Powered By Blogger

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Presidente do Superior Tribunal de Justiça prega a redução de impactos ambientais na abertura de seminário


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01504

Estamos aqui para estabelecer um diálogo que favoreça o engajamento inclusivo, a mudança de hábitos, a nacionalização de metas globais, a elaboração de agenda normativa à luz dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o aumento da eficiência administrativa e a redução dos impactos ambientais negativos gerados pelas ações dos órgãos públicos”, afirmou o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, ao inaugurar os trabalhos do VI Seminário de Planejamento Estratégico Sustentável do Poder Judiciário.

Na abertura do evento, na manhã desta quarta-feira (26), Noronha e a representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, assinaram memorando de entendimento para o alcance da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no uso de recursos naturais e na capacitação de servidores.

Segundo Noronha, ao assinar o memorando, o STJ desempenha papel protagonista no compartilhamento de experiências e conhecimentos para a criação de modelos que tornem a administração pública mais eficiente e sustentável.

Para Denise Hamú, o acordo simboliza a ampliação da agenda ambiental no Brasil. “O Poder Judiciário é um parceiro relevante dentro desse contexto de urgência em que operamos. O STJ tem sido um ator importante na disseminação e aplicação da agenda ambiental no país, implementando ações nas áreas de compras públicas sustentáveis, eficiência energética e eficiência no uso dos transportes”, disse ela.

O presidente do STJ destacou que, desde a primeira edição, o seminário tem apresentado resultados substanciais para a construção e a execução de uma política de sustentabilidade para o Judiciário. “A inserção da sustentabilidade como instrumento de governança é medida urgente. A incorporação da variável ambiental na estrutura das atividades do Estado encontra respaldo no princípio constitucional da eficiência, norteador da conduta do gestor e do servidor público”, acrescentou.


Gestão eficiente

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, lembrou que a implantação de um plano de logística sustentável no âmbito do Judiciário é uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), disciplinada na Resolução 201/2015, que estabeleceu as competências das unidades socioambientais nos órgãos e conselhos do Poder Judiciário.

Humberto Martins considerou que "é inadiável a incorporação, à rotina de trabalho da Justiça, de práticas que reduzam ao mínimo os impactos socioambientais, procurando sempre meios de economizar e não desperdiçar os recursos materiais de que dispomos, haja vista a necessidade de gerir os escassos recursos que temos à disposição, em especial em razão da grave crise financeira pela qual passa o nosso país”.

Segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, ministro Dias Toffoli, a adesão do Poder Judiciário aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável tem permitido uma gestão mais eficiente e assertiva, que estimula condutas de trabalho conscientes e contribuem para um Brasil mais sustentável. “Quase todos os tribunais já possuem planos de logística sustentável, por meio dos quais são acompanhados indicadores e metas específicos voltados a garantir maior economicidade e proteção do meio ambiente”, explicou.

Toffoli também destacou o trabalho desenvolvido pelo CNJ na área de desenvolvimento sustentável e afirmou que o seminário promovido pelo STJ é fundamental para concretizar o postulado da dignidade da pessoa humana e a preservação da vida. “O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, está previsto na Constituição Federal e corresponde ao dever imposto ao poder público e à coletividade de defender e preservar para as presentes e futuras gerações”, afirmou.


Práticas sustentáveis

Para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o momento é histórico, pois os painéis do seminário irão discutir com clareza e vivacidade os valores que o sistema de nações civilizadas do mundo moderno defende.

É importante ressaltar a presença dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, porque eles foram abraçados de um modo inédito e singular pelo Poder Judiciário brasileiro. Não é assim em todos os países do mundo, mas o STJ e o CNJ têm abraçado a sustentabilidade ambiental como um valor a ser defendido, protegido e adotado nas práticas internas das próprias cortes. Isso mostra que é possível resolver conflitos entre pessoas, entre pessoas e Estado, entre empresas e pessoas, defendendo o meio ambiente”, ressaltou.

Economizamos milhões, reduzimos nossos danos ambientais e fortalecemos a melhoria de vida dos nossos servidores”, disse o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, ao destacar os trabalhos realizados pelo TCU na área de desenvolvimento sustentável e anunciar a criação de uma rede nacional de sustentabilidade do Poder Legislativo.

O vice-presidente do Superior Tribunal Militar, José Barroso Filho, falou sobre a necessidade de engajamento das pessoas para que as práticas sustentáveis possam ser interiorizadas. “O envolvimento das pessoas é fundamental. Temos de colocar realmente em ação todos os bons propósitos que aprenderemos neste encontro”, disse.

Segundo o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Batista Brito Pereira, o seminário promovido pelo STJ é inspirador. Para ele, a Justiça do Trabalho quer se engajar na agenda proposta pela ONU Meio Ambiente e já está fazendo isso com o uso do processo judicial eletrônico. “O exemplo do Superior Tribunal de Justiça, já no sexto ano de debate do tema sustentabilidade, nos leva a compreender o quanto ainda podemos avançar”, concluiu.


Atendimento jurídico

No primeiro painel do evento foi apresentada uma iniciativa que leva atendimento jurídico gratuito à população de baixa renda paranaense. A coordenadora do programa Justiça no Bairro, desembargadora Joeci Camargo, do Tribunal de Justiça do Paraná, explicou que o projeto foi criado pelo tribunal, em 2003, para desburocratizar o acesso à Justiça. Com foco na Vara de Família, em 2018, o programa atendeu 158 municípios, realizou 35.282 audiências e 9.923 perícias.

Joeci Camargo informou que o projeto itinerante busca descentralizar a Justiça, atuando em demandas como reconhecimento de paternidade e divórcios. Segundo a coordenadora do Justiça no Bairro, o programa está inserido nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com ênfase para educação de qualidade, igualdade de gênero, redução de desigualdades, instituições eficazes e parcerias.

As curadorias são a parte mais bonita do nosso trabalho. Atendemos todas as Apaes do Paraná, porque falar de criança especial é mais fácil, mas é difícil falar do idoso que está abandonado”. A palestrante também lembrou a importância dos atendimentos realizados nos presídios para regularização de documentação dos presos e de seus parentes. Segundo ela, essa é uma forma de ressocializar o condenado.


Compromisso

No painel “A internalização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Poder Judiciário”,a conselheira do CNJ Maria Tereza Uille expôs os desafios da Justiça em seu propósito de direcionar a sociedade para o caminho sustentável. Ela destacou o pioneirismo do Judiciário brasileiro na criação de um comitê interinstitucional, com participação de vários tribunais e atores externos – entre eles o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), articulador da ONU para a Agenda 2030.

Segundo a conselheira, é necessária a construção de metas e indicadores pelo Judiciário, para que seja possível conhecer e comparar onde as políticas públicas estão, ou não, funcionando e, dessa forma, desenvolver planos de ação. “Isso pode impactar profundamente na desjudicialização, pois teremos metas específicas. Talvez seja o momento transformador do Poder Judiciário brasileiro, um marco histórico”, declarou.

Ela lembrou que a participação ativa do Judiciário na Agenda 2030, plano de ação que envolve objetivos e metas universais para a erradicação da pobreza e o desenvolvimento sustentável, é fundamental. “O cidadão espera uma resposta célere do Judiciário; uma resposta social, econômica e ambiental para os nossos problemas. Isso tudo é sustentabilidade”, concluiu.


Metas globais

No último painel da manhã, Enid Rocha da Silva, diretora-adjunta de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, falou sobre a incorporação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos marcos nacionais. Ela apresentou números para traduzir a experiência brasileira na adaptação das metas globais dos ODS ao contexto e às prioridade nacionais.

Durante os dois dias de seminário, magistrados, especialistas em meio ambiente, gestores públicos e pesquisadores debaterão assuntos como a internalização dos objetivos globais no Judiciário e a transversalidade das políticas públicas ambientais como fator de eficiência na administração pública.




************************************************************************************************************************

                                                   
************************************************************************************************************************

 ORGULHO DE SER GRADUADO NA
         


************************************************************************************************************************

Celebrando a marca de trezentas mil visualizações do blog Gestão Ambiental da UNISANTOS.

************************************************************************************************************************

VISITE O SITE OFICIAL DA UNISANTOS. ACESSE : WWW.UNISANTOS.BR

O BLOG GESTÃO AMBIENTAL RETORNARÁ EM BREVE COM NOVOS TÓPICOS.
************************************************************************************************************************

quinta-feira, 20 de junho de 2019

EPM e a Fundação José Pedro de Oliveira promoverão o ‘VII Seminário de Direito Ambiental e licenciamento’


Imagem ilustrativa. Divulgação EPM.

Tópico 01503

Na próxima quinta-feira (27), será realizado em Campinas o VII Seminário Direito Ambiental e licenciamento, promovido pelo Núcleo Regional de Campinas da EPM, em parceria com a Fundação José Pedro de Oliveira.

O seminário terá início às 15 horas e será ministrado durante o “II Fórum Brasil de Gestão Ambiental”, que acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de junho no pavilhão Expo Dom Pedro, localizado na Av. Guilherme Campos, 500, bloco II, Jardim Santa Genebra, em Campinas/SP.

O evento é direcionado agestores de meio ambiente, juristas, servidores públicos federais, municipais e estaduais, estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais da área ambiental e interessados em geral.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia do evento no site www.fbga.com.br (devem ser feitas no Fórum Brasil de Gestão Ambiental). Mais informações com a servidora Pérola Siqueira no telefone (19) 3756-3680 ou pelo e-mail pnsiqueira@tjsp.jus.br

Haverá emissão de certificado.


Programa

15h: Abertura
Juiz Wagner Roby Gídaro – coordenador regional da EPM
Sinval Durigon – presidente da Fundação José Pedro de Oliveira

15h: Cidades sustentáveis, moradia e regularização fundiária
Palestrante: Ivan Castanheiro – promotor de Justiça (MPSP)
Mediador: Wagner Roby Gídaro – juiz coordenador regional da EPM

15h40: Conflitos socioambientais e processos estruturais
Palestrante: Edilson Vitorelli – procurador da República
Mediador: Wagner Roby Gídaro – juiz coordenador regional da EPM

16h10: Debates/perguntas

16h30: Encerramento




************************************************************************************************************************

                                                   
************************************************************************************************************************

 ORGULHO DE SER GRADUADO NA
         


************************************************************************************************************************

Celebrando a marca de trezentas mil visualizações do blog Gestão Ambiental da UNISANTOS.

************************************************************************************************************************

VISITE O SITE OFICIAL DA UNISANTOS. ACESSE : WWW.UNISANTOS.BR

O BLOG GESTÃO AMBIENTAL RETORNARÁ EM BREVE COM NOVOS TÓPICOS.
************************************************************************************************************************

quarta-feira, 19 de junho de 2019

FAPESP: Vírus geneticamente modificado combate câncer de próstata

Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01502

Pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) conseguiram manipular geneticamente um tipo de vírus que, uma vez injetado em camundongos com câncer de próstata, destruiu células tumorais.

O vírus também deixou as células tumorais ainda mais sensíveis ao tratamento com quimioterapia, chegando a eliminar os tumores completamente. Os resultados foram obtidos pela equipe de Bryan Eric Strauss, diretor do Laboratório de Vetores Virais no Centro de Investigação Translacional em Oncologia (CTO) do Icesp, e publicados na revista Gene Therapy, do grupo Nature.

O trabalho contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), no âmbito do Projeto Temático “Terapia gênica do câncer: alinhamento estratégico para estudos translacionais”, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Sanofi-Aventis.

No combate ao câncer de próstata, empregamos em camundongos uma combinação de terapia gênica e quimioterapia”. “Escolhemos a via que consideramos com mais potencial de funcionar como supressor de tumores”, disse Strauss. 

Strauss se refere a um gene conhecido como p53, que controla aspectos importantes da morte celular e existe tanto em humanos como em roedores. Em laboratório, o gene foi inserido no código genético de um vírus (da família Adenovírus). O vírus modificado foi, por sua vez, injetado diretamente nos tumores em camundongos.

Primeiramente, implantamos células de câncer de próstata humano e esperamos o tumor crescer. Quando isso ocorreu, injetamos o vírus diretamente na massa do tumor, procedimento repetido várias vezes. Em duas dessas ocasiões, aplicamos também a droga cabazitaxel, usada comumente em quimioterapia, por via sistêmica. Depois disso, observamos os camundongos para verificar se ocorreria ou não o desenvolvimento dos tumores”, disse Strauss.

O experimento fez uso de diversos grupos de camundongos, todos inoculados com células de tumor de próstata. Para verificar a efetividade da terapia gênica, um grupo de animais recebeu um vírus irrelevante – grupo de controle.

Um segundo grupo recebeu apenas vírus que codificavam o gene p53. Um terceiro grupo recebeu somente a droga cabazitaxel e, no último, correspondente a um quarto dos animais, foi injetada uma combinação da droga com o vírus.

Quando as células tumorais foram infectadas pelo vírus modificado, esse penetrou o núcleo da célula – que é onde os genes agem –, comandando a morte celular. O gene p53 foi especialmente eficaz em induzir morte em câncer de próstata.

Os tratamentos individuais com p53 ou com cabazitaxel tiveram um efeito intermediário em termos de controlar o crescimento do tumor. Mas o resultado marcante foi a combinação, que inibiu o tumor totalmente”, disse Strauss.

Os experimentos comprovaram que o vírus modificado, ao infectar as células tumorais, induz a morte dessas células.

A associação da droga com a terapia gênica resultou no controle total de crescimento do tumor. Ou seja, o que se viu foi um efeito aditivo ou até sinérgico. Também pode-se pensar que o vírus com o gene p53 deixou a célula tumoral mais sensível para a ação do quimioterápico”, disse Strauss.

O pesquisador ressalta que ainda não é possível simplesmente injetar o vírus na corrente sanguínea. “Para essa terapia surtir efeito, precisamos injetar o vírus diretamente nas células tumorais”, disse.

Ele lembra que os tumores podem ser controlados usando somente drogas de quimioterapia, mas que a dosagem necessária costuma ser elevada, resultando em efeitos colaterais. Um deles é a queda de glóbulos brancos na circulação. Essa queda é um dos limites para a aplicação desse tipo de quimioterapia, uma vez que prejudica o sistema imune do paciente.

Em nosso estudo, aplicamos bem menos drogas usadas em quimioterapia. A dose foi subterapêutica, ou seja, não suficiente para controlar o tumor, mas fizemos isso para tentar evitar a leucopenia, que é a redução no número de glóbulos brancos”, disse Strauss.

O bioquímico e biólogo molecular californiano de 52 anos vive em São Paulo desde 1998, tendo já trabalhado três anos no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo e 10 anos no Instituto do Coração (InCor), antes de ingressar no Icesp, em 2011. “Foi durante esse tempo que todos os vetores virais que utilizamos foram desenvolvidos. Trata-se de uma tecnologia totalmente brasileira”, disse.


Sistema imune

Destruir as células tumorais com p53 não garante que todas as células cancerosas serão eliminadas, incluindo as metástases. Para melhorar a abordagem, pesquisadores contam com a ativação da resposta imune.

Strauss conta que, se a combinação p53 mais cabazitaxel não for suficiente para ativar o sistema imune, pode ser considerado o uso de um segundo gene aliado ao tratamento com p53.

No caso, foi escolhido o interferon beta, chave para a boa função do sistema imune. Interferon é uma proteína produzida por leucócitos e fibroblastos para interferir na replicação de fungos, vírus, bactérias e células de tumores e estimular a atividade de defesa de outras células.

Tanto o p53 como o interferon beta podem induzir morte nas células tumorais e a união dos dois faz que a morte das células alerte o sistema imune. É a morte imunogênica”, disse Strauss.

Trabalhos anteriores do grupo servem como base para a ideia. Quando a combinação de genes ARF (parceiro funcional de p53) e interferon beta foi inserida no núcleo da célula tumoral, o sistema imunológico dos roedores deixou de reconhecer as células tumorais como pertencentes ao organismo dos camundongos, passando a identificá-las como se fossem agentes externos que devem ser combatidos.

Quando isso ocorre, o sistema imune dos camundongos passa a combater as células tumorais tanto no local do tratamento como em tumores distantes desse local”, disse Strauss.

Nosso objetivo agora é melhorar essas abordagens. Estamos fazendo ensaios para determinar se merecem avançar para a fase de testes clínicos com pacientes humanos”, disse.




************************************************************************************************************************

                                                   
************************************************************************************************************************

 ORGULHO DE SER GRADUADO NA
         


************************************************************************************************************************

Celebrando a marca de trezentas mil visualizações do blog Gestão Ambiental da UNISANTOS.

************************************************************************************************************************

VISITE O SITE OFICIAL DA UNISANTOS. ACESSE : WWW.UNISANTOS.BR

O BLOG GESTÃO AMBIENTAL RETORNARÁ EM BREVE COM NOVOS TÓPICOS.
************************************************************************************************************************

quarta-feira, 29 de maio de 2019

CRQ da IV Região promove o VII Fórum de Recursos Hídricos


Imagem ilustrativa.
Divulgação: CRQ da IV Região

Tópico 01501

Com foco na divulgação de novas tecnologias para o tratamento, garantia da qualidade e preservação da água, o Conselho Regional de Química - IV Região irá promover no dia 4 de junho, em sua sede, a sétima edição do Fórum de Recursos Hídricos.

O evento tem o apoio do Sindicato dos Químicos, Químicos Industriais e Engenheiros Químicos do Estado de São Paulo (Sinquisp) e da seção paulista da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-SP), por meio de sua Câmara Técnica de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas.

Com o aumento da importância da gestão dos recursos hídricos, é fundamental que as empresas e as comunidades, independentemente do tamanho, estejam cientes de suas responsabilidades e adotem iniciativas para a utilização da água segundo o conceito de sustentabilidade.

O público-alvo é formado por profissionais que atuam na área de saneamento e tratamento de água, estudantes e demais interessados. Confira abaixo a programação:


Clique na imagem para ampliá-la



Inscrições - As inscrições poderão ser feitas até 29 de maio pelo e-mail cursos@sinquisp.org.br. As taxas são as seguintes:

R$ 50,00 - Para profissionais registrados no CRQ-IV e estudantes cadastrados na entidade;

R$ 50,00 - Para profissionais com outras formações, mas vinculados a empresas registradas no CRQ-IV;

R$ 100,00 - Para os demais interessados.

Nos valores estão incluídos dois coffee breaks. As despesas com almoço, transporte e eventual hospedagem correrão por conta do participante. Ao final do evento será emitido certificado.


VII Fórum de Recursos Hídricos

Data: 04/06/2019 - das 8h30 às 16h30

Local: Sede do CRQ-IV - Rua Oscar Freire, 2039 - Pinheiros – São Paulo/SP



************************************************************************************************************************

                                                   
************************************************************************************************************************

 ORGULHO DE SER GRADUADO NA
         


************************************************************************************************************************

Celebrando a marca de trezentas mil visualizações do blog Gestão Ambiental da UNISANTOS.

************************************************************************************************************************

VISITE O SITE OFICIAL DA UNISANTOS. ACESSE : WWW.UNISANTOS.BR

O BLOG GESTÃO AMBIENTAL RETORNARÁ EM BREVE COM NOVOS TÓPICOS.
************************************************************************************************************************

Dica: VI Fórum de Ensino Superior da Área Química: "Química Forense"


Clique na imagem para ampliá-la


************************************************************************************************************************

                                                   
************************************************************************************************************************

 ORGULHO DE SER GRADUADO NA
         


************************************************************************************************************************

Celebrando a marca de trezentas mil visualizações do blog Gestão Ambiental da UNISANTOS.

************************************************************************************************************************

VISITE O SITE OFICIAL DA UNISANTOS. ACESSE : WWW.UNISANTOS.BR

O BLOG GESTÃO AMBIENTAL RETORNARÁ EM BREVE COM NOVOS TÓPICOS.
************************************************************************************************************************

terça-feira, 28 de maio de 2019

ALERTA: Anfíbios infectados por ranavírus são detectados na Mata Atlântica


Imagem ilustrativa. Divulgação: Agência Fapesp

Tópico 01499

Em duas lagoas na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, pesquisadores encontraram rãs, sapos e pererecas com sinais claros de infecção por ranavírus. O patógeno, que pode ser letal para esses animais, mas não afeta humanos, provoca ulcerações na pele, edemas e hemorragia interna.

Para além da cena de extermínio dos animais, o episódio ocorrido em novembro de 2017 revelava algo inédito: a detecção de anfíbios infectados por ranavírus na Mata Atlântica.

“A descoberta causa preocupação, pois pela primeira vez no Brasil foram identificadas a presença e a ação desse vírus na natureza. Houve relatos de epidemias em 2006 e 2009, porém, elas ocorreram em ranários, portanto em cativeiro. O vírus, já detectado na natureza em outras partes do mundo, está associado a declínios de populações de anfíbios – o grupo de vertebrados mais ameaçado do planeta”, disse Joice Ruggeri, pesquisadora do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp) e primeira autora do artigo publicado no Jornal of Wildlife Diseases.

A descoberta é fruto da pesquisa de pós-doutorado de Ruggeri, apoiada pela FAPESP. O objetivo do projeto foi identificar a dinâmica desse vírus em diferentes espécies de anuros e sua interação com outros patógenos, bem como possíveis desequilíbrios ou ameaças na Mata Atlântica.

Para isso, a pesquisadora coletou espécimes de anuros na natureza, desde o Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. As lagoas em Passo Fundo, com os animais infectados por ranavírus, estavam entre os pontos de coleta.

“Encontramos esses lagos com muitos girinos e peixes mortos. Era um cenário de destruição. Agora estamos analisando todos os dados coletados, o que deve nos dar respostas interessantes sobre a relação entre os diferentes patógenos que ameaçam as populações de anuros na Mata Atlântica”, disse a pesquisadora à Agência FAPESP.

A descoberta também levanta questões sobre a relação entre espécies invasoras e nativas. No artigo, pesquisadores relatam ter encontrado tanto girinos de espécies nativas quanto da invasora rã-touro (Lithobates catesbeianus) infectados pelo vírus. A rã-touro geralmente é tolerante ao ranavírus, podendo atuar como vetor do patógeno, o que reforça a hipótese, ainda não confirmada, de que as espécies invasoras estariam infectando as nativas.


O peso das espécies invasoras

A rã-touro, originária da América do Norte, é a principal espécie de anuro criada para o consumo humano. No Brasil, o segundo maior produtor de rãs do mundo, os ranários estão instalados sobretudo na região da Mata Atlântica que vai do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, a mesma em que os pesquisadores fizeram as coletas.

“Essa é uma atividade econômica que oscila muito. Desde 1990, vários ranários vêm sendo abandonados, o que resultou em diversos animais sendo liberados para a natureza”, disse Luís Felipe de Toledo, professor do IB-Unicamp e coautor do artigo. Uma das hipótese dos pesquisadores é que o vírus poderia ter se disseminado pela Mata Atlântica a partir dos ranários.

"Sabemos que muitas dessas rãs escapam do cativeiro, podendo levar o vírus para a natureza. Mas ainda não sabemos ao certo se elas têm relação com o vírus detectado nos anuros nativos do Brasil”, disse Ruggeri.


Dupla ameaça

As descobertas não param por aí. Duas rãs-touro estudadas apresentavam coinfecção por ranavírus e pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis, causador da quitridiomicose e responsável pela maior perda de biodiversidade atribuível a um único patógeno em toda a história.

Em artigo publicado na revista Science , em março de 2019, pesquisadores de 16 países – entre eles Toledo – revelaram que o fungo provocou, nos últimos 50 anos, declínio nas populações de pelo menos 501 espécies de anfíbios.

“É mais uma ameaça a esses animais. Já se relacionou o fungo com extinções de anfíbios aqui no Brasil. Agora que encontramos casos de infecção pelo ranavírus questionamos: será que ele também não causou algum declínio ou extinção?”, disse Toledo.

Tanto o fungo quanto o vírus são transmitidos pela água ou pelo contato direto entre os indivíduos, o que torna a dispersão desses microrganismos extremamente eficaz. Enquanto o fungo compromete o equilíbrio eletrolítico dos animais, que morrem por parada cardíaca, o vírus pode causar morte celular em múltiplos órgãos.

"Ao ser infectado pelos dois patógenos, o anfíbio torna-se ainda mais vulnerável. Porém, ainda não sabemos as consequências dessa coinfecção”, disse Ruggeri.

Com a análise dos dados coletados, os pesquisadores vão investigar as estirpes do vírus encontrado no Sul do Brasil. “É possível que a linhagem do vírus seja brasileira. Vamos pesquisar também se a linhagem identificada na natureza é a mesma encontrada nos ranários. A descoberta abre várias linhas de pesquisa”, disse Toledo.


Matança de animais

Em uma das lagoas em que não havia girinos de rãs-touro, os girinos de anuros nativos que viviam por lá apresentavam níveis baixos do vírus.

Na outra lagoa, foram encontrados mais de 20 girinos de rãs-touro mortos e nenhuma espécie nativa de anuro. Todos os animais ali apresentavam lesões severas na pele e a presença de ranavírus. Os únicos dois girinos encontrados vivos na lagoa tinham índices baixos de infecção.

O fungo foi detectado em sete de 19 amostras de girinos mortos, incluindo os nativos e espécies invasoras (amostras coletadas nas duas lagoas). Porém, a carga de infecção por quitrídio era baixa, o que fez com que os pesquisadores descartassem a quitridiomicose como causa potencial de morte de anuros nessa lagoa.

Para os pesquisadores, apesar de as rãs-touro serem geralmente tolerantes ao ranavírus, foram detectadas altas cargas do patógeno no sangue dos animais e claros sinais clínicos de doença.




************************************************************************************************************************

                                                   
************************************************************************************************************************

 ORGULHO DE SER GRADUADO NA
         


************************************************************************************************************************

Celebrando a marca de trezentas mil visualizações do blog Gestão Ambiental da UNISANTOS.

************************************************************************************************************************

VISITE O SITE OFICIAL DA UNISANTOS. ACESSE : WWW.UNISANTOS.BR

O BLOG GESTÃO AMBIENTAL RETORNARÁ EM BREVE COM NOVOS TÓPICOS.
************************************************************************************************************************

segunda-feira, 27 de maio de 2019

ALERTA: Mudança climática pode alterar relações simbióticas entre microrganismos e árvores


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01498

No solo das florestas, algumas espécies de fungos e de bactérias se associam a raízes de árvores para crescerem juntas, de modo a obterem benefícios mútuos. Os microrganismos auxiliam as plantas a absorver água e nutrientes do solo, a sequestrar carbono e a resistir aos efeitos das mudanças climáticas. Em troca, recebem carboidratos essenciais para seu desenvolvimento, produzidos pelas plantas durante a fotossíntese.

Uma colaboração de mais de 200 cientistas de diversos países, incluindo 13 de diferentes regiões do Brasil, mapeou a distribuição global dessas associações entre organismos de espécies diferentes (simbioses), fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas florestais.

Com base nesse mapeamento foi possível identificar fatores que determinam onde diferentes tipos de simbioses podem surgir e estimar os impactos das mudanças climáticas nessas relações simbióticas e, consequentemente, no crescimento das árvores nas florestas.

Se as emissões de dióxido de carbono (CO2) continuarem inalteradas até 2070, pode ocorrer uma redução de 10% nas espécies de árvores que se associam a um tipo de fungo encontrado principalmente em regiões mais frias do planeta, estimaram os pesquisadores.

O trabalho, destacado na capa da revista Nature, contou com a participação de Carlos Joly e de Simone Aparecida Vieira, ambos professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membros da coordenação do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP). Também participou a brasileira Luciana Ferreira Alves, que hoje atua na Universidade da Califórnia em Los Angeles, Estados Unidos.

Já se sabia que a associação entre microrganismos e raízes é fundamental para alguns grupos de árvores conseguirem se estabelecer em regiões em que o solo é muito pobre e os nutrientes são liberados lentamente pela decomposição de matéria orgânica. O mapeamento permite entender como essas relações estão distribuídas no planeta e os fatores que as definem”, disse Vieira à Agência FAPESP.

Os pesquisadores se concentraram em mapear três dos tipos mais comuns de simbioses: fungos micorrízicos arbusculares, fungos ectomicorrízicos e bactérias fixadoras de nitrogênios. Cada uma dessas interações engloba milhares de espécies de fungos ou bactérias, que formam parcerias únicas com diferentes espécies de árvores.

Há 30 anos, o botânico inglês David Read, professor da University of Sheffield, da Inglaterra, e pioneiro nas pesquisas sobre simbioses, desenhou mapas de lugares no mundo onde achava que poderiam ser encontrados diferentes fungos simbióticos, com base nos nutrientes que exploram para permitir o crescimento das plantas.

Os fungos ectomicorrízicos, por exemplo, obtêm nitrogênio para as árvores diretamente de matéria orgânica, como folhas em decomposição. Por isso, Read propôs que esses microrganismos seriam mais bem-sucedidos em florestas com climas sazonais, mais frios e secos, onde a decomposição em razão da temperatura e umidade é mais lenta e a serrapilheira – camada de restos de plantas – é abundante.

Os fungos micorrízicos arbusculares, por sua vez, seriam dominantes nas florestas tropicais, nas quais o crescimento das árvores é limitado pelo fósforo do solo e nos quais os climas sazonais quentes e úmidos aumentam a decomposição.

Mais recentemente, um estudo feito por outro grupo de pesquisadores estimou que as bactérias fixadoras de nitrogênio seriam mais abundantes em biomas áridos, com solos alcalinos e altas temperaturas máximas.

Essas hipóteses puderam ser testadas, agora, com a coleta de dados de um grande número de árvores, em diversas partes do planeta, reunidos pela Global Forest Biodiversity Initiative (GFBI) – um consórcio internacional de cientistas florestais.

O consórcio é integrado, além de Joly e Vieira, por Pedro Henrique Santin Brancalion e Ricardo Gomes César, ambos da Universidade de São Paulo (USP), Gabriel Dalla Colletta, da Unicamp, Daniel Piotto, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), André Luis de Gasper, da Universidade Regional de Blumenau (FURB), Jorcely Barroso e Marcos Silveira, da Universidade Federal do Acre (UFAC), Iêda Amaral e Maria Teresa Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Beatriz Schwantes Marimon, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), e Alexandre Fadigas de Souza, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Nos últimos anos, os pesquisadores ligados ao GFBI fizeram inventários de mais de 1,1 milhão de parcelas permanentes de florestas, que abrangem 28 mil espécies de árvores, de mais de 70 países, situadas em todos os continentes, à exceção da Antártida.

Os inventários reúnem informações, como a composição do solo, a topografia, a temperatura e a evolução do carbono fixado nessas parcelas permanentes de florestas ao longo de grandes períodos de tempo.

As parcelas inventariadas por pesquisadores ligados ao BIOTA-FAPESP estão situadas na Mata Atlântica e incluem regiões do litoral norte do Estado de São Paulo, como Caraguatatuba, Picinguaba, Cunha e Santa Virgínia, e Carlos Botelho e Ilha do Cardoso, no litoral sul. Também inventariamos um conjunto expressivo de parcelas na Amazônia por meio de projetos em colaboração com outros grupos", disse Joly. 

A partir desse conjunto de inventários, os pesquisadores conseguiram estimar a localização de 31 milhões de árvores espalhadas pelo mundo, assim como os fungos ou as bactérias simbióticos associadas a elas. Por meio de um programa de computador (algoritmo), foi possível determinar como diferentes variáveis relacionadas ao clima, química do solo, vegetação e topografia influenciam a prevalência de cada simbiose.

Os resultados das análises sugeriram que variáveis climáticas associadas à decomposição da matéria orgânica, como a temperatura e a umidade, são os principais fatores que influenciam as simbioses de fungos micorrízicos arbusculares e ectomicorrízicos.

Já as simbioses de bactérias fixadoras de nitrogênio são provavelmente limitadas pela temperatura e acidez do solo.

Qualquer mudança que possa ocorrer no clima no hemisfério norte pode deslocar os fungos ectomicorrízicos para outras regiões e ocorrer a perda ou uma diminuição muito grande da densidade dessas relações simbióticas”, disse Vieira.

Isso pode afetar a ciclagem de nutrientes e, principalmente, a fixação de carbono, que depende dessa associação simbiótica para que a vegetação das florestas possa absorver nutrientes pouco disponíveis ou que não estão na forma de que necessitam”, afirmou.


Efeito das mudanças climáticas

A fim de estimar a vulnerabilidade dos padrões globais de simbiose às mudanças climáticas, os pesquisadores usaram o mapeamento para prever como poderiam mudar até 2070, se as emissões de dióxido de carbono continuarem inalteradas. As projeções indicaram uma redução de 10% dos fungos ectomicorrízicos e, consequentemente, da abundância de árvores associadas a esses fungos – que correspondem a 60% das árvores.

Os pesquisadores alertam que essa perda poderia levar a mais CO2 na atmosfera, porque esses fungos tendem a aumentar a quantidade de carbono armazenado no solo.

O CO2 limita a fotossíntese e, em princípio, seu aumento na atmosfera pode ter efeito fertilizante. As espécies de plantas que crescem mais rápido talvez consigam aproveitar melhor esse aumento da disponibilidade de CO2 na atmosfera do que aquelas que crescem mais lentamente. Dessa forma, poderíamos ter uma seleção de espécies. Mas ainda não há resposta para essa pergunta”, disse Joly.

Outra pergunta que os pesquisadores têm buscado responder é qual seria o impacto da interação do aumento da disponibilidade de CO2 na atmosfera com a elevação da temperatura do planeta no desenvolvimento das plantas.

Com o aumento da temperatura as plantas terão que gastar mais recursos com a respiração, que aumentará mais do que a taxa de fotossíntese. O saldo desse balanço no crescimento da vegetação ainda não está claro, afirmam os pesquisadores.

Essas questões, que dizem respeito às florestas tropicais, ainda estão em aberto. O monitoramento contínuo de parcelas permanentes de florestas vai nos ajudar a respondê-las”, disse Joly.




************************************************************************************************************************

                                                   
************************************************************************************************************************

 ORGULHO DE SER GRADUADO NA
         


************************************************************************************************************************

Celebrando a marca de trezentas mil visualizações do blog Gestão Ambiental da UNISANTOS.

************************************************************************************************************************

VISITE O SITE OFICIAL DA UNISANTOS. ACESSE : WWW.UNISANTOS.BR

O BLOG GESTÃO AMBIENTAL RETORNARÁ EM BREVE COM NOVOS TÓPICOS.
************************************************************************************************************************