimento aos acidentes e emergências ambientais. O presidente também assinou duas instruções normativas de grande importância para a agenda ambiental.

A primeira modifica a destinação dos bens apreendidos pelo Ibama. A segunda cria o Sistema Nacional de Gestão Florestal, o Sinaflor, um sistema informatizado que controla a madeira, o carvão e outros produtos e subprodutos florestais desde sua origem, integrando dados de todos os entes federativos. “Estamos aumentando nossa capacidade de coordenação e agregando ferramentas que serão fundamentais para o sucesso das políticas ambientais que visamos implementar”, pontuou Volney.

Compuseram a mesa, além do presidente do Ibama, o diretor de Criação e Manejo do ICMbio, Sérgio Brant, o representante da Funai, Paulo Roberto Azevedo, o coordenador-geral da Polícia Fazendária da Polícia Federal, delegado Bráulio Galloni, e a representante da Força Nacional, Capitã Eliana Andrade.

O PNAPA é realizado todos os anos pela Diretoria de Proteção Ambiental, que utiliza o planejamento como instrumento para a definição de objetivos, ações e estratégias diretamente relacionados com o emprego de recursos financeiros, pessoal e infraestrutura de forma eficiente, de modo a obter os melhores resultados possíveis em suas atividades institucionais.



Fonte: IBAMA.



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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

ESPECIAL STJ: Hidrelétricas sofrem com a falta de chuva e com muitas ações na Justiça


Imagem ilustrativa

Tópico 1065

O ano de 2014 foi marcado por uma estiagem atípica, apagões em determinadas regiões e reservatórios que operam abaixo da capacidade máxima. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os níveis de armazenamento dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, regiões responsáveis por 70% de toda a energia consumida no Brasil, estão com somente 16,1%.

O Ministério de Minas e Energia garante que o sistema elétrico brasileiro está equilibrado, apesar das adversidades climáticas que o país enfrenta. Também anunciou a realização de leilões de energia para assegurar o pleno atendimento da demanda futura.

Uma das ações implementadas pelo Governo Federal foi a licitação da Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. Quando pronta, o empreendimento será a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da chinesa Três Gargantas e da binacionala Itaipu.

A construção de uma hidrelétrica não é empreitada simples e por isso pode envolver diversas questões judiciais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem atuado para resolver, à luz da legislação federal, os diversos impasses que acontecem no setor energético.


FID

Em outubro deste ano, a Corte Especial analisou um pedido de suspensão de liminar e de sentença (SLS 1.911)da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) relacionado à apuração do Fator de Indisponibilidade (FID) da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia. O FID é um percentual e indica o quanto de tempo a usina deve estar apta a gerar energia para atingir o montante de energia vendido na licitação.

No caso da UHE Santo Antônio, o índice é de 99,5%. Porém, a disponibilidade média apurada tem sido em torno de 90%. O contrato de concessão prevê que se o índice de disponibilidade for inferior ao considerado no cálculo da energia assegurada, a usina estará sujeita à aplicação do Mecanismo de Redução da Energia Assegurada (MRA), ocasionando perda de receita. É uma espécie de penalidade aplicada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse valor já estaria em R$ 1,2 bilhão.

A Corte confirmou decisão da presidência que suspendeu liminares do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que havia afastado provisoriamente qualquer exigência decorrente da apuração do FID relativo ao período de motorização da hidrelétrica, com posteriores adaptações a respeito do repasse dos créditos e da transferência dos débitos relacionados.

O STJ atendeu ao pedido da Aneel por entender que as decisões trariam lesão à ordem pública. Além disso, levou em consideração o risco do efeito multiplicador que pode ter uma modificação artificial das “regras do jogo” para uma única hidrelétrica em detrimento de todo o sistema. “Isso traz insegurança jurídica e administrativa, com graves reflexos para o setor, podendo onerar terceiros e a própria sociedade com eventuais repasses decorrentes dos custos da falta de performance da agravante”, afirmou o ministro Francisco Falcão.


Desapropriação

Os reservatórios responsáveis pelo acúmulo de água, que garantem o funcionamento das usinas hidrelétricas, interferem diretamente nas propriedades que margeiam os rios a serem barrados.

A desapropriação dessas áreas gera indenização não só pela perda da propriedade, mas também de atividades que comprovem sua viabilidade econômica. Quando a perda dessa viabilidade não é comprovada, o proprietário só é indenizado pelas terras que foram alagadas.

Foi o que aconteceu no recurso (Ag 1.402.206) em que se discutia a possibilidade de indenização da cobertura vegetal de imóvel desapropriado para a implantação da UHE Balbina, no Amazonas. A Segunda Turma manteve decisão que excluiu do valor da indenização a parcela referente à cobertura florística do imóvel expropriado diante da impossibilidade de sua exploração econômica.

De acordo com o ministro Herman Benjamin, relator do caso, a indenização não incide, já que o expropriado não demonstrou a viabilidade econômica da exploração da cobertura vegetal no imóvel desapropriado.


Ambiente danificado

O impacto ambiental também é levado em consideração quando se pensa na implementação de uma usina. Segundo a Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) 1/86, barragens para fins hidrelétricos acima de 10MW dependem de elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).

Contudo, em construções mais antigas, como a UHE Chavantes, administrada pela Duke Energy Internacional Geração Paranapanema S/A, esse tipo de estudo não era usual.

A Primeira Turma suspendeu decisão que determinou que a concessionária elaborasse um estudo de impacto ambiental (REsp 1.172.553). Contudo, a concessionária foi obrigada a realizar uma perícia técnica para analisar os impactos físicos e econômicos decorrentes das atividades desenvolvidas pela usina.

Para o relator, ministro Arnaldo Esteves Lima, é sem nexo a realização de prévio estudo ambiental num empreendimento que está em atividade desde 1971, isto é, há 43 anos. O estudo deveria ter sido realizado antes do licenciamento ambiental da obra ou da atividade.


Reparação de danos

A reparação dos danos causados pela construção de usinas também é alvo de decisões no Tribunal da Cidadania. A Segunda Turma, ao analisar um recurso (REsp 1.056.540) de Furnas Centrais Elétricas S/A, entendeu que a responsabilidade por danos ao meio ambiente, além de objetiva, não exigindo a comprovação de culpa, é também solidária.

Com isso, foi mantida a condenação da empresa a reparar, junto com a Alvorada Administração e Participações S/A, danos causados em razão da construção da usina hidrelétrica no Rio Paranaíba, em Goiás.

A responsabilidade por um dano recairá sobre todos aqueles relativamente aos quais se possa estabelecer um nexo de casualidade entre sua conduta ou atividade e o dano, ainda que não tenha havido prévio ajuste entre os poluidores”, afirmou a relatora, ministra Eliana Calmon. Observou, ainda, que de acordo com o artigo 942 do atual Código Civil, a solidariedade pela reparação do dano alcança a todos, independentemente de ação conjunta.

Para a execução das obras da barragem, há mais de 30 anos, foi retirada toda a camada superficial do solo, deixando exposto o subsolo da área da Fazenda Bom Jardim/São Fernando, situada no município de Itumbiara (GO). Na ação civil pública, o Ministério Público estadual pedia que Furnas e Alvorada fossem condenadas a recuperar toda a área degradada e a indenizar os danos.

Quanto à UHE Porto Primavera, a Terceira Turma (REsp 1.330.027)determinou que a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), concessionária responsável, comprovasse que a construção da usina não causou dano aos pescadores da região. Eles alegavam que desde 1988, com a edificação da hidrelétrica, houve uma drástica diminuição dos peixes.

O relator, ministro Villas Bôas Cueva, afirmou ser de conhecimento geral que a construção de reservatórios para geração de energia elétrica exige estruturas imensas, que represam grande volume de água e reestruturam os rios, afetando a pesca. Segundo ele, isso é indiscutível.

Para Cueva, a questão se resume à análise do direito ambiental aplicável. Apontou que a responsabilidade é objetiva quanto aos danos causados ao meio ambiente, dispensada a análise de culpa ou dolo da concessionária. O ministro acrescentou, ainda, que o princípio da precaução também se aplica ao caso.

Por esse princípio, o meio ambiente tem em seu favor o benefício da dúvida diante da falta de provas científicas sobre o nexo causal entre certas atividades e o efeito ambiental negativo.

Nesse contexto, portanto, bastando que haja um nexo de casualidade provável entre a atividade exercida e a degradação, como foi o caso dos autos, deve ser transferido para concessionária todo o encargo de provar que sua conduta não ensejou riscos para o meio ambiente, bem como a responsabilidade de indenizar os danos causados”, concluiu o relator.


Julgamentos pedentes

Recentemente, a Primeira Seção (MS 20.432) começou a analisar o pedido da Cemig Geração e Transmissão S/A para prorrogar a concessão de uso da Usina Hidrelétrica de Jaguará, em Minas Gerias, por mais 20 anos.

No mandado de segurança, a Cemig questiona decisão do ministro de Minas e Energia que negou o pedido de prorrogação por entender que a legislação superveniente teria revogado a cláusula contratual do Contrato de Concessão 7/97. O julgamento foi suspenso após o pedido de vista do ministro Benedito Gonçalves. O recurso está pautado para a próxima quarta-feira (10).


Indenização trilhonária

Outro julgamento que movimentou o STJ foi o recurso (REsp 1.485.802) que discute se a Mendes Júnior Engenharia S/A comprovou ter destinado recursos captados no mercado financeiro à construção da Usina Hidrelétrica Itaparica, em Pernambuco, na década de 80, em razão de a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) ter atrasado o pagamento de algumas faturas do contrato da referida obra.

O valor atualizado do suposto crédito de empreiteira seria aproximadamente de R$ 20 trilhões, segundo a União. O relator, ministro Sérgio Kukina, manteve decisão de segunda instância que julgou improcedente o pedido da Mendes Júnior por entender que a empreiteira não demonstrou que os valores foram aplicados na construção da usina.

O caso está sendo analisado pela Primeira Turma. O julgamento foi suspenso após o pedido de vista do ministro Benedito Gonçalves e não há data prevista para sua retomada.



Fonte: Superior Tribunal de Justiça.

Processos de referência: SLS 1911 Ag 1402206 REsp 1172553 REsp 1330027 REsp 1056540 MS 20432 REsp 1485802. 



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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

SciELO anuncia medidas para internacionalização de periódicos científicos produzidos no Brasil


Imagem ilustrativa - logo da SciELO

Tópico 1064

Com o objetivo de contribuir para a internacionalização dos periódicos científicos produzidos no Brasil, a biblioteca eletrônica SciELO (sigla de Scientific Eletronic Library On Line), mantida pela FAPESP, anunciou novos critérios para indexação em sua plataforma.

O anúncio foi feito durante a 4ª Reunião Anual da SciELO, realizada no dia 2 de dezembro, na sede da FAPESP. De acordo com Abel Laerte Packer, diretor do programa SciELO, as medidas anunciadas devem levar a uma progressiva reconfiguração dos periódicos do Brasil e das pesquisas que comunicam no contexto internacional da ciência.

A ciência é, por natureza, internacional. Um esforço que o Brasil vem fazendo em geral – e a FAPESP em particular – é o de dar visibilidade à pesquisa que o país faz, aumentando a colaboração internacional. E nisso os periódicos brasileiros deverão cumprir um papel importante, não só no fortalecimento da presença lá fora como também trazendo autores internacionais e artigos de bom nível para os periódicos do Brasil”, disse Packer à Agência FAPESP.

Os critérios servem para a indexação de novos periódicos e para a permanência dos que já compõem a coleção SciELO Brasil. Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, a internacionalização refletirá no impacto das publicações.

É um esforço que, somado a outros, contribuirá para a inserção dos nossos pesquisadores no contexto internacional da ciência, aumentando sua competitividade. Nossa produção científica cresce consideravelmente e o desafio agora é aumentar seu impacto”, disse Brito Cruz durante a reunião.

As medidas anunciadas abrangem critérios relacionados com a gestão dos processos editoriais, a afiliação dos autores dos artigos e o idioma de publicação, com prazos definidos por área do conhecimento.

A implementação das medidas será avaliada com base em indicadores relacionados à evolução da porcentagem de artigos publicados em inglês e de autores com afiliação estrangeira, além do aumento da proporção de pesquisadores de outros países que exerçam as funções de editores associados e pareceristas.

Também será avaliado o número de downloads originários do Brasil e do exterior, a quantidade de citações por artigos concedidas por autores estrangeiros, tendo o SciELO Citation Index como fonte de referência de cálculo, e a evolução da presença nas redes sociais, com base no índice da Altmetric.com.


Metas por áreas

Os valores de referência utilizados na avaliação da internacionalização dos periódicos foram definidos pelo Comitê Consultivo da SciELO, divididos por áreas temáticas, e sua adoção tem diferentes prazos, variando de um a cinco anos.

Cada área tem suas idiossincrasias, seus objetivos e legados históricos, então os critérios foram, na medida do possível, adaptados à realidade de cada uma delas e às tendências observadas nos últimos anos”, explicou Packer. As publicações são divididas em oito grandes áreas: Agrárias; Biológicas; Engenharias; Exatas e da Terra; Humanas; Linguística, Letras e Artes; Saúde; e Sociais Aplicadas.

A partir de janeiro de 2016, os periódicos indexados deverão atender às porcentagens mínimas esperadas de editores associados ativos com afiliação institucional no exterior, segundo a área temática.

Para os de Ciências Agrárias, por exemplo, o mínimo é de 20% e o recomendado é de 30%. Já para os de Ciências Sociais Aplicadas, o mínimo é de 15% e o recomendado, 25%. Somando-se as metas de todas as áreas, a SciELO espera ter todos os periódicos com, no mínimo, 20% de editores associados ativos com afiliação estrangeira.

Os novos critérios incluem ainda porcentagens anuais mínimas esperadas e recomendadas de autores com afiliação institucional no exterior, também por área temática. As metas vão de 15%, para Ciências Agrárias, a 30%, para Biológicas, Engenharias, Exatas e da Terra. Assim, a SciELO espera chegar a até 35% de autores com filiação estrangeira.

O idioma em que os artigos são publicados também foi contemplado pelas mudanças. Os trabalhos devem conter título, resumo e palavras-chave no idioma original do texto e em inglês. “O modelo da SciELO permite a publicação simultânea em dois ou mais idiomas. Os periódicos devem maximizar o número de artigos originais e de revisão em inglês com vistas à sua internacionalização”, disse Packer.

Os periódicos da área da Saúde, por exemplo, deverão ter pelo menos 80% de seus artigos originais e de revisão em inglês. Somando-se as metas de todas as áreas, a SciELO espera ter 75% das publicações nessas condições.


Profissionalização

Rogerio Meneghini, diretor científico da SciELO, explicou que os novos critérios de indexação também têm o objetivo de garantir a sustentabilidade dos periódicos. “As metas foram elaboradas com o objetivo de acelerar a profissionalização dos periódicos e torná-los sustentáveis em médio e longo prazo, num cenário de crescente competitividade internacional”, disse.

Dessa forma, além de artigos, os novos critérios contemplam outros documentos publicados pelos periódicos, como editoriais. Foi definido pela SciELO que, a partir de 2015, somente serão indexados, publicados e incluídos nas métricas de desempenho dos periódicos da coleção documentos que apresentem conteúdo científico relevante.

Dessa forma, os documentos deverão apresentar conteúdo científico que justifique sua indexação, incluindo dados de autoria, afiliação institucional, referências bibliográficas e informações com potencial para receber citações.

Além dos editoriais, serão indexados, publicados e incluídos nas métricas de desempenho da SciELO documentos como adendos, artigos de pesquisa, artigos de revisão, cartas, coleções, comentários de artigo, comunicações breves, discursos, discussões, erratas, introduções, normas, relatos de caso, resenhas críticas de livro, respostas e retratações, entre outros.

Não serão considerados anúncios, calendários, chamadas, livros recebidos, notícias, obituários, reimpressões, relatórios de reunião, resumos, revisões de produto, teses e traduções.


Plano de divulgação

Todos os periódicos SciELO devem operar com apoio de um sistema de gestão on-line até o final de 2015. Isso deverá tornar mais eficiente o processo de avaliação, diminuir o tempo entre a submissão e o parecer final, permitir que as partes envolvidas acompanhem o processo de avaliação e obter registros e estatísticas de controle do fluxo de gestão dos manuscritos.

Também recomendamos a disponibilização dos dados das pesquisas utilizados nos artigos em repositórios de acesso aberto, contribuindo para que os trabalhos sejam replicados e para que aumente a visibilidade e as citações”, disse Meneghini. A disponibilização dos dados passará a ser critério de avaliação a partir de 2015.

Os novos critérios para avaliação da profissionalização dos periódicos contemplam ainda a comunicação social das publicações. A partir de julho de 2015 será exigido pela SciELO um plano operacional de marketing e divulgação, incluindo a gestão de contatos de pesquisadores potenciais, autores e usuários nacionais e internacionais e leitores, entre outros públicos, e a produção de press releases de cada novo número ou de novos artigos selecionados.

Também esperamos que, a partir dessa data, os periódicos comuniquem suas novas pesquisas nas redes sociais, podendo inclusive utilizar os canais da SciELO nesses ambientes, como o Blog SciELO em Perspectiva. É um esforço em diversas frentes que vai elevar nossos periódicos a um novo patamar e, em última instância, contribuir com a evolução da ciência no Brasil e no mundo”, orientou Packer.

O documento com os novos critérios para admissão e permanência de periódicos científicos na coleção SciELO Brasil, assim como a política que orientou sua elaboração e os procedimentos exigidos, está disponível em; www.scielo.br/avaliacao/avaliacao_pt



Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.



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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cities worldwide are shifting focus to resilience and renaturing


Illustrative image - city of Barcelona

Tópico 1000

The ideas of renaturing cities and making them more resilient is gradually creeping up the international agenda. This week it was announced that 35 cities have joined the Rockefeller Foundation's Resilient Cities project, while a successful EU conference in Milan has just finished, which heard many examples of cities throughout Europe that are hosting regeneration projects.

The Rockefeller foundation made the announcement in Singapore, having chosen the 35 cities from applications by 331 cities across 94 countries. These cities ranged in size from 50,000 to over 10 million in population and almost 70% of them came from the developing world.

Of these 35 were picked, bringing the total population of the cities in the network to over 700 million. The Rockefeller Foundation's project is called the 100 Resilient Cities Network and is now two thirds of its way through appointing the network's members. The final tranche will be announced in a year's time.

Among the winners are a historic safe haven for refugees and religious minorities in the Middle East that is innovating to address everything from droughts to floods; and one of the biggest industrial and commercial centers in South Asia that is grappling with the importance of how to take preparedness beyond disaster response to deal with challenges ranging from solid waste management to tsunamis.

These cities will receive support to host a Chief Resilience Officer, who will work across government departments to coordinate and oversee the resilience activities, and ensure that resilience is a citywide priority by creating a resilience plan and have access to a platform of services from both private and non-profit sectors and to the experience of the whole network.

The Foundation's Judith Rodin said: "we were blown away by the thought and detail that went into this year's applications, and the dedication that each city demonstrated in confronting its challenges with innovative and collaborative solutions".

The Network is currently seeking to fill positions to support its expansion.

The network defines resilience as enabling "cities to evaluate their exposure to specific shocks and stresses, to develop a proactive and integrated plan to address those challenges, and to respond to them more effectively. Resilience is about making cities better, for both the short and long-term, for everyone".

Judith Rodin, opening the urban resilience summit, said resilient cities "bend not break". “Local data for resilience” will be a key theme for ICLEI's Resilient Cities 2015 conference.

Meanwhile over in Milan, in the conference on Renaturing Cities, Jane Jacobs was throwing light on the importance of inclusion in this process. "Cities have the capacity of providing something for everyone only because and when they are created by everyone," she said.

In this context Stockholm, which promotes the digital inclusion of people over the age of 65, was highlighted as an example of age friendly solutions.

This conference discussed nature-based solutions to making cities more resilient, and inclusive, by being able to provide green spaces for safe, healthy, social activity, for absorbing excess rainfall and pollution, and for producing food.

The EU Conference on "Renaturing Cities: Systemic Urban Governance for Social Cohesion", under the auspices of the Italian Presidency of the Council of the EU, covered research and innovation policies on sustainable urban development, and was attended by scientists, policy makers, the business sector and representatives of the civil society.


Listed by region, the 35 new Rockefeller Foundation resilient cities are:

Africa

Accra (Ghana)
Arusha (Tanzania)
Enugu (Nigeria)
Kigali (Rwanda)


Europe

Athens (Greece)
Barcelona (Spain)
Belgrade (Serbia)
Lisboa (Portugal)
London (UK)
Milan (Italy)
Paris (France)
Thessaloniki (Greece)


Latin America and the Caribbean

Cali (Colombia)
Juarez (Mexico)
San Juan (United States)
Santa Fe (Argentina)
Santiago de los Caballeros (Dominican Republic)
Santiago, Metropolitan Region (Chile)


Middle East

Amman (Jordan)


North America

Boston (United States)
Chicago (United States)
Dallas (United States)
Montreal (Canada)
Pittsburgh (United States)
St. Louis (United States)
Tulsa (United States)


Oceania

Sydney (Australia)
Wellington City (New Zealand)
South, Southeast, and East Asia
Bengaluru (India)
Chennai (India)
Deyang (China)
Huangshi (China)
Phnom Penh (Cambodia)
Singapore (Singapore)
Toyama (Japan)




Source: Urban Gateway.



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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Tapajós Livre: não à construção de hidrelétricas na Amazônia


Imagem ilustrativa - Greenpeace. Clique para ampliar.

Tópico 1062

Com força e determinação, cerca de 60 índios Munduruku se uniram na quarta-feira, dia 26 de novembro a ativistas do Greenpeace para protestar contra a construção do Complexo Hidrelétrico do Tapajós, no Pará. A enorme mensagem foi marcada com pedras na areia de uma praia próxima à cachoeira de São Luiz do Tapajós, local previsto para receber primeira das cinco hidrelétricas planejadas para a região.

Com potência de 8.040 MW, a usina São Luiz do Tapajós chegou a ter seu leilão anunciado para o dia 15 de dezembro, apenas 150 dias após o governo ter requerido ao Ibama a licença ambiental prévia do empreendimento. Quatro dias depois, o Ministério de Minas e Energia teve que voltar atrás e suspender o leilão após pressão do povo Munduruku, que não foi devidamente consultado sobre a obra. Ao todo, o empreendimento prevê cinco hidrelétricas na região, cuja soma da área dos reservatórios ultrapassa o tamanho da cidade de São Paulo. Mas, em vez de carros e concreto, a área a ser alagada é rica em biodiversidade e abriga uma das principais porções de floresta intacta do país, afetando unidades de conservação e terras indígenas. "Às vésperas de mais uma conferência mundial sobre o clima – que pela primeira vez será realizada em um país pan-amazônico, o Brasil insiste em seu plano de barrar todos os grandes rios da Amazônia, ignorando os alertas do clima e negando o direito de consulta prévia, livre e informada aos povos tradicionais da região, que terão seu modo de vida afetado de forma irreversível por essas obras", disse Danicley de Aguiar, da campanha Amazônia, do Greenpeace.

Nós, guerreiros e guerreiras, carregamos as pedras com firmeza para mostrar que não vamos abrir mão do rio. Estamos aqui na praia mostrando pro mundo que queremos sempre o Tapajós livre e vivo, como hoje”, diz Maria Leusa Munduruku.

A gente não quer o rio Tapajós morto, não queremos a floresta morta, nem essas praias mortas, queremos o rio Tapajós vivo”, concluiu ela. O Brasil dispõe de um enorme potencial em outras fontes renováveis, como eólica, solar, biomassa e mesmo energia oceânica. A eólica poderia atender ao triplo da demanda atual por eletricidade e já apresenta o segundo custo mais baixo de geração entre todas as fontes, com preços relativamente próximos às hidrelétricas. A energia solar é a que mais cresce no mundo e os preços vêm caindo consistentemente.

O potencial de geração solar do Brasil poderia abastecer até 10 vezes a necessidade energética nacional. Este ano, o primeiro leilão exclusivamente dessa fonte foirealizado com sucesso, engatando o país na direção certa: a da diversificação da matriz energética, com fontes complementares.

Se pensarmos no cenário de mudanças climáticas, essa aposta cega em uma fonte principal para a geração de energia aumenta enormemente a insegurança energética do país. Com o potencial que tem, o Brasil pode liderar uma verdadeira revolução energética, com a adoção de um circuito de energias limpas que complementam a geração nos meses de estiagem e reforçam a segurança energética do país", explica.



VÍDEO DE REFERÊNCIA


CRÉDITOS DO VÍDEO AO GREENPEACE BRASIL.



Fonte: Greenpeace Brasil.

Matéria indicada pela Pró-Reitora da Unisantos, Profª Me. Roseane Marques da Graça Lopes.



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Polícia Federal e Ibama realizam operação "Ferro e Fogo" para combater crimes ambientais e corrupção de servidores públicos no Maranhão


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 1061

O Ibama e a Polícia Federal deflagraram, ontem (02), a operação “Ferro e Fogo” com o propósito de desarticular uma organização criminosa formada por empresários, servidores públicos da Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão) e do Ibama, por desvio de condutas no desempenho de suas funções públicas e particulares, que atuavam nos municípios de São Luís e em Imperatriz.

A investigação iniciou-se a partir de informações do Ibama que levaram à constatação de diversos ilícitos. O esquema dos envolvidos consistia em pagar propina para os servidores públicos com o objetivo de obter facilidades na tramitação de processos administrativos, fraudar processos ambientais e obter informações privilegiadas sobre as ações de fiscalização, entre outros.

Após a identificação dessas irregularidades, foi instaurado inquérito policial na Polícia Federal, onde foi realizada investigação conjunta entre as duas instituições. Durante as diligências, foi constado o desvio de conduta de um servidor da Sema, de dois ex-superintendentes-adjuntos da Sema e de quinze servidores do Ibama.

A Polícia Federal, com o apoio do Ibama, cumpre dois mandados de prisão preventiva, 21 mandados de prisão temporária, 28 mandados de busca e apreensão e seis de conduções coercitivas de pessoas diretamente envolvidas com os fatos. Os investigados serão indiciados e responderão, na medida de suas culpabilidades, pelos crimes de quadrilha ou bando, concussão, corrupção passiva e ativa, prevaricação, advocacia administrativa e violação de sigilo funcional, cujas penas, somadas, podem chegar a 25 anos de reclusão.

É importante ressaltar que o Ibama preza pela idoneidade de seus servidores e não tolera desvio de conduta em seus quadros, punindo, em sua esfera de ação, qualquer ato ilícito cometido por qualquer um deles. A partir dessa investigação, também serão instaurados processos administrativos para apurar as responsabilidades dos envolvidos.

Tal medida compõe um conjunto de inciativas do Ibama na busca da excelência institucional, juntamente com outras ações de combate às infrações ambientais em todo o Brasil.


Fonte: Instituição Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.



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Ibama autoriza a operação do Parque Eólico Minuano no Rio Grande do Sul


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 1060

O presidente do Ibama, Volney Zanardi Júnior, assinou na segunda-feira (01) a licença de operação do Parque Eólico Minuano, localizado nos municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí, no Rio Grande do Sul.

A unidade conta com 23 aerogeradores, compostos por torres de 78 m de altura e rotor com 97 m de diâmetro, com capacidade de geração de 46 megawatts (MW). Trata-se do parque eólico mais meridional do Brasil, contando com aerogerador localizado a apenas 650 m do extremo sul do país, junto ao Uruguai.

O parque integra o Complexo Eólico Campos Neutrais, da Eletrosul, considerado o maior da América Latina, composto por diversos parques licenciados pelo órgão estadual de meio ambiente (FEPAM), com potência total instalada de 583 MW, suficiente para atender ao consumo de 3,3 milhões de habitantes.

Previamente à implantação do empreendimento, foi executado amplo diagnóstico ambiental, o qual embasou os programas de controle e monitoramento executados durante sua instalação. Por estar inserido em área que conta com espécies ameaçadas de anfíbios e peixes anuais, ações específicas de proteção para estes grupos foram adotadas, incluindo marcação e translocação de indivíduos e alteração da disposição de aerogeradores e acessos internos. Foi preservada a dinâmica hídrica da área, essencial para a manutenção do ecossistema local, sendo que toda a rede de energia interna ao parque, que o liga à subestação, é subterrânea, com cerca de 20 km de extensão.

O transporte do material destinado à construção dos acessos e das grandes estruturas que compõem as torres também não foi esquecido, inclusive, pelo fato de que o único acesso à área atravessa a Estação Ecológica do Taim. Em acordo com aquela unidade de conservação, foram doadas pelo empreendedor câmeras fotográficas, que possibilitarão a avaliação da efetividade das passagens de fauna já existentes sob a BR-471/RS, para avaliação dos atropelamentos no trecho antes e durante a instalação do parque.

Durante a operação do parque eólico, os programas ambientais propiciarão o monitoramento dos impactos às aves e aos morcegos, que incluirá o uso de cães farejadores especialmente treinados para localizar carcaças de animais que venham a colidir com as estruturas.

O licenciamento foi conduzido pelo Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama no Rio Grande do Sul, referência para a tipologia, orientado pela Coordenação de Energia Elétrica Nuclear e Dutos, da Diretoria de Licenciamento Ambiental.



Fonte: Instituição Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.



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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

HISTÓRIA: Arquivo Público do Estado de São Paulo lança dois e-books com acesso gratuito


Imagem ilustrativa das capas dos e-books

Tópico 1059

O Arquivo Público do Estado de São Paulo disponibilizará, no dia 6 de dezembro, dois novos livros eletrônicos com acesso gratuito: Brasileiros e Brasilianistas - Novas Gerações, Novos Olhares e Memória Histórica da Capitania de São Paulo - Edição e Estudo.

A obra Brasileiros e Brasilianistas - Novas Gerações, Novos Olhares reúne os anais do seminário homônimo realizado em 2012 em homenagem à historiadora paulistana Emilia Viotti da Costa. O e-book apresenta o diálogo acadêmico entre brasileiros e brasilianistas sobre diferentes temáticas da história do Brasil.

Foram publicados nove dos dez trabalhos apresentados no seminário, sendo quatro conferências proferidas por pesquisadores da Brown University e da University of Maryland, nos Estados Unidos, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Também há o conteúdo de três mesas-redondas: São Paulo e o Século XIX, Cultura e Consumo e Da Ditadura à Democracia, com participação de representantes do Museu Paulista, da Northern Illinois University, da New York University e da Montclair State University, nos Estados Unidos, e da USP.

Já a obra Memória Histórica da Capitania de São Paulo: Edição e Estudo, de Renata Ferreira Costa, é resultado da dissertação de mestrado da autora em Filologia e Língua Portuguesa na USP, concluída em 2007 e realizada com apoio da FAPESP.

A publicação traz informações sobre o contexto histórico, cultural e linguístico do Brasil do século 18, época em que foi publicada a Memória Histórica da Capitania de São Paulo. Além disso, contém a edição semidiplomática – ou transcrição paleográfica – da obra, produzida pelo então escriturário da Secretaria do Governo de São Paulo, Manuel Cardoso de Abreu (1750-1804).





Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.



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