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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Judiciário debaterá nesta terça (22/6/21) o desmatamento e as mudanças climáticas


Imagem ilustrativa. Divulgação: CNJ

Tópico 01585

Como o Sistema de Justiça pode atuar para aprimorar a tutela do meio ambiente, contribuindo para que o país cumpra as metas da Agenda 2030 das Nações Unidas sobre proteção ambiental e combate às mudanças climáticas? Para apontar caminhos, será realizado na terça-feira (22/6), a partir das 9h, o “Webinário Clima e Florestas Públicas – Agenda 2030”, com transmissão ao vivo pelo canal do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no YouTube.

O encontro vai reunir representantes do Judiciário, do Executivo, de entidades internacionais, do Ministério Público e das associações de cartórios para debater, entre outras questões, como os Laboratórios de Inovação e o recém-aprovado SireneJud – base de dados que acompanha o desmatamento em terras indígenas e florestas públicas e serve de insumo para atuação do Judiciário e do Ministério Público – podem contribuir para a agenda ambiental e climática.

O presidente do STJ, ministro Humberto Martins, estará na abertura, junto com a conselheira Maria Tereza Uille Gomes, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e a presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, Marina Gross. A conselheira do CNJ ainda participa do primeiro painel, às 10h, com o tema “Mudança climática, florestas e Acordo de Paris. SireneJud”, junto com secretário especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica do CNJ, Marcus Lívio Gomes, e Carlos Vinícius Alves Ribeiro, membro auxiliar da Presidência do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Ao longo do dia, também serão discutidos temas como registros públicos, dados e cadastros administrativos sobre florestas públicas e terras indígenas e a importância das corregedorias na interseção com as serventias extrajudiciais.

Às 16h, tem painel sobre a indexação do número único dos processos ao município ou local do dano ambiental, com a conselheira do CNJ Flávia Pessoa, as juízas auxiliares do CNJ Ana Lúcia Aguiar e Lívia Marques Peres, o secretário-geral do Conselho da Justiça Federal (CJF), Marcio Luiz Coelho de Freitas, e o delegado da Polícia Federal Rubens Lopes.


                                                   
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quinta-feira, 17 de junho de 2021

SIRENEJUD dará contribuição inédita ao Judiciário contra o desmatamento e outros crimes ambientais


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01584

Uma nova ferramenta irá auxiliar o Poder Judiciário na verificação e no controle da poluição e do desmatamento das florestas, garimpo ilegal e uso ilegal da terra, entre outros crimes ambientais previstos em lei. O SireneJud utiliza a base de dados de vários órgãos públicos e privados e estará à disposição das investigações e inquéritos policiais e da Justiça para esclarecer e contribuir para a realização da reparação de danos ambientais.

Os detalhes do também denominado Painel Interativo Nacional de Dados Ambiental e Interinstitucional foram apresentados, nessa terça-feira (15/6), ao Observatório do Meio Ambiente do Poder Judiciário. O projeto atende a propostas construídas pelos integrantes da sociedade civil que compõem o colegiado coordenado pelo ministro Luiz Fux. As diretrizes de funcionamento do SireneJud foram aprovadas em sessão conjunta pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A partir de agora, todas as ações ambientais passarão a ser georeferenciadas, permitindo que o Judiciário tenha a exata noção do dano ambiental a ser reparado. Com o Painel, o Judiciário deixa de ser um mero espectador para ser um agente ativo no combate ao desmatamento florestal”, explicou o secretário Especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica do CNJ e juiz auxiliar da Presidência do conselho, Marcus Lívio Gomes. Ele afirmou que o SireneJud amplia a transparência dos dados do Poder Judiciário e contribuirá também para a mensuração do acervo processual ambiental. Os dados também servirão de base para a formulação de políticas públicas voltadas ao meio ambiente.

O painel contará com informações disponíveis sobre a tramitação processual no país da Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (Datajud). Por meio dele, a área em questão poderá ser localizada tanto em ações judiciais em curso quanto naquelas que já foram julgadas ou baixadas. Será possível filtrar ações semelhantes, com informações sobre tempo de julgamento e andamento do processo e ainda a instância em que tramita. Esses dados poderão ser cruzados a fim de solucionarem suspeitas de crimes, cumprimentos de Termos de Ajustes de Conduta (TACs) ou investigações no âmbito das ações judiciais, para fins de reparação do dano, por exemplo.

O diretor de Projetos do Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, Wilfredo Pacheco, lembrou que foi feita uma parametrização de assuntos referentes ao meio ambiente, com mais de 800 mil ações, entre processos já julgados e em andamento, do norte ao sul do país. “A partir daí, criamos camadas de informações relativos aos processos, com distinções variadas. Temos informação sobre o grau em que a ação tramita, município, órgão julgador, se na Justiça Federal ou estadual, além do status do julgamento e do processo, entre outras informações”.


Funcionalidades

Graças à inteligência artificial, ao sensoriamento remoto via satélite e ao geoprocessamento, a plataforma desenvolvida pelo CNJ oferecerá a magistrados e magistradas responsáveis por julgar ações ambientais um mapeamento dinâmico e interativo das áreas envolvidas na ação judicial. A lista de fontes de dados que estarão à mão para o julgamento de ação ambiental é extensa e inclui até o mapa das rodovias brasileiras produzido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Estará disponível, por exemplo, um mapa de uma área em disputa com dados sobre a propriedade do terreno, extraídos do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF). O primeiro sistema é operado pelo Serviço Florestal Brasileiro enquanto o segundo é do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), ambos vinculados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Com poucos cliques, a consulta indicará se a propriedade já foi ou é objeto de processo judicial.

Se o espaço geográfico em análise estiver sobreposto a uma unidade de conservação, floresta ou parque nacional, a sobreposição será identificada no cruzamento do mapa com o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), do Ministério do Meio Ambiente. O sistema armazena uma cartografia multidimensional do Brasil, com dados das bacias hidrográficas, zoneamentos ecológico-econômicos, desmatamentos, entre outros.

Nos casos em que a demanda envolver suspeita de crime ambiental, a Justiça poderá sobrepor ao mapa fundiário alertas de desmatamento fornecidos pelo projeto PRODES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e do Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas), uma rede de organizações públicas e do terceiro setor que monitora o uso e a cobertura da terra no Brasil.


Reparação

O pesquisador sênior Adalberto Veríssimo, co-fundador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e membro do Observatório do Meio Ambiente do CNJ, ressaltou a importância do meio ambiente se transformar em uma agenda prioritária para o Judiciário e fez um alerta para que os crimes não fiquem sem punição e nem o meio ambiente sem reparação. “A maioria do desmatamento na Amazônia é ilegal. Esse painel contribuirá para não permitir que esses crimes fiquem impunes, pois saberemos exatamente onde estão os ilícitos ambientais e chegaremos no CPF do infrator. Mas é fundamental que o dano seja reparado, que a área desmatada seja realmente recuperada. E que as multas não fiquem paradas em fundos”.

O pesquisador também afirmou que há boas iniciativas e interesse do setor privado em participar desse engajamento ambiental. E lembrou que o acordo de Paris está longe de ser cumprido pelo Brasil. “Nosso país tem uma meta modesta, de 12 milhões de hectares de reparação, e não resolveu nem 1% disso”.

A diretora global de sustentabilidade da Natura, Denise Hills, elogiou as ações que o Judiciário vem tomando em defesa do meio ambiente e também defendeu a destinação das multas para a reparação dos danos ambientais. “Isso é para que as condenações, de fato, sejam um mecanismo de fomento dessa nova economia de floresta em pé, proporcionando, ao mesmo tempo, alternativa de renda e crescimento sustentável”.

O presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (PROAM), Carlos Bocuhy, alertou em relação ao desmatamento ilegal na Amazônia e a falta de investimento em pesquisa. “Causa muita preocupação que, na Amazônia, grande parte das espécies não foi catalogada, nem sequer identificada. Desconhecemos o que estamos perdendo em biodiversidade. Muitos animais deixam seus ninhos e não escapam nem do incêndio, nem do desmatamento. Não temos sequer como dimensionar o dano ambiental do qual estamos falando. É preciso investir na pesquisa científica. O que significa essa extração gigantesca e ilegal de madeira? Essa conta precisa ser feita e é pelo Judiciário”.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e especialista em Direito Ambiental Herman Benjamin reforçou a importância das medidas tomadas no âmbito do Observatório e citou o ineditismo desse trabalho em todo o mundo. “Saúdo o CNJ e todos que estão, de alguma forma, envolvidos com esse trabalho. O Judiciário brasileiro, liderado pelo ministro Fux, é o primeiro no mundo a ter uma experiência em tecnologia viável para países ricos e pobres que tem a ver com um dos valores intangíveis mais importantes na proteção do meio ambiente que é gerar informação e dar publicidade a essa informação".


Vídeo da 3ª Reunião do Observatório do Meio Ambiente
Realizada em 15 de junho de 2021

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segunda-feira, 31 de maio de 2021

Enzima de fungo amazônico pode aumentar a eficiência da produção de etanol de segunda geração


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01583

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificaram no fungo amazônico Trichoderma harzianum uma enzima capaz de degradar biomassa. Além de caracterizar a molécula, os pesquisadores usaram técnicas de engenharia genética para produzi-la em larga escala, reduzindo custos e viabilizando sua utilização industrial.

A descoberta, publicada na revista Scientific Reports, abre caminho para o maior aproveitamento dos resíduos da cana-de-açúcar na fabricação de biocombustíveis, uma vez que o desenvolvimento de um coquetel de enzimas de baixo custo representa um dos principais desafios para a produção de etanol de segunda geração (derivado do bagaço e da palha da cana-de-açúcar).

A enzima quebra diferentes açúcares presentes em várias fontes de biomassa vegetal, o que a torna muito versátil e interessante não só para a produção de etanol de segunda geração como também para uso na indústria alimentícia e cosmética, por exemplo”, revela Maria Lorenza Leal Motta, pesquisadora do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG-Unicamp) e primeira autora do artigo.

O trabalho, conduzido durante o mestrado de Motta, bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), contou com apoio da FAPESP para a prospecção de fungos que realizam a degradação de substratos celulósicos e promovem a geração de açúcares livres, que possam ser explorados para a produção de biocombustível.


Nova estratégia de prospecção

Além da descoberta de uma nova enzima para a produção de etanol de segunda geração, o grupo também inova na forma de buscar soluções para a degradação de celulose. “Estamos há alguns anos desenvolvendo uma metodologia de prospecção desses fungos a partir de uma abordagem que envolve evolução, expressão gênica e genoma. Isso é interessante, pois torna nosso trabalho mais assertivo. Com o tempo, estamos criando uma espécie de baú com informações relevantes sobre enzimas com potencial uso para a indústria”, afirma Anete Pereira de Souza, professora do Instituto de Biologia da Unicamp e orientadora de Motta.

A metodologia de prospecção envolve estudos de evolução das linhagens de fungos associados a diferentes ferramentas de análises de variações genéticas, genes, proteínas e metabólitos. “É uma abordagem diferente, que nos permite utilizar vários filtros até chegar a um candidato interessante para ser estudado”, conta.

Com isso, os pesquisadores têm mostrado que os fungos do gênero Trichoderma apresentam grande potencial para a produção de enzimas ativas por carboidratos (CAZYmes), incluindo membros de famílias de glicosídeo hidrolases (GH).

Souza ressalta que quase todas as enzimas utilizadas no Brasil para a degradação de biomassa são importadas e desenvolvidas para o uso de países do Norte global. “A prospecção de enzimas da biodiversidade nacional traz inúmeras vantagens, não só pela redução dos custos como também em ganhos de eficiência na produção de etanol. É mais provável que um fungo da Amazônia esteja mais adaptado para degradar celulose de biomassa em um contexto como o nosso”, explica Souza à Agência FAPESP.


Produção em série

Para descobrir a nova enzima, os pesquisadores utilizaram diferentes linhagens do fungo, sequenciaram seu transcriptoma (conjunto de moléculas de RNA expressas em um tecido) e realizaram anotações funcionais. Com a sequência e técnicas de biotecnologia foi possível produzir as enzimas a partir de bactérias Escherichia coli.

Motta explica que as enzimas pertencentes à família GH54 foram pouco estudadas e exploradas. “O trabalho de caracterização dessa enzima revelou uma série de qualidades físico-químicas interessantes para a indústria que não eram conhecidas até então para essa família de enzimas. Isso sugere que as demais moléculas dessa família ainda pouco conhecidas também possam apresentar características semelhantes às que encontramos”, diz Motta.

Entre as características encontradas está a capacidade de quebrar açúcares presentes nas cadeias laterais da hemicelulose, polissacarídeo complexo formado por vários açúcares e outros componentes que estão presentes no bagaço e na palha da cana-de-açúcar. “Essa enzima produzida de maneira mais rápida e barata em laboratório, por meio da E. coli, apresentou atividade em diferentes tipos de açúcares [galactopironosídeo, arabinopironosídeo e fucopironosídeo] que estão presentes nas cadeias laterais envolvendo a parte central da hemicelulose. Isso mostra que um coquetel enzimático composto por diferentes tipos de enzimas, principalmente as que atuam na remoção dessas cadeias laterais, poderia melhorar a eficiência da conversão da hemicelulose e, consequentemente, dos resíduos de cana-de-açúcar em etanol de segunda geração”, diz Motta.

Isso porque, como ressalta a pesquisadora, as enzimas que atuam na cadeia principal da hemicelulose, como as beta-xilanases e as endo-beta-xilanases, só conseguem ter acesso a ela se as cadeias laterais já tiverem sido removidas. “No caso da produção de etanol, essa nova enzima poderá auxiliar na melhor conversão da hemicelulose em glicose disponível para a fermentação, o que a torna muito interessante comercialmente”, pontua.

Além de apresentar atividade em diferentes substratos, a nova enzima tem uma série de qualidades bioquímicas que a tornam conveniente para o uso em processos industriais. “Ela atua em uma ampla faixa de pH [de 5 a 9] e de temperatura [40°C a 65°C] e, mesmo assim, a atividade relativa permanece acima dos 50%. Isso é interessante porque diversos processos industriais como a fermentação usada para a produção de etanol, por exemplo, ocorrem sob variação de pH e temperatura”, conta.

Outra característica interessante é a necessidade de a enzima ter uma molécula de íons metálicos para que a atividade catalítica seja mantida (metaldependência). “Verificamos que os íons de magnésio foram os que mais influenciaram na atividade da enzima e uma hipótese para isso é que eles ajudam a manter estável a conformação do sítio catalítico da enzima”, explica Motta.



                                                   
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quarta-feira, 26 de maio de 2021

DICA: 1º Hacka LIODS do Conselho Nacional de Justiça busca soluções tecnológicas para preservação ambiental


Imagem ilustrativa. Divulgação: Conselho Nacional de Justiça

Tópico 01582

Começa nesta sexta-feira (28) e segue até domingo (30/5) o 1º Hacka LIODS do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A maratona de inovação, organizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a Judiciário Exponencial, tem como objetivo o desenvolvimento de melhorias ou soluções que contribuam com o Judiciário para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

As pessoas participantes vão propor soluções para uma das três situações apontadas como desafiadoras pelo Laboratório de Inovação, Inteligência e ODS (LIODS) do CNJ.

O primeiro desafio quer melhorar a comunicação da sociedade com o Judiciário, apontando os melhores caminhos para relatar análises quantitativas e qualitativas sobre crimes ambientais, como a invasão de florestas públicas ou de terras indígenas nos municípios, por hectares. Também é preciso responder se isso deve ocorrer como reclamação pré-processual ou como ata notarial.

A segunda situação busca definir a melhor maneira como o Judiciário deve disponibilizar dados relativos a terras públicas onde ocorreram crime ou degradação. A equipe deve mostrar como deve ser a estrutura a base de dados a ser disponibilizada pelos Tribunais para permitir a indexação do número único dos processos a partir do município, do número de hectares e da localização georreferenciada da terra pública onde ocorreu o crime ambiental.

Também devem ser criados script ou outra solução tecnológica para leitura das palavras-chave que permitam acesso ao conteúdo das peças processuais e, por meio de tecnologia, mostrar a existência ou não de processos relativos ao uso ilegal de terras públicas, gerando alertas para o próprio Judiciário.

Já o terceiro desafio tem como foco a criação de um sistema público único de consulta pela sociedade do inteiro teor da matrícula no Registro de Imóveis e respectivas averbações de terras públicas previamente identificadas, inclusive com averbações sobre a existência do número único dos processos judicializados ou dos processos administrativos.


Maratona

Hackathons são eventos que reúnem desenvolvedores de software, designers e outros profissionais relacionados à área de programação para criação de soluções tecnológicas voltadas para superação de problemas complexos enfrentados pela sociedade contemporânea. A origem do nome vem de “hack” (programar) e “marathon” (maratona).

O 1º Hacka LIODS CNJ será totalmente on-line com a utilização da Plataforma Desafios e Experiências do Judiciário Exponencial (DEX2) e a comunicação e interação entre as pessoas participantes por meio do aplicativo Discord. Durante o evento, serão disponibilizadas sessões de mentorias conduzidas por diferentes especialistas.

Para resolver os desafios, as equipes que serão formadas devem trabalhar com sistemas de inteligência artificial e tecnologia de registro de dados descentralizados compartilhados com segurança blockchain, para criar plataformas ou aplicativos que contribuam para a proteção ao meio ambiente. Os ganhadores serão conhecidos no dia 6 de junho.



                                                   
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segunda-feira, 24 de maio de 2021

Justiça Eleitoral da Bahia dá início à implantação de projeto de eficiência energética


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 01581

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) deu início, neste mês de maio, à implementação do projeto de eficiência energética. Resultado de termo de cooperação assinado com a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), o projeto contempla 14 zonas eleitorais do estado, de modo a fomentar a sustentabilidade no que se refere ao uso da eletricidade, a eficiência energética e o combate ao desperdício de energia.

Dentre os cartórios selecionados, seis contarão também com instalação de usina fotovoltaica (usina solar): Irecê, Eunápolis, Ilhéus, Jequié, Valença e Brumado. Os fóruns foram escolhidos a partir de critérios técnicos relacionados à quantidade de lâmpadas a serem substituídas, consumo de energia, área disponível para instalação das placas solares, entre outros.

Conforme a Secretaria de Gestão Administrativa e de Serviços (SGA), unidade do TRE-BA responsável pelo desenvolvimento do projeto, a expectativa é a de que as instalações sejam concluídas até o próximo mês de setembro.

Para o presidente do Tribunal, desembargador Robert Maynard Frank, a implantação do projeto contribuirá para uma “significativa redução dos custos do Tribunal, uma vez que ampliará nossos esforços na busca pela eficiência energética e no combate ao desperdício de energia elétrica.”XXX 


Sobre o projeto

O projeto de eficiência energética das unidades do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) teve sua implementação possibilitada por meio da Chamada Pública REE Nº 02/2019, realizada pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), em outubro de 2019.

Com a aprovação do projeto, o TRE-BA e a empresa firmaram um termo de cooperação técnica para a aplicação, pela Coelba, de recursos financeiros oriundos do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A parceria segue legislação vigente, que prevê que as concessionárias e permissionárias de serviços públicos de distribuição de energia elétrica devem aplicar, anualmente, o valor equivalente a 0,28% de sua receita operacional líquida anual no desenvolvimento de programa para o incremento da eficiência energética no uso final de energia elétrica.



                                                   
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quarta-feira, 28 de abril de 2021

STJ debate em seminário virtual inclusão da Agenda 2030 da ONU no Poder Judiciário


Imagem ilustrativa. Divulgação: ONU

Tópico 01580

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), promoveu nesta terça-feira (27) o seminário virtual Diálogos sobre a Agenda 2030 no Poder Judiciário. Na abertura do evento, o presidente do STJ e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, assinou​ a Portaria STJ/GP 140/2021, que cria o comitê encarregado da implementação, na corte, dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

O documento da ONU é resultado do compromisso global assumido por 193 países – incluindo o Brasil – para, até 2030, conciliar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental.

Em seu pronunciamento, o presidente do STJ elencou as principais ações que o tribunal já vem realizando em sintonia com as metas de desenvolvimento sustentável da ONU e do CNJ. Entre as iniciativas, Humberto Martins destacou a prioridade dada por sua gestão à busca por uma prestação jurisdicional célere, eficiente e transparente.

Ele mencionou o acordo de cooperação técnica firmado entre a corte e a Advocacia-Geral da União (AGU) para racionalizar a tramitação de ações judiciais em que a União é parte. "Desde a assinatura desse acordo, a AGU deixou de enviar mais de 170 mil recursos ao tribunal e desistiu de 847 processos que já tramitavam na instância especial", relatou.

No campo do direito ambiental, o presidente do STJ ressaltou o empenho da corte para identificar e julgar 40% dos processos nessa área distribuídos ao longo de 2020, como previsto nas metas nacionais do Poder Judiciário para este ano (Meta 12/CNJ).

"Inúmeras outras ações vêm sendo desenvolvidas na busca de estratégias de uso racional dos recursos naturais e dos bens públicos, bem como de consumo sustentável, por meio da política de sustentabilidade e gestão ambientalmente adequada dos resíduos", complementou.


Pioneiris​​mo

Participaram do seminário os ministros do STJ Herman Benjamin, Sérgio Kukina, Moura Ribeiro e Rogerio Schietti Cruz, além de conselheiros do CNJ, outros magistrados e especialistas em geral.

Durante a abertura, a conselheira do CNJ Maria Tereza Uille Gomes, coordenadora acadêmica do evento, afirmou que o Brasil é pioneiro na institucionalização da Agenda 2030 em seus tribunais. "Conseguimos fazer a indexação de mais de 3,2 mil assuntos que tramitam na Justiça no tocante aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU", frisou.

Segundo o secretário especial de programas do CNJ, Marcus Livio Gomes, o monitoramento das causas relacionadas aos ODS da Agenda 2030 realizado pelo CNJ vai proporcionar muito mais transparência ao processo de controle da ação jurisdicional.

A conselheira do CNJ Flávia Pessoa chamou atenção para a implantação da Comissão Permanente de Acompanhamento dos ODS e da Agenda 2030, que tem o objetivo de promover estudos e políticas judiciárias em sintonia com as prioridades definidas pela ONU em matéria ambiental, econômica e social.

O secretário-geral do CNJ, Valter Shuenquener de Araújo, enalteceu o diálogo e a articulação interinstitucional do sistema de Justiça na busca do desenvolvimento sustentável global em conformidade com as metas da ONU.

Na mesma linha, a desembargadora federal Daniele Maranhão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), defendeu a adoção de uma visão sistêmica em processos ambientais de grande repercussão. "Todos querem buscar a melhor solução, mas cada um dentro de uma visão individualizada do contexto", disse a magistrada.


Tragédias ambi​​entais

No primeiro painel, o ministro Herman Benjamin abordou o tema "Prioridade ambiental no Poder Judiciário". Segundo ele, o compromisso internacional estabelecido em prol da Agenda 2030 decorre do não cumprimento de parcela significativa dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, que expiraram em 2015. "A Agenda 2030 é o admirável mundo novo e o admirável mundo velho", declarou.

Para o ministro, é preciso urgência no cumprimento das atuais metas de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. "Não são ODS para 2050, a data é 2030, apenas nove anos à frente", alertou Benjamin.

No painel seguinte, os debates giraram em torno do tema "Questões Ambientais Complexas e a Agenda 2030", com foco em recentes desastres naturais nos estados de Alagoas e Minas Gerais.

A juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT3) Graça Maria Borges de Freitas e o juiz do TRF1 Mário de Paula trataram dos desafios para aplicar a Agenda 2030 nas disputas judiciais envolvendo o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Na avaliação do juiz federal Mário de Paula, as grandes catástrofes ambientais demandam a mobilização conjunta das estruturas regionais e nacionais do Poder Judiciário. O magistrado destacou a importância da criação, pelo CNJ e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), do Observatório Nacional sobre Questões Ambientais Econômicas e Sociais de Alta Complexidade e Grande Impacto e Repercussão, que visa discutir soluções rápidas do sistema de Justiça para as situações de calamidade pública.

A juíza do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) Perla Saliba Brito e o presidente da corte mineira, desembargador Gilson Soares Lemes, teceram considerações a respeito da atuação jurisdicional no episódio do rompimento da barragem de Brumadinho (MG).

O presidente do TJMG ressaltou a adequação à Agenda 2030 no esforço do tribunal estadual para resolver os conflitos decorrentes da tragédia de Brumadinho por meio de métodos autocompositivos. Ele deu como exemplo a homologação, em fevereiro, do acordo para a reparação dos danos ambientais, no valor de mais de R$ 37 bilhões. "Impedimos que esses processos se arrastassem na Justiça por mais de uma década", resumiu.

Além das catástrofes ecológicas em Minas Gerais, os painelistas discorreram sobre o chamado Caso Pinheiro, em que moradores de quatro bairros de Maceió foram afetados pelo afundamento do solo da região, resultado da extração de sal-gema por uma mineradora.

O desembargador Fernando Tourinho, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o juiz auxiliar da Presidência do STJ Alexandre Chini e o juiz federal Frederico Wildson da Silva Dantas, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), comentaram a respeito do acordo judicial que permitiu a compensação financeira e a realocação de famílias, abrangendo 15 mil imóveis e um valor total de R$ 2,7 bilhões.


Preservação das ​​florestas

No terceiro painel, intitulado "Preservação das Florestas no Brasil e Agenda 2030", o desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) Paulo Sérgio Velten Pereira defendeu a participação efetiva do Judiciário no esforço pelo desenvolvimento sustentável. "Precisamos de um novo paradigma. As catástrofes ambientais ocorreram pela nossa ação desregrada no meio ambiente", observou.

A conselheira do CNJ Maria Teresa Uille Gomes, coordenadora do evento, falou sobre o SireneJud, uma base de dados concebida para acompanhar o desmatamento em terras indígenas. Ela explicou que 450 terras indígenas já estão cadastradas no sistema de monitoramento. "A ideia é saber exatamente onde o desmatamento está acontecendo. A partir dessa base de dados, podemos consolidar as informações", declarou.

Para o responsável pelo monitoramento da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Cláudio Almeida, o desmatamento na região pode chegar a um nível no qual será inviável a regeneração da floresta. "Antigamente, desenvolvimento e ecologia eram conceitos que não se misturavam. Hoje não tem como separá-los", afirmou.

O secretário-geral do CJF, Márcio Freitas, ponderou que a responsabilidade pelo desenvolvimento sustentável é ainda maior para os agentes públicos. Em sua exposição, ele abordou a Meta 12 do Judiciário – referente ao julgamento de processos sobre questões ambientais – e alertou que é necessário definir o que constitui uma causa ambiental.

"Não podemos imaginar que é só a grande ação civil pública sobre um tema ambiental", analisou Freitas, ao frisar que diversas ações em outras áreas também acabam tratando de matérias ambientais.​


                                                   
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terça-feira, 27 de abril de 2021

Crimes ambientais em terras públicas são o foco da maratona de inovação do LIODS CNJ


Imagem meramente ilustrativa. Divulgação: CNJ

Tópico 01579

Relatos de crimes de invasão de florestas públicas ou de terras indígenas, identificação de terras públicas onde tenham ocorrido crimes ambientais e a criação de um sistema público único de consulta de matrícula e averbações dessas terras permeiam os desafios da 1ª Hacka LIODS CNJ, marcada para os dias 28, 29 de 30 de maio.

A maratona de inovação é organizada pelo Laboratório de Inovação, Inteligência e ODS (LIODS) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a empresa Judiciário Exponencial, para desenvolver melhorias ou soluções da Justiça para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), especificamente os ODS 13 e 15.

A expectativa é que o evento atraia pessoas com conhecimentos nas áreas de ciência de dados, programação e desenvolvimento, direito, negócios, economia, administração pública, marketing, design e engenharia para responder aos três desafios apresentados. Eles giram em torno do ODS 13, que trata da ação contra a mudança global do clima, que busca tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.

Já o ODS 15 trata sobre a vida terrestre e tem como meta proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda. O CNJ incorporou a Agenda 2030 na Estratégia Nacional do Poder Judiciário para o biênio 2021-2026, por meio da aprovação da Resolução CNJ 325/2020.

Equipes do CNJ, empresas contratadas pelo CNJ e empresas parceiras/patrocinadoras do evento também poderão se inscrever, mas não participarão da premiação. Em formato 100% digital, a iniciativa vai utilizar a plataforma de Desafios e Experiências Exponenciais do Judiciário Exponencial (JeDEX2), e da plataforma de comunicação denominada Discord.


Desafios

Os participantes terão que escolher um entre três desafios que envolvem a inteligência artificial e a tecnologia de registro de dados descentralizados compartilhados com segurança blockchain para contribuir com a proteção ao meio ambiente.

Um dos desafios é desenvolver iniciativa para melhorar o canal de comunicação da sociedade com o Judiciário (via judicial ou extrajudicial) e relatar a análise quantitativa ou qualitativa da possível existência de crimes ambientais de invasão de florestas públicas ou de terras indígenas nos municípios, por hectares, como reclamação pré-processual ou como ata notarial.

Outro desafio apresentado é desenvolver meios para que o Poder Judiciário disponibilize seus dados, de forma estruturada ou não estruturada, para a construção de soluções tecnológicas capazes de mostrar o número único de processo relacionado à terra pública onde ocorreu o incêndio, desmatamento, degradação, mineração, existência de gado, plantação, trabalho infantil e trabalho análogo ao de escravo.

A outra frente de trabalho será aberta para a criação de um sistema público único (SireneExtrajud) de consulta do inteiro teor da matrícula no Registro de Imóveis e respectivas averbações de terras públicas identificadas no SireneJud, inclusive com averbações sobre a existência do número único dos processos judicializados ou dos processos administrativos.


Programação

O 1° Hacka Liods CNJ será precedido do evento on-line “Como a tecnologia pode contribuir para a proteção das florestas – ODS 13 e 15”, no dia 27 de maio, às 19h, no canal do Judiciário Exponencial no YouTube. Nele, serão detalhados os desafios e apresentadas as ferramentas disponíveis, além de conteúdos de suporte aos participantes da maratona.

Também são parte da programação o Webinar sobre Desafios, a sessão de mentorias e dinâmicas de interação entre os participantes, além de lives de diferentes temas. Ao final dos desafios, as equipes apresentarão seus projetos. Os ganhadores serão divulgados no dia 3 de junho.


Hackathons

A origem do nome vem de “hack” (programar) e “marathon” (maratona). Durante o evento, as pessoas se reúnem em grupos e trabalham para idealizar, desenvolver e apresentar projetos e soluções que podem melhorar o dia a dia de organizações e pessoas.

Para os participantes, o hackathon é uma oportunidade de colocar conhecimentos em prática em prol da inovação e de mostrar talento e potencial, bem como aprender novas habilidades e construir novos relacionamentos com pessoas do Brasil inteiro em torno do desenvolvimento de soluções para desafios de instituições reais.

No primeiro hackathon do LIODS CNJ, também é dada a oportunidade de participação de empresas e instituições que queiram fortalecer o ecossistema de inovação no Brasil e para a melhoria dos serviços do Poder Judiciário. Para isso, elas são convidadas a dar apoio institucional e aumentar a divulgação do 1º Hacka Liods CNJ nas redes de contato, intranet e internet. Em contrapartida, o Hacka Liods fará a divulgação de logomarca da organização nas comunicações do evento, inclusive nas redes sociais.



                                                   
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